“Anvisa não é um órgão burocrático e seu papel tem que ser realizado tecnicamente”, diz presidente da Anvisa

“Anvisa não é um órgão burocrático e seu papel tem que ser realizado tecnicamente”. Esta foi a afirmação do presidente da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), William Dib.

Dib participou na última terça de evento de 20 anos da Anvisa. Nos últimos anos, a agência tem sido alvo de críticas de sanitaristas devido a uma demora na reavaliação da segurança de alguns agrotóxicos proibidos na Europa e em outros países. Outra reclamação contundente é do setor de comércio exterior, relacionada aos atrasos nos tempos de liberação de carga nos portos e aeroportos.

Nos últimos anos, a agência tem sido alvo também de críticas de sanitaristas devido a uma demora na reavaliação de segurança de alguns agrotóxicos proibidos na Europa e outros países.  “Não há possibilidade de fazer isso por reflexo, só porque os outros fazem. Não somos uma agência carimbadora. Não podemos nos pautar pela Europa, que não planta mais nada, e só importa.”

No ano passado, proposta que flexibilizava a liberação de agrotóxicos e retirava parte das atribuições da Anvisa, q quem cabe a avaliação toxicológica dos produtos, ganhou força no Congresso. A agência, no entanto, tem se posicionado contrária à medida.

Para ele, a Anvisa precisa analisar a segurança dos agrotóxicos, mas acrescentou que é preciso haver bom senso: “temos que olhar os dois lados. Um é a qualidade de saúde da população. Agora, também não podemos virar as costas para mostrar que Brasil está pagando suas contas graças ao agronegócio, à exportação e produção, que provavelmente se a gente tirasse todos os agrotóxicos não teria toda essa produção”.

Ele defendeu que haja mais rapidez na análise de pedidos de registro de novos produtos, como medicamentos, e fiscalização do que já está no mercado. Também citou avanços da agência, como redução de prazos de espera para registro de genéricos. 

Com informações Folhas de SP

 


Cade aprova união entre Lufthansa e LG na área de eletrônicos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a joint venture entre Lufthansa Technik (LHT) e LG Electronics (LGE). A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Celebrada em 23 de outubro de 2018, a joint venture será controlada conjuntamente por LHT e LGE, com a LHT detendo 51% das ações com direito a voto e a LGE os 49% restantes.

Segundo parecer do Cade, as empresas esclareceram que a joint venture será do tipo greenfield (projetos relacionados à abertura de novos mercados ou práticas inovadoras), com atividades em mercados em que suas controladoras não têm operações atualmente. As atividades se referem ao design, à fabricação, à manutenção e à venda de produtos e serviços de aeronaves e de sistemas de gerenciamento de cabines (Cabin Management Systems), sistemas de entretenimento a bordo de passageiros (In-Flight Entertainment) e sistemas relacionados a displays.

A operação também será notificada às autoridades antitruste da Albânia, Armênia, Bósnia Herzegovina, Chile, Chiina, Comissão Europeia, Geórgia, Israel, Montenegro, Paquistão, Sérvia, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia e Ucrânia. A Lufthansa Technik (LHT) é uma subsidiária integral da Deutsche Lufthansa AG, prestadora de serviços de manutenção, reparo e revisão geral (Maintenance, Repair and Overhaul) para aeronaves, motores e componentes.

A LG Electronics (LGE) é uma empresa sediada na Coreia do Sul que atua globalmente na produção e fornecimento de eletrônicos, dispositivos de comunicação móvel e eletrodomésticos, com cerca de 75.000 funcionários em 118 localidades em todo o mundo.


Com forte presença no interior de São Paulo, Aurora EADI conquista certificação OEA

O Porto Seco Aurora EADI, de Sorocaba, interior de São Paulo(SP), acaba de receber a certificação de OEA. O Ato Declaratório Executivo ALF/VCP de Nº 28 elevou a Aurora Terminais e Serviços ao seleto grupo de Operadores Econômicos Autorizados, na modalidade OEA-Segurança. “A empresa está atenta à modernização do comércio exterior brasileiro e pronta para acompanhar essa evolução”, atesta Henrique Debiazi, gerente executivo comercial da Aurora Eadi.

