Yaborã, Ex-Embraer, inaugura novas instalações para matriz em São José dos Campos (SP)

Até que a venda para a Boeing se concretize, a nova empresa para a transição já tem nome: Yaborã. Neste novo período, cerca de 2,5 mil trabalhadores que atuavam na matriz da Embraer (Av. Faria Lima) passam para a unidade de Eugênio de Melo, somando-se aos outros 1,5 mil que já estavam lá. A empresa apresentou aos seus funcionários no dia 21/01, inaugurando as novas instalações em São José dos Campos (SP).

Esta unidade já existia, porém teve que passar por uma complexa ampliação para receber cerca de 2.500 funcionários que foram transferidos para lá. Ocorreu a construção de 4 prédios, reforma de dois prédios antigos, ampliação do restaurante, estacionamento, plataforma de ônibus e ainda foi organizada toda a complexa mudança das equipes para a nova unidade.

Esta nova fábrica no distrito Eugênio de Melo será a única da Embraer na cidade. Ali, não serão mais produzidos aviões. Depois de 50 anos, a Embraer deixará de fabricar aeronaves em São José dos Campos. Em Eugênio de Melo ficará apenas o desenvolvimento de projetos. A produção de aviões será concentrada em Gavião Peixoto e nos Estados Unidos. Na Faria Lima, ficará a produção dos jatos comerciais, que devem passar para a
Boeing.


Investimentos de R$ 100 milhões no Brasil habilitam Procter & Gamble como centro exportador para a América do Sul

O Governador de São Paulo, João Doria, e a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, participaram nesta semana de reunião com Selina Jackson, Vice-Presidente Global da Procter & Gamble, multinacional americana que já está presente no Brasil. Na ocasião, foi anunciado novo investimento de R$ 100 milhões da P&G em sua fábrica em São Paulo.

“A Procter & Gamble é uma companhia que está há mais de 50 anos no Brasil. É uma ótima notícia de investimento em tecnologia e inovação no estado de São Paulo”, disse Doria. O anúncio foi feito durante a participação da comitiva do Governo de São Paulo na 50ª edição do Fórum Econômico Mundial em
Davos, na Suíça.

A P&G anunciou um centro de inovação em São Paulo e agora está produzindo uma nova linha com US$ 20 milhões adicionais. São quase R$100 milhões que serão utilizados para produtos de exportação no Estado de São Paulo e no
Brasil. Esse foi o maior investimento que a P&G fez na América Latina. A parceria entre Governo e a multinacional americana tornará São Paulo um grande centro de exportação de produtos inovadores e de valor agregado da Procter Gamble para a América do Sul. “Com o investimento, conseguimos formar uma mão de obra qualificada, trabalhando no produto de valor agregado, onde São Paulo passa a ser um centro de exportação para a
região”, comentou Patricia Ellen.


Operações do Porto de Santos vão crescer 4,5% neste ano, prevê diretor da Maersk

O ano de 2020 será de reconstrução econômica para a área portuária. E a expectativa é que o Porto de Santos acompanhe o crescimento nacional e tenha suas operações ainda mais impulsionadas por projetos como a BR do
Mar, em debate no Ministério da Infraestrutura.

A análise é do diretor comercial para Costa Leste da América do Sul da armadora Maersk – uma das maiores empresas de logística integrada do mundo -, Gustavo Paschoa. A previsão da Maersk é de que as importações e exportações brasileiras cresçam, respectivamente, 4% e 4,5%. Paschoa acredita que a produtividade do Porto de Santos deste ano estará alinhada a este crescimento nacional. Segundo o executivo, o cais santista sempre teve um papel importante no cenário portuário e é o principal porto de atuação da Maersk no Brasil. Com relação aos serviços da empresa, Paschoa afirma que “quase 60% do nosso volume de importação e exportação (na costa Leste da América do Sul) passa pelo Porto de Santos”.

