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Importações e Exportações superam limites da capacidade dos aeroportos brasileiros

A questão dos aeroportos brasileiros é bastante crítica neste momento, como já tivemos a oportunidade de nos manifestar diversas vezes, tema que veio a público, por meio de  uma reportagem em um dos  principais jornais do País, o Estado de S. Paulo,  sob o título “Faltam áreas para construir terminais”  publicada no dia 05 de julho, da qual tivemos a oportunidade de participar. O  caderno de Economia do referido jornal  trouxe,  na terceira página, a informação de que os  terminais de cargas não atravessam um bom momento no que se refere  à transação de mercadorias, que entram e saem do País diariamente, expondo um problema delicado  e que precisa de solução o mais rápido possível.

Na verdade, os principais  terminais aéreos do País estão à beira de um colapso devido aos problemas estruturais que enfrentam, principalmente  os aeroportos Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, Cumbica, em Guarulhos e Viracopos, na cidade de Campinas, que  há muito  operam acima do limite de suas capacidades.

É importante ressaltar que as dificuldades porque passam hoje  é antiga,  e sabida de todos, principalmente daqueles que atuam no segmento do comércio exterior. Acidentes aéreos ocorridos há muito pouco tempo colocaram em xeque a segurança dos terminais, das aeronaves e dos próprios pilotos,  estes muitas vezes obrigados a se submeterem a desumanas jornadas de trabalho.

No caso específico do comércio exterior o problema passa por outro viés. Falta espaço para abrigar e operacionalizar as mercadorias, que muitas vezes  se têm perdido pela falta de câmaras refrigeradas, causando grandes prejuízos para aqueles  que exportam ou importam, como tem sido o caso frequente da perda de  alimentos,  medicamentos, vacinas e toda sorte de produtos perecíveis.

Aí, surge outro aspecto agravante para a situação: muitos dos  itens  que perdem espaços nas geladeiras, acabam se  transformando em cargas estragadas que, por sua vez,  devido á burocracia, não podem ser incineradas, contaminando e provocando o risco de deteriorar mercadorias novas.

Esse é um cenário que exige soluções rápidas, tanto das autoridades portuárias quanto da vigilância sanitária, porque  está  ocasionando prejuízos irreparáveis aos importadores e exportadores, colocando em risco as populações vizinhas dos terminais aéreos e prejudicando o desenvolvimento do Brasil.

Valdir Santos

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