Indústria farmacêutica tem planos para ampliar parque fabril, afirma Portal

Anápolis (GO) – A Geolab poderá ampliar seu parque fabril sediado no Distrito Agroindustrial de Anápolis, distante cerca de 45 km de Goiânia. Informações recentes ao Grupo ConVisão apontam que a expansão ainda é uma intenção e o cronograma de evolução não foi confirmado, mas a expectativa é de novidades a partir de 2021. Até 2024, a empresa deve investir cerca de R$ 290 milhões na construção da segunda unidade fabril.


Montadora de caminhões prevê mais de R$100 milhões em nova fábrica

Ponta Grossa (PR) – A montadora de caminhões TatraBras poderá implantar uma fábrica de veículos off-road no condomínio industrial de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Informações recentes apontam que o projeto deverá ocorrer, em função de que a empresa assinou protocolo de entendimentos com o Governo do Estado, mas a previsão é de definições a partir de junho de 2021. O investimento previsto é de 102 milhões de reais até 2026 e a empresa não está aberta a contato de construtoras ainda.


BH Airport aumenta estrutura para carga, cresce e passa a contar com voo regular

Quatro anos à frente da administração do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na região metropolitana, a BH Airport já começa a colher os resultados dos investimentos na área de cargas do terminal. A readequação do Cargo Center, concluída no início do ano, permitiu dobrar a capacidade de exportação e expandir a de importação em cerca de 40%. Somente nos primeiros sete meses de 2018, houve um avanço de 32% no volume de cargas destinadas à exportação e importação a partir do terminal. Ao todo foram movimentadas mais de 6 mil toneladas de produtos dos segmentos eletrônico, farmacêutico, aeroespacial, automotivo, mineração e ferroviário. As informações são do gestor da BH Airport Cargo, Peter Robbe.

Segundo Robbe, as intervenções incluíram ainda a instalação de duas novas câmaras refrigeradas, que triplicaram a capacidade de armazenagem para 3.350 metros cúbicos. “Os investimentos realizados na nova configuração da infraestrutura logística para o escoamento da produção vão permitir transformarmos o aeroporto em um grande hub de cargas aéreas, principalmente para o transporte de itens de alto valor agregado”, explicou sem detalhar os aportes. Conforme o gestor, o montante investido no projeto fez parte dos quase R$ 1 bilhão aportados pela concessionária na ampliação e modernização das instalações do aeroporto, durante os três primeiros anos de concessão.

Além da área de cargas, os recursos foram aplicados também no novo terminal e em melhorias como novo acesso viário, aumento do número de vagas de estacionamento, ampliação e nova configuração do pátio de aeronaves. Após as intervenções, o terminal de cargas passou a contar com área total de 12 mil metros quadrados; armazém de carga perigosa de 300 metros quadrados; câmaras refrigeradas com capacidade total de 3.350 metros cúbicos, com setup personalizado de -20°C a 25°C; 11 posições de pátio para estacionamento de aeronaves; e uma capacidade total de 30 mil toneladas por ano.

Ainda dentro do plano estratégico da concessionária de alavancar o fluxo de cargas no aeroporto, há a implementação de novas soluções em logística para mercadorias que chegam ou saem de Minas Gerais. Para isso, Robbe explicou que a BH Airport está trabalhando em parceria com as empresas aéreas buscando novas rotas com aviões cargueiros.

Novo voo – O trabalho já surte efeitos.  O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, passará a contar em outubro com uma nova rota cargueira, que amplia ainda mais a sua conectividade com o mundo.

A operação é uma parceria com a Bringer Air Cargo e vai ligar Reino Unido, Itália, Holanda, China, Taiwan e México a Minas Gerais, com conexão fixa em Miami, nos Estados Unidos. O primeiro voo, realizado por um Boeing 767-300F, já tem data marcada e ocorre em 5 de outubro. A rota é fixa, semanal e acontece todas as segundas-feiras.


Após dois anos, Porto de Santos terá projeto de segundo acesso rodoviário

Um ex-diretor da Codesp (hoje batizada de SPA – Santos Port Authority), Fabrizio Pierdomenico, já dizia no início dos anos 2000 em suas palestras que os problemas do Porto de Santos eram três: acesso, acesso e acesso. Parece que agora, muitos anos depois, essa situação que ainda persiste, pode mudar.