O complexo marítimo é útil não apenas para cargas originárias ou destinadas ao Brasil, mas também para as da Argentina e do Uruguai, afirmou o diretor. Os transbordos – operação em que as cargas são descarregadas em um porto para posterior reembarque, rumo ao destino final – que acontecem em Santos geram constantes negociações, indica Paschoa. “Então nós vemos que, de fato, o Porto de Santos é, e vai continuar sendo, o principal porto de escoamento da produção brasileira e de distribuição nacional das importações”, ressaltou o diretor comercial. Quanto às exportações, as commodities de algodão, café e açúcar estão em crescente destaque, de acordo com as avaliações de Paschoa. Já nas importações, o cais santista é o principal porto de entrada das cargas da Ásia e
da Europa.

Com isso, a Maersk considera que um dos fatores que vão proporcionar um crescimento positivo no rendimento do Porto são os novos acordos estabelecidos entre o Brasil e o governo chinês. Estes protocolos, que foram assinados no ano passado, são a respeito de importações de peras para o Brasil e de exportações de melões para a China – as frutas são transportadas em contêineres refrigerados.

Investimentos – Outros fatores que podem fomentar o crescimento do Porto de Santos, segundo o diretor comercial da Maersk, são investimentos e iniciativas no campo da logística. “Tudo que vier pra melhorar e simplificar será bem
vindo”, diz. Uma dessas iniciativas é o BR do Mar, programa do Governo Federal que prevê mudanças no sistema de afretamento de embarcações e no adicional ao frete da Marinha Mercante, de modo a incentivar os serviços de cabotagem – o transporte marítimo de cargas entre portos de uma costa.

A expectativa do Governo é de que, com o BR do Mar, a utilização da cabotagem duplique. Gustavo Paschoa, por sua vez, crê que as mudanças terão proporções ainda maiores. Quanto à questão da desestatização do cais santista, que está em discussão há mais de um ano, Paschoa a considera, em si, indiferente com relação ao futuro crescimento do porto. “O que realmente causará diferença será um investimento no processo de infraestrutura e tecnologia de inteligência”, seja por meio de desestatização ou planos de Governo.

Fonte: A Tribuna

4ª edição do ERP Summit discutirá o software como agente da transformação humana e dos negócios

Maior evento da América Latina sobre software e gestão acontece nos dias 14 e 15 de abril, no Expo Center Norte. Expectativa para esta edição é de 8 mil visitantes

O ERP Summit – maior evento da América Latina sobre software e gestão – chega a sua 4ª edição no Brasil tendo como tema central: “O software como agente da transformação humana e dos negócios”. A atividade acontece no Expo Center Norte, na capital paulista, com uma novidade: a ampliação no tempo de duração do evento, que passa a acontecer em dois dias, mais precisamente 14 e 15 de abril de 2020.

Dividido em Congresso e Expo, o evento consolida-se como a principal agenda de empresários, CEOs, VP’s, CIOs, CTOs, CFOs, diretores e gestores para abordarem as tendências, evolução e networking sobre a utilização de softwares na gestão das empresas. O evento é voltado, não apenas para profissionais do setor tecnológico, mas também para quem compreende o investimento em tecnologia como fundamental para o crescimento do negócio. A expectativa para este ano é de aproximadamente 8 mil visitantes e os ingressos variam de R$ 500 a R$
3000.

Além da área de exposição, os dois dias significam também uma ampliação na grade de conteúdo, na qual as quatro plenárias e oito auditórios, divididos pelos setores de mercado (Agro, Indústria, Varejo, Serviços, Distribuição e Logística, Cloud, Tech e outros segmentos), vão disponibilizar ao participante cerca de 150 palestras.

“A mudança para dois dias visa atender não só uma sugestão antiga dos expositores como também um pedido de muitos participantes. Em um espaço ainda maior que em 2019(foto – ano anterior), e com este novo formato, poderemos entregar um evento ainda mais rico em conteúdo e disponibilizar também ainda mais espaço para receber novos expositores, para que o comprador possa efetivamente conhecer as tecnologias que vão lhe atender da maneira mais adequada possível”, comenta o Publisher e Co-Founder do Grupo Portal ERP, Luciano Itamar.

O ERP Summit 2020 também deverá propor novos formatos de experiência aos participantes, entra elas a “Rodada de negócios”, mais um elemento que tem como objetivo fomentar a troca de informações e a geração de perspectivas de negócios entre os presentes.

