Para Wall Street, ‘o Brasil está de volta’ aos negócios

Ilustrada pela imagem do Cristo Redentor, uma análise publicada no site da revista “Forbes” declara que, para Wall Street, o Brasil “está de volta” aos negócios.

O fator mais destacado para explicar a afirmação é, evidentemente, o avanço da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Na avaliação de Kenneth Rapoza, o rali recente do Ibovespa, “que está batendo todos os mercados emergentes”, é “todo graças a um antes impopular projeto de lei de reforma das aposentadorias, pelo qual dezenas de milhares foram às ruas no fim do mês passado em apoio ao esforço do novo presidente (Jair Bolsonaro) para mudar o claudicante sistema público de pensões do Brasil”.

O autor da análise lembra que a gestora BlackRock adotou recomendação “overweight”, ou seja, acima da média de mercado para o Brasil, mas pondera que os dados econômicos contemporâneos “não são inteiramente impressionantes”.

“Bancos vêm revisando o crescimento econômico para baixo o ano todo. Investidores estão deixando de olhar para os fundamentos e apostando em um voo de cruzeiro daqui para a frente por causa da reforma previdenciária.”

 


Duas empresas anunciam investimentos e inauguração em Sorocaba

O Governador de São Paulo, João Doria, o presidente mundial da JCB, Lord Bamford e o CEO, Graeme Macdonald, anunciaram hoje, na sede da empresa em Rocester, cidade próxima a Londres, investimentos de $25 milhões (cerca de R$ 100 milhões) para a ampliação da produção da fábrica localizada em Sorocaba, interior de São Paulo. A expectativa é de que 100 novos empregos sejam criados.

“O Brasil é um importante mercado para nós e que está em ampla extensão e nos possibilita reforçar todo nosso investimento para aumentar nossa atuação, tanto no Brasil como nos países vizinhos da América do Sul. Estamos muitos animados com o que vem pela frente”, afirmou o o CEO da empresa, Graeme Macdonald.

“A reunião foi muito produtiva. A JCB é uma gigante mundial de equipamentos para a construção e vai investir em São Paulo e no Brasil. Esta ação é muito importante para o aquecimento da economia e para a geração de empregos, o que é o mais importante na nossa visão”, destacou o Governador João Doria.

O Governador João Doria está em Londres desde o último dia 7 de julho para uma missão de 5 dias. Até o dia 11, cumpre extensa agenda em busca de investimentos e cooperação nas áreas de Infraestrutura, Transportes, Saúde, Educação e Segurança Pública.

Em 2001, a JCB abriu sua primeira fábrica de retroescavadeiras na cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo. Já em 2012 uma nova fábrica é inaugurada também em Sorocaba e esta passa a ser uma das mais modernas do mundo em termos de máquinas amarelas. A nova planta é responsável pela produção de retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, Loadall e rolo compactadores, além de contar com um amplo armazém de peças e suporte pós-vendas para a rede de distribuidores. A fábrica em Sorocaba ainda tem uma das mais avançadas câmaras de pintura termo-eletrostática a pó do mundo.

 

Prysmian inaugura – Já o Grupo Prysmian inaugurou oficialmente em Sorocaba, quarta-feira (10), sua nova sede na América Latina. A unidade da empresa no bairro Éden recebeu investimentos de R$ 130 milhões na ampliação e modernização da produção de cabos; um novo edifício que abrigará o corpo administrativo nacional e latino-americano; além de um Centro de Excelência, que deve inaugurar até o final do ano um laboratório em que serão realizadas pesquisas e desenvolvimento em energia e telecomunicações.

A unidade de produção no bairro Boa Vista também recebeu melhorias, totalizando assim R$ 150 milhões em investimentos na cidade. O projeto de ampliação gerou 250 empregos diretos em Sorocaba desde 2017. O acréscimo em área construída na unidade do Éden chega a 23 mil metros quadrados, segundo a empresa. O grupo possui aproximadamente 900 funcionários na cidade, entre fábrica e escritório.

De acordo com o diretor da Prysmian no Brasil, João Carro Aderaldo, o País é o mercado mais importante para empresa na América Latina e Sorocaba tem localização estratégica. “Sorocaba é uma cidade que está nesse triângulo que a gente chama de desenvolvimento, com São Paulo e Campinas.” Ele destaca a relevância da cidade no mercado de fibras ópticas e destacou o Centro de Excelência que a unidade passa a abrigar. “Nós temos aqui engenheiros da América Latina inteira, aproximadamente 48 pessoas, e temos um laboratório que está em construção e nos ajudará na pesquisa se cabos, compostos e uma série de outras partes que fazem parte dos cabos”, conta.

