Secretário especial de Comércio Exterior define equipe

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, definiu a sua equipe.

Yana Dumaresq será a Secretária Especial Adjunta de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. Exerceu o cargo de secretária-executiva do Ministério da Indústria, Comercio Exterior e Serviços, incorporado ao Ministério da Economia do governo Bolsonaro. Anteriormente, ocupou a função de diretora adjunta para América Latina no Fórum Econômico Mundial, em Genebra. Servidora pública da carreira de analista de Comércio Exterior, é mestre em Comércio Internacional pela University of Cambridge e, também, mestre em Gestão e Liderança Corporativa, pelo consórcio universitário Global Leadership Programme. É bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB).

Lucas Ferraz chefiará a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Engenheiro e mestre em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Economia pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV-EPGE), Ferraz é professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV há mais de 10 anos. É coordenador do Centro de Estudos do Comércio Global e Investimentos da FGV, além de membro fundador da Cátedra Brasileira da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Erivaldo Alfredo Gomes liderará a Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (SAI). Servidor da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Erivaldo tem mais de 20 anos de experiência em negociações econômicas internacionais e, nos últimos três anos, é o subsecretário de Instituições Econômico-Financeiras e Cooperação Internacional na Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda. Nessa área, é responsável pelo relacionamento com instituições econômico-financeiras internacionais como G20, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE).

Marcos Degaut assumirá a Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Foi secretário especial adjunto de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e integrante do Grupo Executivo de Gestão da Camex. É Pesquisador-visitante da University of Central Florida (EUA), onde leciona disciplinas ligadas a comércio e economia política internacional, bem como política externa e segurança internacional. Com 28 anos no serviço público federal, Degaut é servidor de carreira da Câmara dos Deputados, doutor em Segurança Internacional pela University of Central Florida e mestre em Relações Internacionais pela UnB.

Fonte Agência Brasil

Porto de Santos prevê destaque para a carga conteinerizada em 2019

O Porto de Santos anuncia projeção e deve fechar o ano de 2018 com novo recorde de movimentação de cargas, atingindo 131,5 milhões de toneladas

O Porto de Santos deve fechar o ano de 2018 com novo recorde de movimentação de cargas, atingindo 131,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% sobre o resultado do ano passado (129,8 milhões t). Essa é a expectativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Autoridade Portuária e administradora do complexo portuário santista, que também estima para o próximo ano um movimento de 136,4 milhões t de mercadorias, uma expansão de 3,7 sobre o resultado estimado para 2018.

Os embarques devem somar 93,2 milhões t neste ano (-0,4%) e as descargas 38,2 milhões t (+5,5%). Para a carga geral foi projetado aumento de 6,6% e para os granéis sólidos e líquidos estimadas reduções de, respectivamente, 1,5% e 3,7%.

A soja destaca-se como a carga de maior volume movimentado, estabelecendo novo recorde anual para o produto, com 20,3 milhões t, um crescimento de 23,0% sobre a maior marca anterior estabelecida em 2017. A seca que afetou a produção argentina dessa commodity elevou a demanda pelo grão brasileiro, que teve uma safra excepcional. O conflito entre a China e os Estados Unidos levou o país asiático a buscar alternativas para substituir o grão fornecido pelos Estados Unidos, elevando, ainda mais, essa demanda que foi tão expressiva ao ponto de os estoques brasileiros do produto atingirem o menor patamar desde 1999, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O farelo de soja também apresentou um desempenho destacado e deverá encerrar o ano com 5,9 milhões t, um aumento de 14,2% em relação ano anterior.

Para a carga conteinerizada, foi estimado um total de 4,1 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), estabelecendo novo recorde para essa modalidade de carga e um crescimento de 2,6% sobre o recorde anterior (3,9 milhões teu), estabelecido em 2017. Em agosto deste ano o Porto registrou sua melhor marca mensal histórica para essa carga, com 387,7 mil teu. O movimento acumulado até outubro coloca o Porto de Santos na liderança nacional da movimentação dessa modalidade de carga, com participação de 38,8% no total operado nos portos brasileiros.

Outro importante destaque foram os embarques de celulose que contaram com novo terminal da Fíbria (o T32) no Porto de Santos para escoar a produção de sua nova planta em Três Lagoas (MS). As exportações do produto devem atingir 4,5 milhões t, correspondendo a uma expansão de 46,4% frente ao resultado de 2017.

