Vendas de máquinas crescem 7% em 2020

Em dezembro, o segmento registrou seu melhor mês deste outubro de 2018, rompendo pela primeira vez em anos a barreira das 5 mil unidades mensais, resultado 17% maior que o de novembro e mais que o dobro quando comparado com dezembro de 2019. 

O maior crescimento previsto para o segmento deverá vir das máquinas rodoviárias (ou de construção), cujo aumento anual deverá ser de 22%, para pouco mais de 6,5 mil unidades, indica a Anfavea em sua projeção. Atualmente, cerca de 20% a 25% desses equipamentos são vendidos a empresas ligadas ao agronegócio. 

Na categoria de máquinas agrícolas, as montadoras preveem a venda de 43,8 mil unidades, 5% a mais do que em 2020. 

“O mercado agrícola está forte, com crédito disponível e preços das commodities interessantes. Na construção civil e infraestrutura, há um aumento por parte das pequenas e médias empresas e também no setor de locação, então, é um mercado que também está ficando mais forte em 2021”, comenta o vice-presidente da Anfavea, Alexandre Bernardes. 

Mesmo com a boa demanda do mercado interno, a produção de máquinas fechou 2020 com volume quase 10% menor com relação ao ano anterior, para quase 50 mil unidades. Bernardes explica que a queda se deve essencialmente aos meses mais críticos para a indústria durante a pandemia, entre março e maio, quando algumas fábricas tiveram que fechar ou mesmo diminuir seu ritmo de produção para atender as novas regras de distanciamento físico entre funcionários. 

Para este ano, as fabricantes esperam montar mais de 58 mil máquinas, o que deverá equivaler a um aumento de 23% sobre a produção de 2020. 

Já as exportações, que caíram 33% no ano passado com apenas 8,6 mil unidades, devem voltar à rota do crescimento em 2021, quando as montadoras esperam embarcar 9,4 mil máquinas, uma alta de 9%, o que ainda não compensará as perdas do ano que passou. 

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Movimentação de carga em Viracopos tem novo crescimento em novembro e mantém ritmo de altas consecutivas

O Terminal de Carga do Aeroporto Internacional de Viracopos registrou em novembro a segunda maior alta de movimentação de carga no ano, com um total de 27.597 toneladas em importação, exportação, carga nacional e remessas expressas (courier).

O mês de novembro apresentou crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado do ano, de janeiro a novembro, a alta chegou a 14,28% em relação ao mesmo período de 2019, com um total de 233.790 toneladas transportadas por Viracopos em 2020.

Novembro só ficou atrás do mês de outubro, que detém até agora o recorde de registro de carga movimentada no ano, com 27.886 toneladas, somadas as exportações, importações, cargas nacionais e remessas expressas.

As seguidas altas são alavancadas pelos resultados na importação, exportação, carga doméstica e remessas expressas, consolidando o TECA (Terminal de Carga) de Viracopos, mais uma vez, entre as estruturas mais importantes para a logística e o abastecimento do Brasil, principalmente nos segmentos das indústrias farmacêutica, de tecnologia, alimentícia, autopeças, vestuário, química, calçados, entre outros diversos segmentos.

Importação e Exportação 

Considerando apenas as importações, o mês de novembro registrou o recorde do ano, com 12.768 toneladas de carga chegando ao país por meio do TECA de Viracopos. O crescimento chegou a 5,8% em relação ao mesmo mês de 2019. Hoje, Viracopos recebe quase 40% do total de carga importada por via aérea no país.

As exportações também seguem em alta. Em novembro, 6.848 toneladas de carga deixaram o Brasil por Viracopos. O número é 32,6% superior ao volume registrado no mesmo mês de 2019.

Remessas expressas e Carga Doméstica 

As remessas expressas ou courier também mantêm uma tendência de alta no acumulado do ano. Entre janeiro e novembro de 2020 foram movimentadas 5.181 toneladas, número 3,3% superior ao acumulado no mesmo período de 2019.  Só no mês de novembro foram 492 quilos de remessas que passaram por Viracopos.

No entanto, o recorde de remessas expressas enviadas ou recebidas neste ano aconteceu no mês de julho, com 583 quilos.

