Governo Federal espera retomada em “V”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil segue resistente, resiliente e com sinais vitais diante da pandemia de Covid-19 e deve surpreender positivamente, mas alertou que a retomada da economia vai depender das medidas e ações que serão tomadas daqui para frente.

Em uma exposição em seminário do BNDES sobre o mercado de gás, o ministro afirmou que o desenho dessa retomada pode ser em forma de um V “meio torto”.

“Caímos rápido, e a volta depende de nós mesmos. Falo em (retomada em) V porque os sinais vitais da economia brasileira estão mantidos, mas evidentemente, dependendo de nossa reação por ser um U ou vira um L”, disse Guedes. “Prefiro trabalhar com V, pode ser meio torto, com subida um pouco mais devagar”, acrescentou.

Segundo o ministro, essa retomada depende da aprovação de reformas, novos marcos regulatórios e medidas para atrair investimentos e abrir a economia.


Indústria cresce 7% em maio após dois meses de queda por pandemia

A produção industrial brasileira cresceu 7% em maio frente a abril após tombo histórico e dois meses de queda pela pandemia de coronavírus, de acordo com a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar do resultado positivo, o crescimento não foi suficiente para reverter a queda de 26,3% acumulada em março e abril — neste mês, o setor teve o maior encolhimento da série histórica Segundo o IBGE, os dados refletem os impactos da pandemia de coronavírus na economia brasileira.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, “a partir do último terço de março, várias plantas industriais foram fechadas, sendo que, em abril, algumas ficaram o mês inteiro praticamente sem produção, culminando no pior resultado da indústria na série histórica da pesquisa”.

A reação de maio, porém, se deve ao péssimo resultado de abril, alerta o gerente. “O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa. Mesmo com o desempenho positivo, o total da indústria ainda se encontra 34,1% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011”, afirmou.

Em comparação ao mesmo período de 2019, a produção industrial despencou 21,9%. De janeiro a maio deste ano, houve queda de 11,2% no setor e de 5,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

Setores em crescimento – O crescimento da indústria em maio foi impulsionado pelo resultado positivo em 20 dos 26 ramos pesquisados.

Os destaques positivos foram o ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%), que interrompeu dois meses seguidos de queda na produção e marcou a expansão mais acentuada desde o início da série histórica, mas ainda assim se encontra 72,8% abaixo do patamar de fevereiro último, e o segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%).

Macedo diz que a volta da produção ajudou a obter o crescimento em maio. “As atividades foram impulsionadas, em grande medida, pelo retorno à produção (mesmo que parcialmente) de unidades produtivas, após as interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, por efeito da pandemia”, afirma Macedo.

Queda em comparação a 2019 – Nesta comparação, 22 dos 26 ramos pesquisados registraram queda na produção em maio de 2020. Segundo o IBGE, “além do efeito-calendário negativo, já que maio de 2020 (20 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22), observa-se a clara diminuição do ritmo da produção devido à influência dos efeitos do isolamento social, que afetou o processo de produção de várias unidades produtivas no país”.

Apesar de ter sido o setor com maior crescimento em comparação a abril deste ano, veículos automotores, reboques e carrocerias (-74,5%) exerceu a maior influência negativa em comparação ao mesmo período de 2019.

Outros resultados negativos vieram dos ramos de máquinas e equipamentos (-35,5%), de metalurgia (-28,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-60,8%), de produtos de borracha e de material plástico (-26,4%), de outros produtos químicos (-17,1%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-36,5%), de couro, artigos para viagem e calçados (-56,3%), entre outros.

Entre os quatro setores que cresceram, os mais expressivos foram produtos alimentícios (2,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,6%).


CEVA Logistics assina extensão de contrato com a Volkswagen no interior de SP

A CEVA Logistics ganhou uma extensão de seu contrato com a Volkswagen para a operação do centro de peças de reposição da empresa em Vinhedo, no interior de São Paulo. A CEVA opera no local desde 2010 e a instalação de 132.000 metros quadrados é a maior do gênero na América Latina.

Mais de 90.000 peças são manuseadas diariamente nas instalações de Vinhedo, com mais de 40 caminhões por dia entregando mercadorias a 600 fornecedores nacionais. As atividades no centro de peças de reposição atendem a uma rede de revendedores nos setores leve, comercial e pesado.

Mais de 500 colaboradores trabalham no centro de peças de reposição em várias áreas, incluindo recebimento, verificação, embalagem, carpintaria (onde a CEVA fabrica embalagens de madeira para armazenamento e exportação), exportação, armazenamento e expedição.

Sob o novo contrato, a CEVA se concentrará no alto desempenho e na melhoria de processos. Novas atividades operacionais também serão realizadas, incluindo o uso de câmeras para verificar se todos os itens estão embalados corretamente e o uso de pagers e tablets para digitalizar os processos de recebimento e empacotamento. Isso reduzirá ainda mais o tempo que os veículos gastam na doca e aumentará a produtividade operacional.


Importação preocupa indústria farmacêutica

O futuro da indústria farmacêutica brasileira foi o tema de uma live promovida na última quarta-feira, 24 de junho, pela XP Investimentos. Três CEOs de laboratórios farmacêuticos foram unânimes em destacar a necessidade urgente de diminuir a dependência da China e Índia na importação das matérias-primas.

Para a CEO do Aché Laboratórios, Vânia Machado, a Covid-19 pegou todos desprevenidos no que se refere à projeção de volume. “Tivemos alguns medicamentos cuja demanda explodiu, como a Losartana, o que contribuiu para uma escassez mundial pelos princípios ativos”, afirma. Segundo ela, a carência atual é de anestésicos utilizados para ajudar na intubação dos pacientes. “Temos dois produtos nessa linha e vimos a procura multiplicar por cinco. Nesse cenário, a ajuda da Anvisa tem sido ainda mais estratégica”, avalia.