Já o açúcar e o milho, cargas relevantes na movimentação do Porto, registraram desempenho inferior aos recordes estabelecidos no ano passado. Para o açúcar é estimado um volume de 14,2 milhões t, cerca de 24,3% abaixo do ano anterior (18,7 milhões t). Esse cenário é decorrente da forte expansão da produção de açúcar nos principais produtores concorrentes do Brasil, que reduziu a demanda pelo produto nacional. Além disso, fatores climáticos diminuíram a oferta nacional dessa commodity, por conta de demanda interna crescente por álcool combustível.

O milho também teve seu desempenho comprometido por fatores climáticos e por uma safra bem inferior a estimada inicialmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentando queda além do esperado, levando a Codesp a projetar para este ano um volume de 12,4 milhões t, cerca de 12,6% menor do que o verificado em 2017. A estimativa mais recente da Conab, divulgada no seu 2º Levantamento da Safra 2018/2019, aponta para uma queda de 17,4% na produção brasileira do grão, ficando 11,4 milhões t abaixo da estimativa divulgada em dezembro do ano passado.

Quanto à consignação média dos navios que frequentaram Santos em 2018, deve apresentar um crescimento de 2,1%, saltando de 27.444 t/navio, em 2017, para 28.017 t/navio, neste ano, consequência direta do desempenho dos embarques de soja. Outro fator favorável foi a continuidade do aumento no porte dos navios conteineiros. Com relação ao fluxo de navios, deve chegar a cerca de 4,6 mil, representando uma redução de 0,4% em comparação a 2017 (4,8 mil), entretanto, o volume de cargas transportadas no período cresceu 1,5%. Esses resultados refletem as intervenções realizadas pela Codesp e pelos terminais portuários, visando a manutenção das profundidades do canal de navegação em 13,5 metros e a continuidade das obras de compatibilização de berços e bacias de evolução, que incentivaram a presença de navios de maior capacidade no Porto.

Projeções para 2019 – A Codesp projeta para o próximo ano aumento nos dois fluxos, com os embarques crescendo 4,1% sobre o estimado para este ano, e as descargas 2,7%. São esperados aumentos de 3,3% para a carga geral, 2,1% para os granéis líquidos e de 4,5% para os granéis sólidos. A Autoridade Portuária entende ser um ano especialmente favorável à movimentação de carga conteinerizada no Porto de Santos, estimando para essa modalidade um crescimento em torno de 4,9% (4,3 milhões teu) sobre o recorde previsto para este ano.


Porto de São Sebastião registra acréscimo de 32% nas movimentações em 2018

O ano de 2018 foi de crescimento para o Porto de São Sebastião (SP), que movimentou cerca de 718 mil toneladas de produtos, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. Além disso, foi registrado também crescimento de 35% no número de embarcações que passaram pelo complexo portuário.

Na importação, os principais produtos operados foram o granel sólido, carbonato de sódio, sulfato de sódio, malte, cevada, ulexita e gipsita. Já na exportação, as principais movimentações registradas foram de cargas vivas (bovinos) e automóveis. Em 2018 o Porto de São Sebastião exportou aproximadamente 148 mil cabeças de gado, um aumento de 188% se comparado a 2017.

O crescimento na movimentação vem acompanhado de investimentos na segurança das operações, com a aquisição de um scanner, que funciona como um raio-x, e é capaz de visualizar o conteúdo no interior de um contêiner. Quando o caminhão passar pelo equipamento, as imagens captadas da carga serão enviadas à Receita Federal, que analisará se a mercadoria está de acordo com a legislação.

A nova tecnologia tornará a fiscalização mais eficiente, reduzindo o tempo de liberação das mercadorias de importação, exportação ou cabotagem. Com investimentos de R$ 4,2 milhões do governo do estado, o Porto de São Sebastião concluiu a instalação do scanner, que já está funcionando em fase de teste e terá suas operações iniciadas neste mês de janeiro.

Além disso, o porto vem aprimorando ISPS Code, sistema que segue normas internacionais de segurança para controle de acessos de pessoas e cargas, inclusive com monitoramento de navios, tornando as operações mais seguras.


Perspectiva de emprego em Sorocaba melhora em 2019

Indústrias, redes de supermercado e fast-food contratam na cidade neste início de ano

A procura pelas agências de emprego é tipicamente maior no início do ano e, de acordo com especialistas do setor, 2019 começa com o mercado aquecido em Sorocaba e boas oportunidades. Porém, é preciso se destacar em um cenário que ainda tem muitos desempregados. Estratégia ao buscar as vagas, qualificação e investir nos meios digitais são as recomendações.

“Janeiro e fevereiro são os meses em que a procura aumenta, porque as pessoas inovam. As que estão trabalhando buscam uma melhor colocação e as que estão desempregadas buscam emprego”, diz a gerente de Recursos Humanos do Grupo Panna, Marcele Ribeiro. Ela conta que a empresa tem intermediado em torno de 200 contratações por mês, número cerca de 20% maior em relação ao ano passado.