As cargas domésticas continuam exercendo um importante papel para impulsionar ainda mais a relevância logística e estratégica de Viracopos no cenário nacional por ser um aeroporto com uma das maiores distribuições de voos por todas as regiões do país.

No acumulado do ano, a alta de movimentação de carga doméstica por Viracopos chega a 53,10% neste ano em relação aos 10 primeiros meses de 2019. Passaram pelo aeroporto 50.451 toneladas ante 32.952 toneladas do mesmo período do ano passado.

Além disso, o mês de novembro representa o recorde no ano de movimentação de carga nacional por Viracopos, com 7.489 toneladas, superando o recorde anterior que havia sido registrado em outubro, com. 7.331 toneladas.


Fim da incidência de impostos sobre a capatazia adicionaria R$ 134,5 bi ao PIB em 20 anos, afirma CNI

O fim da incidência de impostos pelos serviços de capatazia impactaria positivamente a economia, o emprego, o fluxo de comércio e os investimentos do Brasil nos próximos 20 anos. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a medida adicionaria R$ 134,5 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), ampliaria o fluxo de comércio em R$ 90 bilhões e o investimento estrangeiro direto no Brasil em R$ 53,8 bilhões até 2040.

O estudo foi realizado em parceria com as federações das indústrias da Bahia (FIEB), Rio Grande do Sul (FIERGS), Santa Catarina (FIESC) e Paraná (FIEP), e com as associações brasileiras da Indústria Química (Abiquim) e da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

A eliminação da tributação da capatazia também representaria um ganho de R$ 83,1 bilhões nas remunerações dos trabalhadores brasileiros, de R$ 244 bilhões na produção das empresas e de R$ 123,1 bilhões no consumo das famílias nos próximos 20 anos. Esses ganhos contribuiriam para a economia brasileira que vem buscando se recompor frente ao cenário de crise de pandemia.

A taxa de capatazia é cobrada em função das atividades de manuseio das mercadorias nas instalações portuárias, no momento entre a descarga da mercadoria no território nacional e o desembaraço aduaneiro. Hoje, ela é embutida no valor aduaneiro dos produtos importados, utilizado como base para a cobrança de todos os impostos incidentes na importação.

Para a CNI, a inclusão da capatazia no valor aduaneiro é incompatível com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o próprio Código Tributário Nacional (CTN). Ambos consideram que a importação ocorre antes da descarga da mercadoria. Assim, um custo posterior a essa descarga não poderia compor a base de cálculo para a incidência dos impostos.

“A inclusão dessa taxa infla o custo de importação e vai na contramão da agenda de competitividade e da melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Além de ser incompatível com as práticas e normas internacional e nacional, essa inclusão eleva o custo das empresas brasileiras e onera a nossa produção, inclusive para a exportação”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

Bens de capital e alimentação teriam as maiores contribuições para o PIB – Os números mostram que, somente com o aquecimento do setor de bens de capital, o fim da inclusão da capatazia no valor aduaneiro contribuiria para um acréscimo de R$ 3,6 bilhões ao PIB no acumulado dos próximos 20 anos. No de alimentação, esse valor seria de R$ 2,4 bilhões e, no de siderurgia e construção, de R$ 1,8 bilhão.

Outros setores que elevariam sua contribuição para o crescimento do PIB seriam os de têxtil e calçados (R$ 1,4 bilhão); eletroeletrônicos (R$ 861 milhões); químicos (R$ 832 milhões); perfumaria, cosméticos e farmacêuticos (R$ 824 milhões); petróleo, etanol e outros (R$ 523 milhões); e madeira, papel e celulose (R$ 173 milhões).

O estudo elenca ainda os 20 produtos que teriam maiores ganhos na produção até 2040 caso fosse retirado o custo da capatazia portuária. Em valores, os produtos com maiores altas na produção seriam automóveis e utilitários, com R$ 4 bilhões, e semiacabados e outros aços, com R$ 2,3 bilhões. Máquinas e equipamentos e vestuário ficariam em terceiro e quarto lugar, com R$ 2,2 bilhões e R$ 1,9 bilhão, respectivamente.

