Na contramão dos passageiros, fluxo de cargas em Viracopos tem pior índice em dois anos

Após anunciar seu recorde na movimentação de passageiros alcançado em julho, o índice de cargas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou o pior número dos últimos dois anos no acumulado de janeiro a julho. De acordo com dados da concessionária Aeroportos Brasil, que administra a estrutura, foram movimentadas 126,3 mil toneladas no terminal neste ano, índice mais baixo desde 2017, quando passaram pelo empreendimento 104,1 mil toneladas de mercadorias no período.

O número dos setes meses de 2019 é 3% menor que as 130,6 mil toneladas do ano passado, quando o aeroporto teve o melhor ano da história da concessão na movimentação de cargas.

Segundo os dados da concessionária, o fluxo de cargas domésticas registrou aumento de 996% e passou de 1,9 mil toneladas para 21 mil toneladas. Já as movimentações internacionais, que reúnem exportações e importações, caíram de 128,6 mil para 105,2 mil, o que equivale a uma queda de 18%.

A concessionária Aeroportos Brasil informou, em nota, que a diminuição do volume de cargas está diretamente ligada à queda do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A economia brasileira registrou retração de 0,13% no segundo trimestre de 2019, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de “prévia” do PIB, divulgada na segunda-feira (12).

“Outro fator para explicar esta queda é que ela reflete uma tendência apresentada em nível mundial, conforme estudo da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a demanda global por transporte aéreo de carga (…) teve queda 4,8% em junho em relação a igual mês de 2018, configurando a oitava baixa consecutiva nessa base de comparação”, diz o texto da nota, divulgada pelo G1 Campinas.

Com informações: G1 Campinas e Região

Vendas externas de calçados crescem 65,2% em volume e 44,4% em receita em julho, diz Abicalçados

O mês de julho registrou o embarque de 7,9 milhões de pares que geraram US$ 84,35 milhões, incrementos de 65,2% em volume e de 44,4% em dólares no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Com isso, a soma dos sete meses do ano chegou a 65 milhões de pares e US$ 565 milhões, altas 8,2% em volume e de 3,6% em receita no comparativo com período correspondente de 2018.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o resultado foi puxado, especialmente, pelos Estados Unidos, principal destino dos calçados verde-amarelos no exterior. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, anunciou o aumento na tarifa de importação de calçados provenientes da China em 10%, passando da média geral de 17,3% para 27,3%.

Apesar de a lista ainda estar em análise no Congresso dos Estados Unidos, importadores locais de calçados asiáticos já se movimentam para buscar fornecedores alternativos, caso dos brasileiros. “Hoje somos o maior fabricante de calçados fora da Ásia. Evidentemente, essa guerra comercial terá um efeito no setor”, avalia Ferreira.

Por outro lado, ele avalia que a medida de Trump abriu espaço para uma guerra cambial, com a maior desvalorização do Yuan – moeda chinesa – em uma década, o que tem por objetivo compensar as tarifas elevadas. Em julho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos chegaram a 757,4 mil pares, que geraram US$ 18,52 milhões, com altas de 96,6% em volume e de 79% em receita em relação ao mesmo mês de 2018.

Com o resultado, nos sete meses, as exportações para os Estados Unidos somaram 7 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 119,74 milhões, incrementos de 33,3% em pares e de 40% em dólares em relação ao mesmo período do ano passado.

Se por um lado as exportações para os Estados Unidos andam de vento em popa, o mesmo não vale para o segundo destino dos embarques brasileiros. Em julho, a Argentina importou 11,1% menos em receita do que no mesmo mês de 2018, alcançando US$ 10,23 milhões. Em pares, porém, o resultado foi positivo em 21,4%, o que aponta para compras de produtos de menor valor agregado no período. Em julho, os argentinos compraram 1,17 milhão de pares brasileiros.

Com o resultado, na soma dos sete meses, os argentinos importaram 4,64 milhões de pares por US$ 54,73 milhões, quedas de 28,5% e de 37,8%, respectivamente, em relação ao período correspondente do ano passado.

“A situação da Argentina é complicada, tanto no ambiente doméstico, com queda brusca na demanda e inflação galopante, quanto no exterior, com a necessidade imposta pelo FMI de preservação das suas reservas internacionais, o que inibe importações de qualquer origem”, explica Ferreira.

O terceiro destino do calçado brasileiro no exterior foi a França, que em julho importou 275 mil pares por US$ 6,9 milhões, incrementos de 42,4% e de 24,8%, respectivamente, em relação a julho de 2018. Com isso, no acumulado, os franceses somaram a importação de 3,74 milhões de pares por US$ 33 milhões, incremento de 1,2% em volume e queda de 7,6% em receita no comparativo com igual período do ano passado.