“O mercado está bem aquecido, mas também exigente porque sabe que tem muita gente parada”, afirma Marcele. A agência recebe uma média de 1 mil currículos por dia, incluindo os envios físicos e por e-mail. De acordo com a gerente de RH, a expectativa para 2019 é otimista também com os novos rumos do País. “Estamos muito confiantes em relação ao novo governo”, diz.
De acordo com Marcele, a área industrial está contratando, mas há também vagas estratégicas em diversos setores — sendo que essas demandam especializações como MBA e conhecimento em línguas estrangeiras. As redes de supermercado e fast-food que recentemente chegaram à cidade também têm boas oportunidades, especialmente para quem está à procura do primeiro emprego. A dica é se inscrever diretamente nos sites dessas redes.

Para a recolocação no mercado de trabalho é essencial ter um currículo atualizado, com as
informações mais recentes nas plataformas digitais de emprego e nos sites das empresas. Cursos e atualizações também fazem a diferença.

Marcele Ribeiro orienta para uma visão estratégica da busca de vagas. Mapear as empresas de interesse e entrar em contato direto com o responsável pela vaga seria um caminho mais eficiente. Ela explica que usualmente quando as oportunidades aparecem o responsável inicialmente questiona profissionais do meio antes de abrir a vaga para o mercado.

Outra dica é que o currículo seja remodelado para o perfil de cada vaga, sempre com informações verdadeiras, mas dando enfoque aos conhecimentos que possam se destacar para aquele posto de trabalho. “Analisar o perfil da vaga e montar o currículo dentro do requisito daquela vaga”, explica a gerente. Ela orienta os candidatos a darem atenção especial aos meios digitais como e-mail, sites das empresas e perfis em sites de emprego.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

RMVale exporta US$ 11,7 bilhões em 2018 e bate recorde histórico

Balanço divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços aponta que o Vale do Paraíba no último ano teve crescimento de 8,75% nas vendas para outros países, alcançando o maior volume da sua história.

A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) exportou US$ 11,7 bilhões em 2018 e marcou o recorde dos últimos 22 anos, de acordo com a série histórica do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que começa em 1997.

Desde então, em mais de duas décadas, o maior volume exportado havia sido anotado em 2008, com US$ 11,2 bilhões, e em 2017, com US$ 10,8 bilhões.  Os dados foram divulgados pelo governo federal nesta sexta-feira.

Com crescimento de 8,75% nas exportações em 2018 na comparação com o ano anterior, a RMVale fechou o ano passado com um superávit de US$ 5,325 bilhões, um pouco menor do que o de 2017, que ficou em US$ 5,359 bilhões.

A diferença é explicada pelo aumento de 17,92% nas importações: US$ 6,452 bilhões no ano passado contra US$ 5,472 bilhões em 2017. O superávit de 2018 é o terceiro seguido na RMVale depois de uma sequência de 10 anos com déficit anual na balança comercial.

No período de 22 anos da série histórica do governo, a região soma 15 anos de déficit e sete com superávit. O pior ano, de acordo com os dados do Ministério, foi 2013, antes da crise econômica, com US$ 14,3 bilhões de déficit na balança. O último ano com saldo negativo foi 2014, com US$ 11,7 bilhões de déficit. No total, 23 das 39 cidades da RMVale exportaram ao menos um mês ao longo de 2018.

Os municípios valeparaibanos que mais venderam ao exterior durante o ano, entre os meses de janeiro e dezembro, que passou foram Ilhabela (US$ 4,2 bilhões), São José dos Campos (US$ 3,7 bilhões), Taubaté (US$ 959,6 milhões), Pindamonhangaba (US$ 934,7 milhões), Jacareí (US$ 712,9 milhões), São Sebastião (US$ 559,1 milhões) e Guaratinguetá (US$ 272,8 milhões).

SUPERÁVIT – Com somente US$ 162,4 mil importados em 2018, Ilhabela — cidade que é a líder absoluta de royalties de petróleo no estado de São Paulo, de acordo com o governo estadual — anotou o maior superávit da região no ano passado, com US$ 4,2 bilhões.
São José fechou o ano com US$ 2,3 bilhões, graças principalmente à indústria aeronáutica, Pindamonhangaba com US$ 441,1 milhões e Jacareí com US$ 47,5 milhões.
As outras principais cidades exportadoras registraram déficit na balança em 2018: São Sebastião (US$ -1,09 bilhão), Guaratinguetá (US$ -617,3 milhões) e Taubaté (US$ – 26,9 milhões).

Fonte: O Vale