A Santos Port Authority (SPA) contratou empresa para elaboração do projeto básico das obras do novo acesso rodoviário ao Porto de Santos, que ligará a Via Anchieta à avenida perimetral e faz parte do conjunto da nova entrada da cidade de Santos. O contrato com a Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura (Ebei) foi publicado nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU). Como parte do terreno estava fora da antiga área do Porto Organizado, a aprovação da nova poligonal, em 30 de junho último, permitiu a conclusão do processo.

“A licitação foi aberta há aproximadamente dois anos, mas a assinatura do contrato só foi possível com a inclusão na área do Porto Organizado do terreno por onde passará o novo viaduto. Isso demonstra o acerto da administração da SPA no planejamento e modernização do Porto, em alinhamento à política portuária do Ministério da Infraestrutura, que foi fundamental no encaminhamento da questão”, afirma Bruno Stupello, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação e que acumula, interinamente, a diretoria de Infraestrutura da SPA.

Com valor de aproximadamente R$ 3,5 milhões, o serviço tem prazo contratual de 18 meses para sua finalização. O projeto prevê um viaduto de entrada no Porto, sobre a via Anchieta, e outros viadutos para transposição de vias ferroviárias. O sistema viário será composto ainda de rotatórias, canteiro central e demais dispositivos de acesso necessários às vias de conexão. Todas as intervenções previstas deverão conter os respectivos projetos de urbanismo, geométrico, geotécnico, drenagem, pavimentação, energia, iluminação, telefonia, lógica e monitoramento, sinalização viária e semafórica, obras de arte especiais, desvio de tráfego e remanejamento das interferências.

A segunda entrada do Porto, além de trazer mais segurança, dará mais agilidade no acesso rodoviário aos terminais do complexo, ao segregar o tráfego de caminhões do trânsito urbano e eliminar cruzamentos rodoferroviários, melhorando, assim, a relação Porto-Cidade.


“Brasil está voltando em V”, afirma Guedes sobre a reação da economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Brasil reage bem na retomada da economia, após as consequências provocadas pela pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista, Guedes disse que o país tem um Congresso reformista, um presidente que apoia as reformas e afirmou estar “otimista” com o futuro próximo do país. “A principal mensagem que eu gostaria de dizer é o seguinte: como dizia, o Brasil está voltando em V”, explicou.

Em seguida, informou que a equipe econômica está submetendo à apreciação dos líderes no Congresso, com quem ele e Jair Bolsonaro se reuniram hoje, as contribuições para a reforma tributária.

“O Congresso brasileiro é reformista, o presidente está dando apoio às reformas, já mandamos a administrativa e vamos mandar agora a tributária. E o pacto federativo também está entrando. Continuo otimista, o Brasil está reagindo bem”, disse.

Guedes relembrou que, “chegou a pandemia, e fizemos orçamento de guerra, auxílio emergencial”, entre outras medidas. Segundo o ministro, “o Brasil, junto com a China e a Coreia, são as duas ou três economias que estão voltando em V. Eu dizia que o Brasil ia surpreender o mundo”.

Desoneração da folha e “invisíveis” – Guedes afirmou que a prioridade da equipe econômica é promover a criação de novas vagas de trabalho e ampliar a renda do brasileiro. O ministro destacou ainda a importância da desoneração da folha de pagamento de algumas categorias, a fim de estimular a criação de empregos.

“As prioridades são emprego e renda, retomada do crescimento, dentro do nosso programa de responsabilidade fiscal. Então, vamos ter que buscar. Queremos desonerar, queremos facilitar a criação de empregos? Então, vamos fazer um programa de substituição tributária”, explicou.

Em seguida, continuou: “Da mesma forma, queremos criar renda? Sim, então, vamos ter que fazer. Descobrimos 38 milhões de brasileiros, que eram os invisíveis, temos que ajudar essa turma a ser reincorporada no mercado de trabalho. Então, temos que desonerar folha, por isso que a gente precisa de tributos alternativos para ajudar a criar emprego. E renda a mesma coisa”.

Guedes ainda enfatizou a importância de fazer uma retirada gradual do programa de auxílio emergencial. “Vimos a importância do auxílio emergencial. Como isso ajudou a manter o Brasil respirando e atravessando essa onda da crise. Temos que fazer essa aterrisagem suave do programa de auxílio emergencial que é exatamente o que estamos estudando”, disse.