Cenário de Caos dos anos 90 se repete com cargas na chuva em Guarulhos

final-completa-chuva-1Greve da Receita Federal atinge níveis alarmantes nos principais terminais de carga do país. Produtos voltam à exposição de intempéries 20 anos depois do “boom” de importação vivido pelo setor nos anos 90

A cena é de arrepiar quem trabalha com o comércio exterior e viveu o boom de importação que teve início por volta de 1994, no Brasil.

Durante alguns anos, após o início do crescimento desenfreado das importações brasileiras à época, as cargas ocupavam os espaços destinados ao estacionamento dos aviões, nos pátios dos aeroportos. Caixas eram perdidas nos espaços, A chuva e o vento se incumbiam de acabar com o que sobrava. Os aeroportos, administrados pela Infraero naquele longínquo período, não conseguiam atender à demanda e construir os armazéns para abrigar a carga excedente, por conta da falta de agilidade necessária, que esbarrava no engessamento das licitações enquanto empresa pública.

O cenário visto ontem, quinta-feira, 03/11/16, no Aeroporto de Guarulhos (foto), fez lembrar os anos 90. Mas, desta vez, o motivo era diferente: a greve da Receita Federal.

“Todos os importadores – e também a categoria dos Despachantes Aduaneiros que os representam – estão com um prejuízo muito grande. O aeroporto de Guarulhos não tem mais condições de armazenar a carga. Esperamos que esse movimento termine o mais rápido possível”, alertou na tarde de ontem, 03/11, Marcos Farneze, presidente do Sindasp – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo.

Por conta do movimento grevista, cargas foram flagradas nos pátios de aeronaves, tal qual nos anos 90, conforme apurou com exclusividade o Portal LogNews (www.gpalognews.com.br)


O Brasil voltou…

marco-legendaApós retomada das exportações de carne in natura para os EUA, logística diferenciada pode ser decisiva e ampliar competitividade em futuros mercados.

O Brasil iniciou suas exportações de carne in natura para os EUA, 45 dias após a assinatura da reabertura do mercado, com a chegada da primeira remessa de carne produzida pela Divisão Beef da Marfrig Global Foods em solo americano, no final de setembro. A cota de exportação para aquele país é de 65 mil toneladas e segundo a ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – o potencial exportador é ainda maior: 100 mil toneladas ou mais de 420 milhões de dólares (cerca de R$ 1,4 bi). Empresa 100% brasileira, a Fermac International foi a responsável pela primeira operação logística do produto.

O avanço não para por aí. O Brasil ainda pode ter muito a ganhar com as exportações. Segundo o Dr. Francisco Jardim, Superintendente do MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – no Estado de São Paulo, a maior conquista da abertura do mercado norte-americano é a possibilidade de o Brasil ocupar espaço na exportação de carne para o consumo de países asiáticos, como Japão e Coreia do Sul. “Se conseguimos cumprir as exigências para a entrada da carne brasileira nos EUA, poderemos chegar a este gigante mercado asiático”, prevê Dr. Jardim.

Após consolidar-se como a primeira empresa a chegar aos Estados Unidos, a Marfrig trabalha para ampliar a disponibilidade de seu produto para os consumidores estrangeiros. “A pecuária brasileira tem uma capacidade fantástica para aumentar sua produção mundial e abrir novos mercados para a carne in natura produzida aqui, na esteira da abertura do mercado norte-americano e seu efeito positivo sobre México, Canadá e outros mercados de alto valor agregado”, disse o CEO da Divisão Beef da Marfrig, Andrew Murchie.

Logística responde por 12,7% do PIB – A logística é um diferencial de competitividade importante para se atingir todos os níveis desse potencial exportador do Brasil, seja com os Estados Unidos ou com outros mercados com alto potencial de crescimento, como a Ásia. Segundo a Abag – Associação Brasileira do Agronegócio – o custo logístico no Brasil corresponde a aproximadamente 12% do PIB, o que torna essa variável bastante considerável no custo final das exportações brasileiras de carne. Já o Instituto ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), divulgou agora, em outubro, que este número – soma dos gastos com transporte, estoque, armazenagem e serviços administrativos – já responde por 12,7% do PIB.

Com ampla experiência no transporte e desembaraço de cargas perecíveis, a Fermac International foi a empresa responsável pelo primeiro embarque da carne in natura brasileira aos EUA. “A empresa possui total expertise quando se trata do que chamamos da cadeia do frio”, assegura Marco Aurélio Soares, diretor comercial da Fermac International. Ele que acompanhou de perto todas as operações do embarque da primeira remessa produzida pela Marfrig, realizado em setembro, no Aeroporto de Guarulhos (SP).

“Considero o fluxo de informações como o principal fator para tornar a logística da ‘cadeia do frio’ eficiente. O monitoramento deve ser 24 horas por dia, sete dias na semana. Qualquer ruído no caminho necessita a intervenção do operador logístico para o sucesso da operação”, conclui Marco Aurélio Soares.


Viracopos recebe “Circo da F1” e Ferrari faz exposição no saguão

ferrari-finalComo tradicionalmente ocorre, desembaraço ágil é diferencial para aeroporto cargueiro receber carros e equipamentos para o Grande Prêmio Brasil da categoria.