Estados – os sete primeiros meses do ano, o principal exportador de calçados brasileiros foi o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos embarcaram 17 milhões de pares, que geraram US$ 256,18 milhões, altas de 11,2% e de 2,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2018. A segunda origem foi o Ceará, de onde partiram 23,6 milhões de pares por US$ 146,68 milhões, incrementos de 0,1% e de 9,1%, respectivamente, no comparativo com igual período de 2018. A terceira origem foi São Paulo, que embarcou 4,4 milhões de pares por US$ 59,53 milhões, 9,2% mais em volume e 2,8% menos em receita na relação com mesmo ínterim do ano passado.

Importações – Assim como as exportações, as importações de calçados aumentaram no mês de julho. No mês 7, entraram no Brasil 2 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 33,73 milhões. Os resultados são superiores tanto em pares (11,5%) quanto em dólares (8%) na relação com mesmo mês de 2018. Com isso, nos sete meses entraram no País 17,63 milhões de pares por US$ 214,6 milhões, incrementos de 0,6% em volume e de 0,1% em receita no comparativo com período correspondente do ano passado.

Nos sete meses, as principais origens das importações foram Vietnã (6,78 milhões de pares e US$ 107,2 milhões, quedas de 7,4% e de 10,8%, respectivamente, em relação a 2018), Indonésia (2,6 milhões de pares e US$ 41 milhões, incrementos de 18,7% e de 13%, respectivamente) e China (6,28 milhões e US$ 28,14 milhões, incrementos de 1,7% e de 15,8%, respectivamente).

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações chegaram a US$ 7 milhões nos primeiros sete meses do ano, 40% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.


Após Leilão de terminais portuários, Brasil poderá elevar desempenho logístico

Com a arrecadação de R$ 149 milhões por meio de outorgas de três áreas portuárias, o governo federal prevê terminar 2019 com 26 ativos do setor da infraestrutura concedidos à iniciativa privada. A posição estratégica para o escoamento de cargas é um dos atrativos dos leilões no País.

“Isso é uma mostra que estamos conseguindo ir na direção certa. Para determinados tipos de terminal a gente tem cadeias que são extremamente verticalizadas. Aquele cara que já está fazendo o investimento na fábrica, já tem o transporte, normalmente é quem vai arrematar”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Com perspectiva similar, o sócio da área de infraestrutura do L.O. Baptista Advogados, Alberto Sogayar, afirma que a posição privilegiada das áreas concedidas são consideradas pelos players como “fundamentais” no escoamento de mercadorias. “Sabemos das dificuldades logísticas do Brasil e os custos que essa ineficiência muitas vezes implica. A tendência a partir de agora é de baratear essas despesas por meio de aportes maiores e eficiência no transporte, tanto de commodities como de industrializados”, afirma ele.

Um dos exemplos de ativos cobiçados pela iniciativa privada foi o terminal portuário da área STS20, localizada no Porto de Santos (SP). Após forte disputa, a Hidrovias do Brasil arrematou a área portuária com uma oferta de R$ 112,5 milhões em leilão na sede da B3, realizado na cidade de São Paulo.

Destinada a granéis sólidos minerais, especialmente fertilizantes e sais, a área STS20 tem 29,2 mil m² está localizada na região de Outeirinhos do Porto de Santos. Serão investidos R$ 219,5 milhões, em melhorias como obras nos armazéns e no cais público, dragagem do berço de atracação e na aquisição de equipamentos para descarregamento.
Durante os 25 anos do prazo de arrendamento, a movimentação total deve ser de 54,6 milhões de toneladas. A receita do contrato alcança R$ 2,7 bilhões. O valor de remuneração mensal fixo é de R$ 776 mil. Já o valor de remuneração variável é de R$ 5,36 por tonelada.

Para o advogado especialista em infraestrutura, outro elemento importante é o fato de que os vencedores do certame “não deverão apresentar dificuldades em honrar com o pagamento” da outorga variável ao longo dos próximos anos. Ele argumenta que a estrutura das áreas não necessita de grandes reformas, fazendo com que o capital aportado seja destinado à ampliação da capacidade e eficiência dos terminais portuários.

Já no Porto de Paranaguá, a empresa que arrematou o terminal portuário denominado como PAR01 foi a produtora de celulose Klabin, após desembolsar R$ 1 milhão no valor de outorga pela área.

