A Embraer tentará reverter a liminar da Justiça Federal que suspendeu o acordo de fusão com a Boeing

Em comunicado, a Embraer informou que “tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter” a liminar concedida pela 24ª Vara Cível Federal de São Paulo que bloqueou a fusão com a Boeing.

Na última quarta-feira (5) o juiz Victorio Giuzio Neto suspendeu a fusão ao analisar uma ação popular apresentada pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Carlos Zaratini (PT-SP). Saiba mais: Juiz federal suspende fusão entre Boeing e Embraer  “Defiro parcialmente a liminar, em sentido provisório e cautelar para suspender qualquer efeito concreto de eventual decisão do conselho da Embraer assentindo com a segregação e transferência da parte comercial da Embraer para a Boeing através de ‘Joint Venture’ a ser criada”, escreveu o juiz na decisão.

Segundo o magistrado, a medida foi necessária em razão da proximidade do recesso do Poder Judiciário e da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, prevista para o dia 1º de janeiro. O objetivo, explicou Giuzio Neto, é evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos. Além disso, em sua decisão o magistrado ressaltou que o risco maior é o acordo gerar troca de segredos militares. Algo que pode ferir a soberania do Brasil. Todavia, o juiz não vetou que as empresas continuem a negociação sobre a fusão.

A Embraer destacou em seu comunicado ao mercado que o juiz deferiu parcialmente a liminar, “sem opor qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”. Entenda o acordo entre Boeing e Embraer Em julho, a Boeing e a Embraer assinaram um acordo de intenções para formar uma joint venture na área de aviação comercial. A nova empresa seria avaliada em US$ 4,75 bilhões. A Boeing controlaria  80% da joint venture, enquanto a Embraer teria uma participação de 20%.

A nova empresa deveria assumir os negócios da divisão de aviação comercial da Embraer e de suas operações relacionadas, serviços e capacidades de engenharia. A transação ainda depende do aval dos acionistas, entre os quais está o governo brasileiro que detém uma golden share. Além disso, os órgãos reguladores do mercado brasileiro e americano também devem aprovar a operação. A expectativa da Embraer é que o negócio seja concluído até 2019.

Fonte: SUNO

 


Faturamento da Multilog cresce 50% no semestre com aquisição das operações de São Paulo

Um dos maiores operadores logísticos do Brasil, a Multilog completou o primeiro semestre das operações no Estado de São Paulo. Com atuação na capital paulista, Santos, Campinas e Barueri, aumentou 50% o faturamento da empresa durante o período. Com presença em todo o Sul e no Sudeste do Brasil, a empresa, que possui 22 anos de experiência no mercado, ampliou o número de colaboradores de 900 pessoas para 1,5 mil e expandiu a área alfandegada em mais de meio milhão de metros quadrados.

Para garantia da qualidade na prestação dos serviços, a Multilog adequou e modernizou a estrutura das unidades paulistas, revisou os processos necessários e realizou a capacitação das lideranças visando a alta performance. “O grande ponto é buscar sinergia entre as pessoas e processos fazendo com a nova cultura seja incorporada em menor tempo possível”, afirma o presidente da Multilog, Djalma Vilela.

Com a atuação focada na qualidade e personalização dos serviços, a Multilog já colhe resultados na região. Estrutura, processos, automação, novos fluxos e investimentos já promovem o impacto esperado. “Estamos muito satisfeitos com as decisões que tomamos nos últimos dois anos e a forma como a empresa está desenhando sua trajetória. Entendemos a importância de crescer com solidez, de forma organizada e com prioridades. Todos os movimentos visam a excelência e estamos focados nesse caminho”, acrescenta.

Diante das estratégias de mercado e atuação, a Multilog objetiva encerrar 2018 superando os R$ 500 milhões de faturamento previstos anteriormente. A empresa estabeleceu seus objetivos estratégicos para cinco anos com a meta de dobrar este faturamento até 2022.


Novos Secretários da Receita Federal e de Comércio Exterior são anunciados

Governo confirma que Ministério da Economia terá seis secretarias especiais

O diplomata e cientista político Marcos Troyjo será responsável pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Também vai integrar o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o economista Marcos Cintra. Ele vai chefiar a Secretaria Especial da Receita Federal e de Previdência.

As duas secretarias serão subordinadas ao Ministério da Economia.