Uma Ferrari de Fórmula 1 vai atrair a atenção de quem embarcar ou desembarcar no novo terminal de passageiros de Viracopos, entre os dias 18 de outubro e 7 de novembro. A exposição do carro marcará a comemoração do 15º ano consecutivo em que toda a carga da Fórmula 1 chega e deixa o país neste aeroporto.

O desembarque e, após a corrida, o embarque de todo o equipamento – inclusive os carros – utilizados pelas equipes de Fórmula 1 no autódromo de Interlagos é uma operação que exige precisão e eficiência.

Uma equipe especial designada pela direção de Viracopos realiza todo o trabalho de desembarque em 12 horas seguidas. Após a liberação, toda a carga é transferida para carretas que, em comboio, seguem para o autódromo de Interlagos. A operação é feita em conjunto com a Receita Federal e a Polícia Federal, envolvendo ainda todas as gerências do aeroporto responsáveis pelo Terminal de Cargas.

Este ano, o GP Brasil de Fórmula 1 será disputado nos dias 11, 12 e 13 de novembro. A carga deverá chegar ao aeroporto no final de semana anterior e seguirá para Abu Dhabi logo após a prova.

Para a diretora executiva do evento, Claudia Ito, a parceria com Viracopos continua sendo essencial para a realização da etapa brasileira da Fórmula 1. “Graças à dedicação e à eficiência da equipe de Viracopos, tudo sai de acordo com as previsões. E isso garante o sucesso do evento”, justifica.

“É uma honra receber o GP Brasil de Fórmula 1 mais uma vez e nosso objetivo é continuar a realizar esta operação no Terminal de Cargas de Viracopos, que é um dos mais seguros, ágeis e eficientes da América Latina”, disse o Diretor Presidente da Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Gustavo Müssnich.

Os ingressos para o GP Brasil de Fórmula 1 – 2016 estão à venda através do único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil de F1 também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.


Anac cancela multa à concessionária de Viracopos. Triunfo também consegue adiamento com o BNDES

vcp-nubladoA Triunfo informou no início da semana que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu acatar o recurso da companhia e anular a decisão de primeira instância de aplicação de multa sobre sua concessionária responsável pela construção do Aeroporto Internacional de Viracopos, a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV). A Anac tinha imposto uma multa de R$ 95,05 milhões à ABV, alegando que a concessionária da Triunfo tinha atrasado na entrega do novo terminal do aeroporto de Viracopos.

A Triunfo recorreu da decisão em maio. Após a anulação, o processo volta agora à primeira instância para que a ABV possa exercer na plenitude o seu direito de defesa. A concessionária tem convicção segura de que efetuou o cumprimento das obrigações de investimento previstas na concessão de Viracopos e considera desproporcionais e excessivas as sanções aplicadas. O aeroporto de Viracopos foi privatizado em 2012 e a primeira fase de ampliações previstas no contrato de concessão tinha 11 de maio como data-limite para conclusão, prazo este que não foi cumprido, segundo a Anac.

Adiamento com o BNDES – A Triunfo conseguiu também mais tempo para pagar dívida com BNDES. A concessionária de infraestrutura Triunfo Participações e Investimentos (TPI) deu, também nessa semana, um passo importante para conseguir mais fôlego diante do seu pesado endividamento de curto prazo.

Obteve aprovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para adiar por 60 dias o vencimento de sua maior dívida, um empréstimo-ponte de R$ 776 milhões para a concessionária de rodovia Concebra, que venceria no sábado.


Infraero derruba tarifas para carga trânsito no Aeroporto de São José dos Campos: descontos iniciam em 40%

foto-vale-lognewsEm concorrido evento e auditório lotado, a INFRAERO anunciou no Fórum “Desembaraça VALE”, na quarta-feira(5), em São José dos Campos, o Projeto VALE Flex, que tem nos descontos de tarifas seu principal pilar

Em concorrido evento e auditório lotado, a INFRAERO anunciou na última quarta-feira, 05/10, em São José dos Campos no Vale do Paraíba, o projeto VALE Flex, que tem nos descontos seu principal pilar.

O seleto público presente conheceu o programa de vantagens VALE Flex, que consiste em um conjunto de incentivo tarifários e operacionais que visam tornar atrativa a operação de desembaraço aduaneiro de cargas em processo de importação, no terminal de logística do Aeroporto de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

“Para todas as cargas nacionalizadas no TECA SJC, ocorre um desconto automático de 40%”, surpreendeu com o anúncio aos presentes, o Superintendente Nacional de Logística de Carga da Infraero, Francisco Nunes.

Outras duas modalidades também foram apresentadas: o VALE Flex Frete Zero e o VALE Flex Prime. No primeiro, a vantagem é a cobertura de todos os custos de remoção. Passa a ser uma ótima opção para cargas em trânsito aduaneiro com desconto do valor do trânsito + armazenagem na origem + desconto especial de 10%. Já o segundo, são para clientes Prime que necessariamente necessitam aderir a um programa de fidelização. Neste caso os descontos e facilidades são personalizados.

O evento DESEMBARAÇA VALE contou o apoio de entidades ligadas ao setor como o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Associação Brasileira de Logística (Abralog) e do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp).

As marcas de valor que apoiaram o evento foram a West Cargo, a Atuali Comex e a DTA Cargo.

A assinatura na organização do evento levou a grife e o expertise da GPA+ Comunicação, empresa de Campinas que carrega na sua divulgação o maior network e o melhor mailing de logística e comex do Brasil.