A Prysmian desenvolve cabos para energia, telecomunicações, infraestrutura e construção, mobilidade e transportes, indústrias e ofertas eletrônicas. “O mercado de energia segue crescendo no Brasil. A gente tem bons volumes e bons resultados nesse segmento, tanto na geração quanto transmissão, e a gente acredita que nos próximos anos siga essa tendência”, avalia.

Participando da inauguração, o CEO global da Prysmian, Valerio Battista, e o CEO da América Latina, Juan Mogollon, ressaltaram a longevidade da empresa (que fez 90 anos em 2019) em meio a turbulências econômicas e políticas. Eles colocaram como exemplo a Argentina, cuja crise espanta empresas competidoras, mas onde pretendem continuar. Para os executivos, é preciso sobreviver à “tempestade”. Ecoando essa filosofia, reforçaram o compromisso com o investimento no Brasil, apontando que o mercado deve demandar novas tecnologias e gerar oportunidades no futuro.

O grupo possui 112 plantas distribuídas em mais de 50 países. Na América Latina são 4.100 funcionários em 13 plantas e oito países. No Brasil, são 1.500, em sete plantas, de cinco Estados. Em 2018, o faturamento da empresa no País atingiu R$ 1,9 bilhão.


Investimentos em portos somam R$ 5 bilhões neste ano

Além de oferecer novas áreas para arrendamento nos portos administrados, o governo permitiu prorrogações contratuais em troca de melhorias e autorizou o funcionamento de novos Terminais de Uso Privado (TUPs). No total, os investimentos contratados neste ano se aproximam de R$ 5 bilhões,, informou ao Valor o secretário nacional de Portos, Diogo Piloni.

Ao mesmo tempo, foi aberta uma nova possibilidade de parceria com empresas no setor portuário. O governo quer agora entregar a elas a administração dos portos. “O modelo de gestão estatal enfrenta muitas dificuldades para competir”, afirmou o secretário. “Há dificuldades para contratação, tem burocracia”. As desestatizações buscam trazer a governança privada para a gestão da autoridade portuária.

Nos próximos dias, deve ser assinado um contrato para realização de estudos com vistas à desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Além dos portos capixabas, estão na fila: São Sebastião (SP), Suape (PE) e Itajaí (SC). Os estudos para esses outros empreendimentos serão contratados neste ano.

A desestatização deverá alcançar os movimentados portos paulistas. Estão em curso as primeiras conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para contratar estudos sobre a abertura de capital da Companhia Docas de São Paulo (Codesp), que administra Santos.

“Fizemos essa opção por causa do porte da empresa”, afirmou Piloni. “Um processo de privatização comum tende a encontrar impedâncias maiores”. O processo deverá ser concluído no médio prazo, informou.

O porto é objeto também de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para concessão de sua dragagem.

Os estudos para desestatizar a Codesa serão piloto para os demais. Uma pergunta a ser respondida é se todas as atribuições hoje desempenhadas pelas Docas podem ser assumidas por privados.

Outra resposta que se espera é se a administração privada será sustentável pelas receitas geradas pelo porto. Piloni acredita que sim, mas não descarta a possibilidade de, em casos específicos, o poder público entrar com uma complementação financeira, no modelo Parceria Público-Privada (PPP). “Há chance remota de isso acontecer.”

O exemplo da Austrália anima o governo. Segundo Piloni, a privatização do porto de Melbourne rendeu aproximadamente US$ 8 bilhões. “É sinal que é uma atividade economicamente viável e que atrai o privado.”

Atualmente, 18 portos brasileiros são administrados por companhias Docas federais. Outros 19 estão delegados a Estados e municípios.

As desestatizações da Codesa e do porto de São Sebastião já estão oficialmente na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Suape e Itajaí deverão ser qualificados na próxima reunião do conselho

Fonte: Portos e Navios

 


Receita Federal divulga balanço final da Operação Muralha

No período de 13 de maio a 8 de julho, que correspondeu aos 57 dias da Operação Muralha, as atividades na região oeste do Paraná foram realizadas principalmente nas duas barreiras de fiscalização fixas, uma instalada próximo à praça de pedágio no município de São Miguel do Iguaçu/PR e outra na PR-163 em Guaíra/PR, e nas estradas secundárias da região. No Mato Grosso do Sul, o trabalho foi desenvolvido por equipes volantes que fiscalizaram toda a região de fronteira com o Paraguai.