O Superministério terá seis secretarias especiais, e que, com isso, espera “reduzir em até 30% o total de cargos”.  As secretarias especiais serão:

  • Fazenda
  • Planejamento
  • Competitividade e Produtividade
  • Comércio Exterior e Assuntos Internacionais
  • Desestatização e Desmobilização
  • Previdência e Receita

Ferrovia Norte-Sul e 12 aeroportos serão leiloados em março de 2019

O governo federal lançou nesta quinta-feira(29) editais de concessão da ferrovia Norte-Sul, além de 12 aeroportos do país e quatro terminais portuários, projetos que eram previstos para ir a leilão neste ano, mas que após meses de entraves ficaram para a gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Segundo a estimativa do Programa de Parceria para Investimentos (PPI), as outorgas dos projetos devem levantar mais de 4,5 bilhões de reais, dos quais 1,35 bilhão de reais é relativo à ferrovia. Os leilões estão previstos para março.

A Norte-Sul, que será concedida por 30 anos em leilão marcado para 28 de março, envolve o trecho de 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Atualmente, o trecho Porto Nacional a Anápolis (GO), com 855 quilômetros, já está concluído pela estatal Valec; de Ouro Verde (GO) até Estrela D’Oeste, 682 quilômetros, está com 96,5 por cento de avanço físico, informou o Ministério dos Transportes.

Quando concluída, a Norte-Sul será uma das principais opções para escoamento de cargas tanto para os portos da Região Norte como para os terminais no Sul e Sudeste.

Além da ferrovia, o governo também pretende leiloar em 15 de março do ano que vem 12 aeroportos do país, que serão concedidos em blocos na Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, também por 30 anos. No Nordeste, os terminais a serem concedidos serão os de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE). No Centro-Oeste, o leilão envolve os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta (MT). No Sudeste, os terminais de Vitória (ES) e Macaé (RJ).

O valor mínimo de outorga para arrematar os 12 terminais será de 2,1 bilhões de reais.

Já os terminais portuários, três em Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES), terão outorga mínima de 1 real e o leilão foi marcado para 22 de março.


Movimento de cargas no Porto de Santos em 2018 mantém recorde e já ultrapassa 110 milhões de toneladas

O Porto de Santos registrou, de janeiro a outubro de 2018, mais de 110,6 milhões de toneladas de carga movimentadas, crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, representando novo recorde. O destaque é a movimentação de contêineres (8,8% de aumento), chegando à marca histórica de quase 3,5 milhões TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto no ano passado foram 3,17 milhões. Os dados foram compilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Levando em conta apenas o mês de outubro, foram registradas 10,25 milhões de toneladas, uma queda de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foi registrado o recorde histórico para o mês (11,36 milhões).

O total de embarques no período foi de 78,98 milhões de toneladas, uma diminuição de 0,5% em relação a igual período do ano passado.  A maior movimentação no ano é do complexo soja (grãos e farelos), com a marca de 24,98 milhões de toneladas, crescimento de 20,8% em relação a 2017 (20,68 milhões t), o que representa recorde para o produto e quase 1/4 de toda a movimentação do Porto.

O 2º produto em movimentação foi o açúcar, com a marca de 12,89 milhões de toneladas. O resultado é 27,5% menor que o de 2017 (17,79 milhões, de janeiro a outubro). Na terceira posição está o milho, com 8,37 milhões, redução de 21,2% em comparação ao ano anterior (em 2017 foram 10,63 milhões no período). Completam as cinco cargas de maior movimentação no fluxo de embarque em 2018: celulose, com 3,76 milhões de toneladas (crescimento de 56,1% em relação a 2017) e sucos cítricos, com 1,92 milhões (crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior). Estas duas últimas também registram suas marcas recordes para a movimentação anual em Santos.

No fluxo de desembarques, houve crescimento de 6,7% em relação a 2017, marca que também é recorde no Porto de Santos. Foram 31,67 milhões de toneladas, enquanto no ano passado foram 29,68 milhões. O produto de maior movimentação foi o adubo, com 3,27 milhões (o que significa também que é a 5ª carga de maior movimentação no total). Na comparação com 2017, há crescimento de 1,2% (3,24 milhões entre janeiro e outubro). A 2ª carga mais desembarcada foi o enxofre, com 1,74 milhões (18,3% de crescimento; 1,47 milhões no ano passado). Completam as cinco cargas de maior movimentação no fluxo de desembarque: óleo diesel (1,56 milhões); trigo, que mantém números de recordes históricos no ano, com 1,13 milhão; e soda cáustica, com 815,7 mil.