Vânia acredita que, sem uma política que efetivamente trate do custo Brasil, dificilmente se conseguirá levar adiante um projeto de implantação de uma indústria farmoquímica no país. “Existem várias etapas que vão continuar sendo fabricadas lá fora. Temos laboratórios nacionais que produzem IFAs, mas que cobrem apenas três ou quatro etapas. De qualquer maneira, sempre terão outras duas que continuarão sendo produzidas na China e na Índia”, afirma.

É preciso haver uma mudança de mentalidade, principalmente por parte da Anvisa. “A agência deveria transformar em definitivas medidas temporárias implementadas em função da pandemia. Exemplo disso é a RDC 348/2020, que expira em setembro e é essencial para agilizar o processo de prospecção de fabricantes de IFAs”, defende.

Questão de segurança nacional – Cleiton Marques, CEO da Biolab, também cobra uma nova mentalidade do governo federal, com o objetivo de enxergar a indústria farmoquímica como estratégica, assim como fez com a área de biotecnologia. “O que aconteceu aqui foi uma falta de valorização, com as matérias-primas sendo tratadas como commodities a preços ridiculamente baixos. Ao mesmo tempo, assistimos à China e à Índia ganharem este mercado mundialmente com uma quantidade enorme de incentivos fiscais. E agora, todos olham novamente para as pequenas moléculas percebendo que isso é uma questão de segurança nacional”, reitera.

Para se produzir esses insumos no Brasil, Marques aponta a importância de uma política de estado e não de governo. “É preciso oferecer incentivos para que a indústria possa ter competitividade e uma política de longuíssimo prazo”, ressalta. O executivo relembra as dificuldades enfrentadas pela própria Biolab há oito anos, quando a companhia teve de fechar uma indústria química de sua propriedade por barreiras financeiras.

Falta de previsibilidade e perda de relevância – Já Gaetano Cruppi, CEO da Bristol-Myers Squibb (BMS), considerou infeliz a decisão do governo de congelar os preços dos medicamentos. “Com a desvalorização do real, o custo em dólares da importação das matérias-primas aumentou demasiadamente. E o governo simplesmente quebra uma regra de preços que já é estabelecida com bastante antecedência, criando uma anomalia que dificulta a recuperação econômica do setor”, ressalta Cruppi. Na sua visão o país perde relevância na competição por um investimento pela falta de flexibilidade.

“Quando se trata de aportes em pesquisa & desenvolvimento, o mais básico leva de cinco a oito anos, com gastos que chegam a US$ 1,6 bilhão antes que se possa fazer um produto. Obviamente, a chance de se trazer investimentos no Brasil do ponto de vista de estudos clínicos cai muito por essa falta de previsibilidade”, explica o executivo.

Fonte: com informações Panorama Farmacêutico


Projeto que contou com apoio do SINDASP, “Estudo de Tempos” aponta que 87% das importações são liberadas em menos de 7 dias no Brasil

Anúncio foi feito nesta semana pela Receita Federal, que agradeceu participação dos Despachantes Aduaneiros

Em parceria com a Secex, Anvisa e Mapa, a Receita Federal apresentou nesta terça-feira(30) o Time Release Study Brasil (Estudo de tempos de liberação no Brasil) que apontou, entre outros dados relevantes, que 87% das importações são liberadas em menos de 7 dias. A iniciativa está prevista no Acordo de Facilitação de Comércio da OMC e contou com a participação do SINDASP, desde a primeira reunião em março de 2019, no desenvolvimento do Estudo, efetuado pela Receita Federal com a tecnologia da OMA.
Através dos representantes da RFB, Jackson Aluir Corbari, Coordenador-Geral de Administração Aduaneira – Coana e Fausto Vieira Coutinho, Subsecretario de Administração Aduaneira, o SINDASP recebeu os cumprimentos do Órgão Federal pela participação no projeto e em prol do comércio exterior brasileiro.

Os agradecimentos, elencados no estudo, foram direcionados aos profissionais do setor privado que compareceram em peso e colaboraram no workshop de lançamento do estudo, e aos numerosos eventos e discussões de apuração, depuração e avaliação de resultados. Especial menção da RFB foi para o Sindicado dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, para a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros.

“Mais uma vez os Despachantes Aduaneiros de São Paulo participam ativamente da evolução e da Facilitação do Comércio Exterior Brasileiro. A iniciativa decorre de medida prevista no Acordo de Facilitação de Comércio (AFC), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do qual o Brasil é signatário, e visa prover maior transparência às informações relativas ao comércio exterior. E os Despachantes Aduaneiros não poderiam deixar de dar sua contribuição”, destacou Marcos Farneze, presidente do SINDASP (Sindicado dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo).

Ainda de acordo com o estudo, 65% do tempo médio total despendido nos processos de anuência da Anvisa não decorre de ações sob responsabilidade do órgão, mas principalmente para o pagamento e a compensação bancária das taxas. A etapa de desembaraço aduaneiro, de responsabilidade da Receita, responde por menos de 10% do tempo total apurado. As ações sob responsabilidade dos agentes privados, notadamente o importador (ou seu despachante aduaneiro), o transportador internacional e o depositário representam mais da metade do tempo total despendido em todos os fluxos analisados.

Aeroporto de Guarulhos  – o SINDASP também divulgou , que o Dr. André Luiz Gonçalves Martins, delegado da Receita Federal de Guarulhos, acrescentou mais um horário de formação de lotes e liberação, como segue: