Aportes chineses no Brasil devem crescer em 2019

Além da China, outros países devem aumentar seus investimentos no país

Para o ano de 2019, Governo Federal e analistas esperam que o Brasil receba um aumento nos investimentos chineses. Dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex), apontam US$ 785,6 milhões em investimentos anunciados já no primeiro trimestre do ano. No mesmo período em 2018 ainda não havia aportes chineses divulgados.

A China, apesar de ser um dos maiores injetores de capital estrangeiro no Brasil, não né o único país que deverá aumentar seus aportes. Renato Baumann, subsecretário para investimentos estrangeiros da secretaria-executiva da Camex diz que investimentos estrangeiros como um todo tendem a crescer em 2019.

Tulio Cariello, coordenador de análise do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), conta que os investimentos chineses, esse ano, devem vir de forma mais diversificadas, em oposição à concentração no setor de infraestrutura – principalmente energia e mineração.

O Capital chinês deve manter, também, seus investimentos nos setores de comércio e de compra de empresas, além da expansão das que já possui no Brasil, aponta Welber Barral, sócio da Barral M Jorge e ex-secretário de Comércio Exterior.

Esse aumento nos investimentos estrangeiros vem muito do “bom momento político” vivido pelo Brasil e pelas boas relações sino-brasileiras, conta Barral, que, no entanto, alerta para a necessidade de uma perspectiva de crescimento econômico para que esse quadro seja mantido – o que, para ele, será um reflexo da reforma da previdência.

Além da China, a Camex levantou dados de outros países. No primeiro trimestre de 2019, já foram investidos US$ 6,5 bilhões por cinco países, entre eles Japão (US$427 milhões), França (US$ 500 milhões), e EUA (US$ 24,3 milhões). O levantamento, no entanto, mostra clara predominância de capital chinês no Brasil, em comparação com outros países.

Fonte: InvestSP com informações do Valor Econômico


Setor de transporte rodoviário de cargas gera 12,8 mil empregos no 1º trimestre de 2019

O setor de transporte, armazenagem e correios criou 16 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2019. O resultado é 52,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado e o melhor para o trimestre desde 2014 – quando foram criados 24,1 mil postos de trabalho.

O número, que consta do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, é calculado pela diferença entre contratações e demissões.

O desempenho foi influenciado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, que abriu 12,8 mil postos de trabalho no período. Também se destacaram positivamente o rodoviário de passageiros (1,1 mil vagas); o segmento de armazenamento, carga e descarga (mais de 1,8 mil); e atividades relacionadas à organização do transporte de carga (mais de 1,3 mil).

No acumulado em 12 meses (até março deste ano), foram criados 34,9 mil empregos com carteira assinada no setor.

Fonte: Agência CNT


Gourmet Comex reúne profissionais de Comércio Exterior e Logística, hoje, sexta-feira(26), em Campinas (SP)

“Futuro do Comex” será debatido durante almoço de Networking no badalado Standard Dining Club: força da região está na Indústria
Nesta sexta-feira, 26/04, a partir das 11:30h terá início mais uma edição do almoço de Networking “Gourmet Comex”, em Campinas, no forte interior de São Paulo. Para se ter uma ideia deste potencial, a Região Administrativa (RA) de Campinas (SP) foi destaque no estado de São Paulo em investimentos anunciados confirmados no ano de 2018. O montante de US$ 2,1 bilhões equivale a 14,1% do aporte total estadual, US$ 15,2 bilhões. A RA de Campinas foi a que mais teve participação na indústria em SP: 38,4%.

O Clube de Networking, Gourmet Comex, reunirá a nata do mercado de Comércio Exterior e Logística no Badalado espaço Standard Dining Clube, a cidade. Na programação, um almoço e um overview sobre o “futuro do profissional e do setor”. Para abordar o tema, Nelson Fernandes Jr., diretor da RGN Log e Coordenador do Projeto “Gray Hair Talent, 50 Plus”, levará aos convidados do Gourmet Comex, um “timeline” do Comércio Exterior Brasileiro e a evolução do Profissional deste importante setor da economia mundial.

