Presidente da Roche prevê para o Brasil novos investimentos

O presidente mundial do grupo farmacêutico suíço Roche, Severin Schwan, acena com aumento de investimentos no Brasil, dependendo da evolução de vendas de medicamentos inovadores para uso por pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

Indagado pelo Valor sobre a expectativa em relação ao novo governo em Brasília, Schwan respondeu que o foco de Roche é trabalhar com as novas autoridades para tornar seus medicamentos mais acessíveis para os pacientes no país. Segundo o executivo, nos últimos anos houve muito progresso no acesso a novos remédios no país, como na terapia contra o câncer.

“Eu vejo bem aumentar nossos investimentos no Brasil à medida que o acesso à medicamentos no Brasil melhorar, pois se temos mais pacientes para atender no país vamos precisar de mais infraestrutura para apoiar essa demanda”, afirmou. “Se vemos mais progresso no Brasil, isso também desencadeia novos investimentos da nossa empresa”.

O novo CEO da Roche Farma, Bill Anderson, acrescentou que a companhia continuará a ser “flexível e adaptável” no Brasil em termos de preços, ao mesmo tempo em que procura assegurar um “justo retorno inclusive para investir em produção e testes clínicos”.

Patrick Eckert, presidente da Roche Farma Brasil, informou que nas últimas negociações realizadas para o Herceptin no Brasil – terapia ainda considerada chave contra o câncer de mama – o desconto foi de 71%, o maior feito pela companhia no mundo. Ele informa que os tratamentos inovadores alcançaram em 2018 mais de 206 mil pacientes no Brasil.

Maior companhia biotech do mundo, Roche anunciou ontem lucro líquido global em alta de 24% em 2018, alcançando 10,8 bilhões de francos suíços (equivalente a R$ 40,3 bilhões). A redução de impostos fixada por Donald Trump nos EUA proporcionou ganho de US$ 2,4 bilhões.

O faturamento global aumentou 7% para 56,8 bilhões de francos suíços (R$ 212,1 bilhões). Cerca de 90% do crescimento veio de novos produtos lançados, mais que compensando o impacto da entrada de biosimilares no mercado. Novos medicamentos geraram 3,2 bilhões de francos suíços (R$ 11,9 bilhões), comparado a perda com a concorrência de biosimilares de 1,199 bilhão de francos suíços (R$ 4,2 bilhões).

Novos lançamentos compensaram impacto na receita global do grupo com entrada de biosimilares no mercado

No Brasil, o faturamento da Roche Farmacêutica foi de R$ 3,4 bilhões, ou 10% de crescimento em relação a 2017. Desse montante, 32% veio do setor público e 68% do privado, o que ilustra o potencial ainda de crescimento que pode ocorrer. A companhia enfrentou em 2018 no mercado brasileiro a concorrência do biossimilar de Herceptin (câncer de mama) e em 2019 a previsão é da chegada de um biossimilar para Mabthera.

A diferença é que os biosimilares têm preço 50% menor na Europa e em outros mercados de -30%, enquanto no Brasil o custo é quase igual ao original, segundo executivo da Roche. A divisão Roche Diagnóstica cresceu 7,6% em 2018 no país, com faturamento de R$ 639,1 milhões no país.

Conforme Eckert, em 2018 a Roche deu continuidade ao estabelecimento da PDP-Parceria de Desenvolvimento Produtivo com o Ministério da Saúde, para a transferência de tecnologia para produção de Herceptin trastuzumabe (Câncer de mama inicial e metastático) ao Brasil. A companhia espera os próximos passos do Tribunal de Contas da União (TCU), que congelou cerca de 90 acordos de transferência de tecnologia, para fazer um pente-fino e saber o que está funcionando, o que não deu certo etc.

Em Basileia, Bill Anderson destacou que discussões internas estão em andamento sobre as operações no Brasil, “definitivamente um país prioritário para a Roche, como poucos no mundo. Está no topo de nossa lista”.

Eckert está na presidência no Brasil desde setembro, quando a afiliada brasileira passou a responder diretamente à matriz em Basileia na Suíça, em um grupo de 8 países-chave (Alemanha, Canadá, China, Espanha, França, Inglaterra Itália e Brasil), algo que a empresa denomina I8. Não reporta mais para à presidência da Latam. Esse reporte global garantirá mais agilidade e rapidez na tomada de decisões locais, segundo ele.

A Roche Farma Brasil informa que investiu R$ 188 milhões em 2018, trazendo novos estudos para o Brasil e com isso gerando mais acesso aos pacientes. Deste montante, 73% do investimento estão relacionados à pesquisa de medicamentos biológicos de alta complexidade. Em 2018, a companhia fez 65 estudos no país, para doenças como Alzheimer, esclerose múltipla, vários tipos de câncer, doenças degenerativas nos olhos, entre outras. Mais nove estudos começaram em 2019. Nos últimos 3 anos foram R$ 430 milhões investidos em pesquisa no país.

A companhia destaca também os resultados da Foundation Medicine (FMI), adquirida há dois anos pela Roche, empresa especializada em análise genômica. Em 2018, a FMI teve crescimento 97,4%. Seu portfólio conta hoje com três testes genômicos de ponta e o interesse da comunidade médica aumenta a cada dia – foram comercializados cerca de 1.500 testes no ano de 2018.

Fonte: Valor Econômico

“Anvisa não é um órgão burocrático e seu papel tem que ser realizado tecnicamente”, diz presidente da Anvisa

“Anvisa não é um órgão burocrático e seu papel tem que ser realizado tecnicamente”. Esta foi a afirmação do presidente da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), William Dib.