Cargas com anuência ANVISA – Infraestrutura privilegiada, o Aurora Eadi está localizado às margens da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, conhecida como Castelinho, no forte interior de São Paulo. Com área total de mais de 100 mil m², o provedor de soluções logísticas integradas conta com 20 mil m² de um armazém com pé direito de 20 metros de altura, mais de 18 mil posições porta pallets e um pátio de 33 mil m². Possui ampla estrutura de câmaras frias de 02 à 08ºC / 15 à 25ºC com conexão a docas climatizadas. As câmaras frias, agora ampliadas, são monitoradas 24h / dia e possuem autorização para armazenar todos os tipos de carga sob anuência ANVISA.

Segundo estudo da CNI – Confederação Nacional da Indústria, o acréscimo que o Programa OEA trará ao PIB, ao longo dos próximos anos (estimado em US$ 50,2 bilhões até 2030) diz respeito ao ganho de eficiência que as empresas terão com a desburocratização e a redução do tempo gasto nas operações.


Exportações revertem queda do setor de máquinas, após cinco anos

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) informou que, após cinco anos consecutivos de queda, a receita líquida total do setor subiu 7% no ano passado, na comparação com 2017, para R$ 78,1 bilhões.

O setor foi beneficiado principalmente pelo bom desempenho das exportações, com o mercado local crescendo apenas 0,3%. O setor espera novo desempenho positivo em 2019. A projeção da Abimaq é de avanço entre 5% e 6% da receita em relação a 2018.

Para este ano, a entidade acredita que o avanço deve vir da demanda local, com expectativa de crescimento de 10%, enquanto as vendas para o exterior devem ficar estáveis. As previsões são de menor crescimento mundial, concentrados nos principais clientes estrangeiros do setor, como Estados Unidos e Europa, o que torna o crescimento das exportações menos favorável.

Com informações: Valor Econômico


Investidores retomam interesse por Viracopos

Em meio ao impasse judicial em torno de Viracopos, investidores voltaram a demonstrar interesse pelo aeroporto de Campinas. A revista IstoéDINHEIRO apurou que um fundo americano está avaliando os números e estuda fazer uma proposta. Essa seria a saída com a chamada “solução de mercado”.

Há ao menos outros dois potenciais concorrentes: a gestora de recursos brasileira IG4, em parceria com a suíça Zurich, e o fundo global CVC Capital. A decisão depende das negociações feitas no plano de recuperação judicial da concessionária. O processo envolve uma dívida de R$ 2,9 bilhões e é fundamental para resolver a disputa sobre o contrato de concessão. Segundo ainda a IstoÉDINHEIRO o consórcio administrador, formado por UTC, Triunfo, Egis e a Infraero, tenta também, sem êxito, devolver o ativo, amigavelmente, à União.

No início de janeiro, em entrevista ao Portal G1, o presidente da ABV, Gustavo Müsnich, havia confirmado que, além da Zurich e da IG4, outras empresas estavam interessadas em assumir o aeroporto campineiro

Segundo ele, a possibilidade da venda “é factível”, mas não tem nada confirmado. Por isso, o processo de recuperação judicial segue normalmente e está em fase de contestações por parte dos credores, antes de ir para a assembleia marcada para acontecer provavelmente em 12 de fevereiro, na cidade.

 

Novo Leilão em 2020 – Se nada ocorrer, o secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, afirmou nessa semana ao Jornal “O Estado de SP”, que o governo publicará, ainda em janeiro, um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para estudos de viabilidade econômico-financeira de uma eventual nova concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

De acordo com ele, esta é apenas uma preparação para iniciar o projeto de relicitação caso o consórcio que administra o aeroporto atual e potenciais investidores não cheguem a uma solução de mercado.

“O governo é apoiador e entusiasta da solução de mercado para Viracopos”, destacou Glanzmann. “Vamos abrir a PMI para o caso de falência e caducidade, mas não vamos, por enquanto, dar a ordem de serviços. Vamos deixar os interessados apenas habilitados e autorizados a iniciar os estudos”, explicou.

Caso a nova concessão do terminal seja necessária, o secretário estimou que os trâmites durariam cerca de um ano. Assim, o leilão poderia acontecer no início de 2020.

Com informações da Nota publicada na Edição 1105 da Revista IstoÉ Dinheiro,
com colaboração de Felipe Mendes e Gabriel Baldocchi , G1 e Estado de SP.