FICHA TÉCNICA
Clube de Networking – GOURMET COMEX
Data: 26/04/19 – sexta-feira
Local: Standard Dining Club – Av. Norte-Sul
11:30h – Credenciamento – Drinks, Snacks & Networking
12:45h – Saudações e Overview: “A evolução do Profissional de Comércio Exterior: você está preparado para o comex do futuro? – Nélson Fernandes Jr. – Diretor da RGN Log e Coordenador do Projeto “Gray Hair Talent, o 50 Plus“
13:15h – Almoço
13:15h/15:30h – Networking

INFORMAÇÕES: (19) 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br
Vagas limitadas à capacidade do local


Região de Campinas concentra US$ 2,1 bilhões em investimentos e indústria é líder no Estado

A Região Administrativa (RA) de Campinas (SP) foi destaque no estado de São Paulo em investimentos anunciados confirmados no ano de 2018. O montante de US$ 2,1 bilhões equivale a 14,1% do aporte total estadual, US$ 15,2 bilhões. A RA de Campinas foi a que mais teve participação na indústria em SP: 38,4%.
O levantamento faz parte da Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), realizada pela Fundação Seade.
“A região de Campinas lidera os investimentos na indústria, e a maior parte é de empresas multinacionais, que usam o estado de São Paulo como plataforma da América do Sul”, afirma Margarida Kalemkarian, coordenadora do estudo e economista da Seade.
O valor representa a confiança de investidores – privados, na maioria, e alguns públicos. Margarida explica que, quando as empresas privadas investem, é porque elas estão visualizando possibilidade de avanço e novas atividades que surgem. Desta forma, acabam impulsionando toda a atividade econômica.

 

“Vão sinalizando que a atividade econômica está avançando. Na medida em que existe uma segurança por parte das empresas para investir, esse clima de negócios acaba sendo positivo”, diz.

 

No entanto, o aporte computado em 2018 é um dos menores dos últimos anos na região. No período de 2012 a 2018, a RA de Campinas contabilizou um total de US$ 24,8 bilhões, com altos e baixos.
A quantia do ano passado é 14,65% menor do que a de 2017, que somou US$ 2,5 bilhões. Só em 2016, que registrou US$ 1,3 bilhão por conta da recessão na economia, o valor foi menor do que em 2018. Veja no gráfico, abaixo.
“No ano passado, a gente teve uma série de problemas que acabaram influenciando negativamente a atividade econômica, mas, mesmo assim, a gente teve um resultado bastante razoável. Teve a greve dos caminhoneiros, eleições, problemas no cenário internacional, as exportações para a Argentina foram reduzidas, uma série de fatores”, explica a economista.
O ano de 2012 foi o primeiro da série de estudos da Fundação com dados mais completos sobre os investimentos de cada região. Este também foi o ano com maior valor anunciado por investidores, US$ 9,4 bilhões .
“Aquele ano foi dos melhores anos para São Paulo e para o país. Tinha um grande crescimento de infraestrutura; o aeroporto de Viracopos; Paulínia, que puxou bastante investimento da Petrobras para criar novos tipos de combustíveis”, lembra Margarida.
A economista ressalta que a variação no dólar no ano passado influenciou diretamente no resultado do estado, mas o cenário muda quando se converte os valores em real (R$).
A diferença entre os investimentos de 2018 e 2017 na RA de Campinas foi equivalente a 14,65% em dólares e a 2,1% em reais.
Considerando só o setor da indústria, houve redução de 4,1% nos valores em dólares, mas alta de 11,5% em reais, representando um avanço, segundo a economista.
“A diferença se dá por conta do câmbio. O dólar subiu muito no ano passado. Em setembro, atingiu o nível mais alto de toda a série. Quando a gente faz a conversão de reais para dólares, isso acaba alterando um pouco o cenário. A gente tem que considerar que também houve a questão da desvalorização do real no ano passado, mas muitas empresas estrangeiras aplicaram recursos aqui”, explica Margarida.
O aporte de 2018 teve influências de peso na região, segundo a coordenadora do estudo.
Os investimentos da Toyota em Indaiatuba (SP), com um modelo de veículo mais sustentável; atividade de informática e eletrônicos; o anúncio da Qualcomm, que vai fabricar em Jaguariúna (SP) um chip compactado que não existe na América Latina; e, ainda, uma produtora de chip em Atibaia (SP) que vai lançar novos produtos de transformação digital.
Veja o ranking dos destaques por setor:
Dados da Piesp mostram que foram contabilizados 483 investimentos em 2018 no estado. A Região Administrativa de Campinas fica atrás somente Região Metropolitana de São Paulo, que concentra 57% do total de aporte, US$ 8,7 bilhões.
Do total de recursos anunciados e confirmados para o estado, a divisão contempla infraestrutura, serviços, indústria e comércio.
Infraestrutura: US$ 8,7 bilhões (57,3%)
Serviços: US$ 3,3 bilhões (21,4%)
Indústria: US$ 2,7 bilhões (17,7%)
Comércio: US$ 540,1 milhões (3,6%)
A coordenadora do estudo ressalta que a participação da RA de Campinas no estado aumentou em um ano, passou de 13,4 % e passou a 14,1%.
A RA representa 10,9% do estado, é composta por 90 cidades. Se destaca pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, malhas rodoviárias e ferroviárias. Além da metrópole, possui municípios com mais de 200 mil habitantes, como Piracicaba (SP), Sumaré (SP), Limeira (SP) e Jundiaí (SP).
No site da pesquisa da Seade é possível conferir cada um dos investimentos divulgados na região.
Margarida afirma que a expectativa para 2019 é rodeada de muita cautela na avaliação econômica de investimentos. A aposta é de incentivos em:
Eletricidade e energia
Construção civil
Indústria automotiva
Eletrônicos e informática
Telecomunicações
Operação de satélite
Indústria agrícola
“Há uma quantidade enorme de institutos de pesquisas, grandes empresas que fazem parcerias com esses institutos para tentar compartilhar o conhecimento. O acelerador de partículas, o Sirius, vai atrás um monte de interessados. Ele permite você identificar a estrutura dos materiais. É um negócio de última geração mesmo”, pontua a economista.