A Klabin era considerada como uma candidata natural ao leilão, já que a empresa possui fábrica no município de Ortigueira, a aproximadamente 350 quilômetros de distância do porto da região de Paranaguá. A empresa tem ainda um projeto bilionário de expansão das instalações no local nos próximos anos e recentemente, fez um primeiro desembolso de R$ 288 milhões para aumento de capacidade no segmento de papéis para produção de embalagem.
Na área PAR01, de 27,5 mil m², será instalado um terminal destinado a movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente papel e celulose. A receita bruta do contrato de PAR01 é de R$ 1,089 bilhão.

Por fim, a Aba Infraestrutura e Logística (Adonai) venceu a disputa pelo arrendamento portuário da área STS13-A, localizada no Porto de Santos (SP), com a oferta de outorga de R$ 35 milhões. O terminal compreende 66 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol, derivados de petróleo e outras instalações complementares. A capacidade de armazenagem total desses tanques é estimada em 47,4 mil m³. Os aportes na área serão de R$ 110,7 milhões.

Fonte: DCI

Desemprego recua em 10 estados no segundo trimestre, diz IBGE

A taxa de desocupação recuou no Brasil no segundo trimestre de 2019 para 12%, 0,7 pontos percentuais a menos que os primeiros três meses do ano, divulgou nesta quinta-feira (15) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com relação ao mesmo trimestre de 2018, a diminuição foi de 0,4 pontos percentuais.

De acordo com o IBGE, 10 das 27 unidades da federação tiveram recuo no registro, sendo que as maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16%). Os estados com os menores números foram Santa Catarina (6%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Um quarto dos desempregados do Brasil, ou 26,2%, o equivalente a 3,347 milhões de pessoas, estão em busca de emprego há pelo menos dois anos. O registro é o maior para um trimestre desde 2012. Para efeito de comparação, em um ano, 196 mil novas pessoas estão em busca de trabalho há dois anos ou mais. Em 2015, esse total era de 1,435 milhões de pessoas.

— A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura — disse a a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

A maior parte, 45,6%, dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 14,0%, há menos de um mês. O percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada, chamada taxa composta de subutilização da força de trabalho, foi de 24,8%, anunciou o IBGE.

Já os desalentados do segundo trimestre ficaram em 4,9 milhões de pessoas, enquanto o percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho foi de 4,4%, mantendo um recorde da série histórica.


DC Logistics quer atingir 7% de Market Share até 2027

“Honra e realização” são as palavras que definem os sentimentos de Ivo e Guilherme Mafra sobre os últimos anos. No ramo desde 1994, Ivo e Guilherme Mafra, à frente da DC Logistics Brasil, de Itajaí (SC), como presidente e diretor, respectivamente, sempre apostaram no desenvolvimento do seu time e na profissionalização da gestão. Em 2014, o Guilherme, na busca de dar continuidade ao seu desenvolvimento, fez um programa individualizado com a Effecta.

Posteriormente, em 2015, visualizou a necessidade de uma Sucessão Assistida, bem como o desenvolvimento de suas lideranças, projeto que se deu em duas etapas no mesmo ano, com dois programas customizados, cujo objetivo era alinhar as funções e unificar o time. Para alcançar as expectativas, contaram com toda a equipe e também contrataram uma empresa especializada, a Effecta, com liderança da Janaina Manfredini, especialista em Evolução & Estratégia, que foi parceira-chave de todo o processo de desenvolvimento.

Em pouco tempo, já enxergavam os resultados. Além da comunicação interna, também otimizaram o clima organizacional. Cada colaborador da DC Logistics Brasil conheceu o seu papel e isso foi importante para melhorar a relação entre todos. Na empresa, já existia a cultura do feedback, missão, visão e valores, mas hoje, eles ganham mais espaço e são aplicados diariamente.

As conquistas são de deixar os dois com sorrisos largos, mas o caminho não foi fácil. Pai e filho passaram por uma jornada focada no Processo de Sucessão Assistida e ainda prepararam os gestores nos treinamentos Liderança Transformacional e Gestores Extraordinários. Os dois reforçam que a entrega e a boa vontade da equipe também foi fundamental para essa mudança dar certo.

Mesmo com os resultados acima das expectativas, os sócios querem mais. Através dos treinamentos e aprendizados, descobriram que a melhor maneira de medir o desempenho é pelo Market Share, medidor que representa a participação das empresas no mercado e consideram 7% a porcentagem atingível no Brasil em qualquer situação econômica, seja boa ou ruim. Atualmente estão com 2,5% de Market Share, mas a meta é ultrapassar o dobro desse valor, alcançando o 7% até 2027.