Indústria de transformação exportaria R$ 11 bilhões a mais nos próximos 20 anos

A indústria de transformação exportaria R$ 11 bilhões a mais no acumulado dos próximos 20 anos com a retirada da capatazia do custo aduaneiro. Os números mostram que o setor de construção e siderurgia teria o maior ganho em exportações nesse período, de R$ 3,5 bilhões ou 4,8%.

Para o de químicos, esse ganho seria de R$ 2,3 bilhões ou 9,8%. O de bens de capital seria o terceiro com o maior ganho em exportações, de R$ 1,7 bilhão ou 1,9%, seguido do de alimentação, de R$ 1,6 bilhão ou 1,3%.


Nota de Falecimento: Carmem Pavin Diretora Adjunta de Comércio Exterior do CIESP Campinas

Faleceu nesta quinta-feira, 17/12, em Campinas (SP), Carmem Pavin, Diretora Adjunta de COMEX do CIESP Campinas e membro da AMCHAM Campinas, que possuía experiência de 35 anos em indústria e despachante aduaneiro.

Em Nota, o CIESP Campinas destacou: “Com o mais profundo pesar, comunicamos que o no dia de ontem (17/12) o Comércio Exterior perdeu uma das mais respeitadas e competentes profissionais da área, além de um ser humano maravilhoso e iluminado, que trazia força, alegria, paz, amor e vida por onde passava.

Nossa querida Diretora Adjunta, Sra. Carmem Pavin se despede, e deixa um legado gigante como exemplo de dignidade, perseverança e fé, a todos nós.

Que Deus a coloque em destaque em seus melhores lugares e conforte sua amada família”

O Portal LogNews e a Equipe da GPA+ transmite os mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos. “Não temos palavras. Carmem Pavin era entusiasta e incentivadora de todas as nossas ações. Momento de tristeza profunda”, lamentou Nilo Peralta, diretor do Grupo.


Com destaque para a movimentação de carga, Marbor cresce em plena pandemia

Os indiscutíveis efeitos nefastos da pandemia da Covid-19 acabaram favorecendo alguns negócios, dentre os quais o das locadoras que atuam no segmento de terceirização de frotas. Para fazer caixa, houve um movimento de venda de veículos próprios em algumas empresas, o que acabou gerando maior demanda pela locação dos equipamentos necessários para garantir a continuidade dos negócios básicos da companhia.

Ao anunciar alta de 50% no faturamento de 2020 em comparação com o do ano passado, a Marbor Frotas Corporativas informa que um dos serviços mais procurados na locadora foi o PML, Plano Marbor Liquidez, por meio do qual o cliente vende sua frota e continua usando os mesmos veículos alugados.

“O PML foi criado este ano para ajudar as empresas a enfrentar a maior necessidade de caixa por causa da pandemia. O cliente recebe à vista sem que sua operação precise parar por troca de equipamentos. Houve muita procura por essa solução”, comenta o diretor da locadora, Renato Vaz.

De acordo com o executivo, o segmento de transporte e movimentação de carga foi decisivo para a expansão conquistada pela empresa este ano e a locação de caminhões e empilhadeiras deve tornar-se o carro-chefe da companhia em 2021.

“Fomos desafiados a nos reinventar em vários aspectos e de forma muito rápida”, destaca Vaz. “Agora vemos tudo isso como algo muito positivo para nossa empresa. Deveremos atingir 50% de crescimento frente a 2019, índice abaixo do que prevíamos mas um resultado construído com muito esforço e criatividade de toda a equipe”.

Na prática, a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus acabou favorecendo as atividades logísticas, que não pararam durante o isolamento social. Segundo o diretor da Marbor, a empresa não só investiu em novas soluções para produtos já existentes como também diversificou seus segmentos de atuação este ano.

“Serviços que não faziam parte do nosso portfólio vieram para ficar. Hoje estamos mais próximos dos clientes e com maior capacidade de atender suas demandas. Foi uma grande mudança para o setor”.

Sediada em Mogi das Cruzes, SP, e com mais de 30 anos de atividades, a Marbor atua na terceização de frotas tanto de caminhões como de empilhadeiras e automóveis. “Acreditamos que o mercado de locação continuará aquecido. Durante esta crise, muitas empresas aprenderam sobre as vantagens de locar seus equipamentos”.

Com informações: Auto Industria