Faltam menos de 30 dias para a votação da Assembleia Geral de Credores: Viracopos tem a expectativa de aprovar seu plano de recuperação judicial

Campinas, 23.04.2016, Inauguração do Aeroporto Internacional de Viracopos, o Novo Viracopos passa a ter capacidade para atender 25 milhões de passageiros/ano,em Campinas (SP). Fotos : Ricardo Lima|Photografie

“Em que pesem as dificuldades financeiras decorrentes, em boa parte, do não-reconhecimento dos pleitos de reequilíbrios econômicos e financeiros pelo Poder Concedente da ordem de R$ 2,4 bilhões a favor de Viracopos, o aeroporto mantém o nível de excelência nos seus serviços e operação”, disse o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich, após os passageiros do Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas, no interior paulista, elegeram o terminal como o melhor do Brasil no primeiro trimestre de 2019.

É a 11ª vez que o aeroporto é o mais elogiado pelos usuários, desde a concessão em 2013. Viracopos ficou com a nota 4,77 em uma escala de 1 a 5. Foi a melhor nota entre os 20 principais aeroportos do Brasil, que concentram 87% do fluxo de passageiros no país.

A pesquisa, feita pela Secretaria de Aviação Civil, ouviu 19.820 pessoas nos três primeiros meses do ano. A nota da média geral de satisfação dos passageiros dos 20 aeroportos foi 4,60. A pesquisa avalia as experiências dos passageiros em diversos itens de infraestrutura, atendimento, serviços, além do desempenho de processos aeroportuários como check-in, inspeção de segurança, restituição de bagagem, entre outros.

Segundo Müssnich, a avaliação reflete os esforços da equipe em busca da excelência nos serviços prestados no aeroporto. Müssnich ressaltou que, mesmo com toda a estrutura e qualidade reconhecida, Viracopos continua com grande capacidade ociosa em razão da crise econômica.

Em 2018, Viracopos previa receber até 18 milhões de passageiros, de acordo com estudos do governo federal, mas teve 9,2 milhões. “A falha do edital de concessão foi imputar às concessionárias as obrigações de grandes investimentos não atrelados a gatilhos de demanda”, disse o presidente.

De acordo com Müssnich, ao restar menos de 30 dias para a votação da Assembleia Geral de Credores, Viracopos tem a expectativa de aprovar seu plano de recuperação judicial. “Consideramos ser esta a melhor saída para credores, clientes e colaboradores do aeroporto. A não-aprovação do plano colocará em risco o projeto de Viracopos”, finaliza Müssnich.

Com informações da Agência Brasil