 

As apreensões aproximaram-se de R$ 45 milhões nesta fase da Operação Muralha no dois estados. As atividades de fiscalização realizadas no âmbito da Operação Muralha atingiram o objetivo de fortalecer o Estado, por meio da integração entre a Receita Federal e as instituições parceiras, no combate aos crimes de fronteira, elevando a percepção de risco e a presença fiscal em toda região de fronteira do Brasil com o Paraguai.
Os resultados obtidos foram bastante expressivos, tendo sido apreendidos cerca de:

  • 2,3 milhões de maços de cigarros;
  • 35 mil unidades de medicamentos e anabolizantes;
  • 2,8 toneladas de maconha;
  • 383 veículos;
  • 46 prisões; e
  • R$ 44.981.590,84 em mercadorias.

O maior destaque ficou por conta dos R$ 45 milhões em mercadorias apreendidas, um aumento de 44,7% em relação a 2018. O valor se deve à participação do Mato Grosso do Sul nesta fase da Operação e à grande quantidade de eletrônicos, principalmente produtos de informática e celulares de alto valor, que foram apreendidos.

Nessa edição, a Operação se estendeu ao Mato Grosso do Sul por meio de equipes volantes que fiscalizam toda a faixa fronteiriça com o Paraguai. Dentre as principais ações no estado, destacam-se a apreensão em Mundo Novo de uma carreta carregada com 400 caixas de cigarros contrabandeados, avaliados em R$ 1 milhão; em Ponta Porã, foram retidos nove veículos, todos carregados com mercadorias descaminhadas, avaliadas em R$ 175 mil; e em Corumbá um depósito clandestino de mercadorias foi desarticulado quando tentava passar a fronteira, sendo três pessoas presas pelo crime de contrabando.

Entre as apreensões de drogas, no Paraná destacaram-se as apreensões de 463 kg de maconha no fundo falso de um caminhão-baú abordado em São Miguel do Iguaçu e 100 kg de maconha em um veículo paraguaio abordado na Ponte Internacional da Amizade. No Mato Grosso do Sul destacam-se as apreensões de 83 kg de maconha em Dourados, no forro de um veículo; 42 kg de maconha em Ponta Porã, em uma caixa de som; e 16,5 kg de maconha em Mundo Novo, nos pertences de um passageiro de um ônibus de linha.

 

Essa ação foi inserida no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) instituído pelo Decreto nº 8.903/2016, com finalidade de fortalecimento do controle e da fiscalização, visando prevenir e combater os crimes de contrabando, descaminho, tráfico de drogas, de armas, de munições, de medicamentos, além de outros crimes praticados, com ênfase nos produtos que ingressam no Brasil vindos do Paraguai.

 

Participaram da Operação a Receita Federal em parceria com o Batalhão de Fronteira do Paraná, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Polícia Militar do Paraná, Polícia Civil e Departamento de Inteligência do Estado do Paraná – DIEP), Justiça Estadual, Ministério Público Estadual da Comarca de São Miguel do Iguaçu e Receita Estadual do Paraná.


Exportações de Autopeças aumentam 5,3% na análise em reais. Em dólar, caem

Os fabricantes de autopeças instalados no Brasil faturaram 13,7% a mais de janeiro a maio deste ano que no mesmo período do ano passado. As vendas para as montadoras continuam impulsionando o setor. Registraram alta de 15,8% e responderam por quase 65% dos ganhos do segmento. Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

As exportações aumentaram 5,3% na análise em reais, mas em dólares anotaram queda de 8,4%. As vendas externas têm sido prejudicadas pela recessão na Argentina, principal parceiro comercial. Como comparação, em maio de 2018 as exportações representaram 19,1% do faturamento do setor. No mesmo mês de 2019 essa fatia caiu para 16,5%.

As vendas para o mercado de reposição continuam aquecidas e cresceram 9,7% de janeiro a maio sobre iguais meses do ano passado. O pós-venda deteve 13,5% de todo o faturamento do setor ao longo dos cinco meses.

É preciso recordar que, no acumulado até abril, a alta registrada para o faturamento total das autopeças estava abaixo de 8%. O salto para os atuais 13,7% no acumulado dos cinco meses ocorreu porque maio do ano passado teve forte impacto da greve dos caminhoneiros.

Com informações: Automotive Business