Seu principal objetivo é levar competitividade às empresas passa pela adequada utilização de software de gestão e por conta disso, grandes nomes do mercado, profissionais reconhecidos e todos os envolvidos no setor, se reunirão para discutir as tendências, caminhos e a evolução para a área de software no Brasil.

“O ERP Summit sempre buscou novas formas de oferecer o que há de melhor em termos de networking. Desse modo, é nosso desafio apresentar para o público, novidades que possam fazê-los se sentirem mais atraídos e satisfeitos em participar do evento. Para a edição de 2020 estamos preparando algumas novidades, com a intenção de surpreender e suprir as necessidades de nossos visitantes e expositores”, salienta o Diretor e Co-Founder do Grupo Portal ERP, Marcelo Sinhorini.

América Latina

Em outubro de 2019 o ERP Summit celebrou sua primeira edição LATAM. O evento escolheu a cidade de Bogotá para ser a sede de sua primeira edição andina. O ERP Summit Colômbia, contou com quase mil inscrições, que resultaram na participação de diversos visitantes, que assim como no Brasil, puderam ter acesso a uma série de palestras e reuniões, focadas nas melhores práticas e estratégias de gestão empresarial. Além de ter a oportunidade de conhecer grandes empresas, que atualmente são destaque no cenário latino americano de software e gestão. Para 2020, já está planejado um novo evento, ainda maior, na Colômbia e a primeira edição do ERP Summit no México.

Serviço

ERP Summit 2020 – Brasil
Data: 14 e 15 de abril de 2020

Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, nº 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP.
Inscrições: https://erpsummit.com.br/


Davos: investidores sinalizam retorno da confiança no Brasil, que volta a ser a “bola da vez”

As rodadas para apresentação do Brasil, realizadas pela equipe econômica durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos-2020, receberam expressiva adesão de investidores estrangeiros neste ano. Mais de 50 executivos de empresas confirmaram presença nas apresentações para um balanço do primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

O Brasil esteve representado (FOTO) pelo Ministro Paulo Guedes, Gustavo Montezano (BNDES) e Marcos Troyjo. O presidente do Bradesco, Octavio Lazari, que já realizou 12 dos mais de 25 encontros agendados pelo banco durante o evento na Suíça, nota uma retomada da confiança no país. O sentimento que a gente percebe dos investidores é de um pouco mais de confiança no Brasil. O que precisa é que as reformas andem rápido, disse.

O banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual, que também foi a Davos, diz que após 33 encontros ao longo de três dias, em paralelo ao fórum, identificou uma melhora na imagem do Brasil entre estrangeiros. A sensação em Davos é que o Brasil voltou a estar na moda, disse Esteves.

Ele destacou, porém, que o país precisa ficar alerta ao meio ambiente, que dá tom às discussões em Davos. Estamos gerindo a economia tão bem, não podemos derrapar nessa parte, afirmou. A sala reservada no fórum à apresentação do Brasil, dentro do chamado Country Strategy Dialogue, lotou.

Chamou a atenção que praticamente metade dos 60 participantes eram os presidentes de grandes empresas globais que precisam entender para onde o Brasil está indo antes de definir o tamanho da presença no país nos próximos anos.

Segundo relatos – o evento é fechado para a imprensa –, o ministro Paulo Guedes fez uma apresentação de 40 minutos com um balanço sobre o primeiro ano de governo, destacando, em especial, a conclusão da reforma da Previdência. As perguntas indicaram que os investidores têm duas preocupações em relação ao Brasil: se governo e Congresso vão mesmo dar continuidade ao programa de reforma, concluindo neste ano especialmente as reformas tributária e administrativa, e se o Palácio do Planalto está atento a questões ambientais que, se não forem devidamente atendidas, podem gerar sanções externas – em especial de países europeus.

O governo tenta passar a mensagem de que sim, está atento à questão ambiental. Guedes aproveitou parte do evento para afirmar aos presentes que o governo está atento à Amazônia, que vem tomando medidas para preservar a floresta e que ninguém quer que a região queime – assim como, nas palavras do ministro relatadas
pelos presentes, ninguém quer que a Austrália queime.