Dib participou na última terça de evento de 20 anos da Anvisa. Nos últimos anos, a agência tem sido alvo de críticas de sanitaristas devido a uma demora na reavaliação da segurança de alguns agrotóxicos proibidos na Europa e em outros países. Outra reclamação contundente é do setor de comércio exterior, relacionada aos atrasos nos tempos de liberação de carga nos portos e aeroportos.

Nos últimos anos, a agência tem sido alvo também de críticas de sanitaristas devido a uma demora na reavaliação de segurança de alguns agrotóxicos proibidos na Europa e outros países.  “Não há possibilidade de fazer isso por reflexo, só porque os outros fazem. Não somos uma agência carimbadora. Não podemos nos pautar pela Europa, que não planta mais nada, e só importa.”

No ano passado, proposta que flexibilizava a liberação de agrotóxicos e retirava parte das atribuições da Anvisa, q quem cabe a avaliação toxicológica dos produtos, ganhou força no Congresso. A agência, no entanto, tem se posicionado contrária à medida.

Para ele, a Anvisa precisa analisar a segurança dos agrotóxicos, mas acrescentou que é preciso haver bom senso: “temos que olhar os dois lados. Um é a qualidade de saúde da população. Agora, também não podemos virar as costas para mostrar que Brasil está pagando suas contas graças ao agronegócio, à exportação e produção, que provavelmente se a gente tirasse todos os agrotóxicos não teria toda essa produção”.

Ele defendeu que haja mais rapidez na análise de pedidos de registro de novos produtos, como medicamentos, e fiscalização do que já está no mercado. Também citou avanços da agência, como redução de prazos de espera para registro de genéricos. 

Com informações Folhas de SP

 


Cade aprova união entre Lufthansa e LG na área de eletrônicos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a joint venture entre Lufthansa Technik (LHT) e LG Electronics (LGE). A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Celebrada em 23 de outubro de 2018, a joint venture será controlada conjuntamente por LHT e LGE, com a LHT detendo 51% das ações com direito a voto e a LGE os 49% restantes.

Segundo parecer do Cade, as empresas esclareceram que a joint venture será do tipo greenfield (projetos relacionados à abertura de novos mercados ou práticas inovadoras), com atividades em mercados em que suas controladoras não têm operações atualmente. As atividades se referem ao design, à fabricação, à manutenção e à venda de produtos e serviços de aeronaves e de sistemas de gerenciamento de cabines (Cabin Management Systems), sistemas de entretenimento a bordo de passageiros (In-Flight Entertainment) e sistemas relacionados a displays.

A operação também será notificada às autoridades antitruste da Albânia, Armênia, Bósnia Herzegovina, Chile, Chiina, Comissão Europeia, Geórgia, Israel, Montenegro, Paquistão, Sérvia, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia e Ucrânia. A Lufthansa Technik (LHT) é uma subsidiária integral da Deutsche Lufthansa AG, prestadora de serviços de manutenção, reparo e revisão geral (Maintenance, Repair and Overhaul) para aeronaves, motores e componentes.

A LG Electronics (LGE) é uma empresa sediada na Coreia do Sul que atua globalmente na produção e fornecimento de eletrônicos, dispositivos de comunicação móvel e eletrodomésticos, com cerca de 75.000 funcionários em 118 localidades em todo o mundo.


Com forte presença no interior de São Paulo, Aurora EADI conquista certificação OEA

O Porto Seco Aurora EADI, de Sorocaba, interior de São Paulo(SP), acaba de receber a certificação de OEA. O Ato Declaratório Executivo ALF/VCP de Nº 28 elevou a Aurora Terminais e Serviços ao seleto grupo de Operadores Econômicos Autorizados, na modalidade OEA-Segurança. “A empresa está atenta à modernização do comércio exterior brasileiro e pronta para acompanhar essa evolução”, atesta Henrique Debiazi, gerente executivo comercial da Aurora Eadi.

Cargas com anuência ANVISA – Infraestrutura privilegiada, o Aurora Eadi está localizado às margens da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, conhecida como Castelinho, no forte interior de São Paulo. Com área total de mais de 100 mil m², o provedor de soluções logísticas integradas conta com 20 mil m² de um armazém com pé direito de 20 metros de altura, mais de 18 mil posições porta pallets e um pátio de 33 mil m². Possui ampla estrutura de câmaras frias de 02 à 08ºC / 15 à 25ºC com conexão a docas climatizadas. As câmaras frias, agora ampliadas, são monitoradas 24h / dia e possuem autorização para armazenar todos os tipos de carga sob anuência ANVISA.

Segundo estudo da CNI – Confederação Nacional da Indústria, o acréscimo que o Programa OEA trará ao PIB, ao longo dos próximos anos (estimado em US$ 50,2 bilhões até 2030) diz respeito ao ganho de eficiência que as empresas terão com a desburocratização e a redução do tempo gasto nas operações.


Exportações revertem queda do setor de máquinas, após cinco anos

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) informou que, após cinco anos consecutivos de queda, a receita líquida total do setor subiu 7% no ano passado, na comparação com 2017, para R$ 78,1 bilhões.

O setor foi beneficiado principalmente pelo bom desempenho das exportações, com o mercado local crescendo apenas 0,3%. O setor espera novo desempenho positivo em 2019. A projeção da Abimaq é de avanço entre 5% e 6% da receita em relação a 2018.

Para este ano, a entidade acredita que o avanço deve vir da demanda local, com expectativa de crescimento de 10%, enquanto as vendas para o exterior devem ficar estáveis. As previsões são de menor crescimento mundial, concentrados nos principais clientes estrangeiros do setor, como Estados Unidos e Europa, o que torna o crescimento das exportações menos favorável.

Com informações: Valor Econômico