Aumenta para 7 o número de grupos interessados em Viracopos e Secretário de Aviação Civil volta a falar em “solução de mercado”

A semana foi marcada pela premiação do Aeroporto de Viracopos, eleito por passageiros como o melhor terminal do Brasil no ano passado, segundo pesquisa da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Esta é a primeira vez que a estrutura é premiada, após ficar no topo do ranking em três análises trimestrais.

Durante o encontro, em Brasília (DF), sem entrar em detalhes por causa da necessidade de confidencialidade, Gustavo Müssnich, presidente da ABV – Concessionária de Viracopos – confirmou que entre os grupos interessados em assumir o controle do terminal está um consórcio formado pela Zurich Airport e a empresa brasileira IG4 Capital – o que já foi noticiado amplamente – e que agora este número subiu para 7 interessados. Ele espera pelo menos três propostas.

“Já tiveram acesso a todo data room onde estão disponíveis todas os números e informações a respeito da concessionária. A última informação que eu tive é que estão debruçados sobre esta numerologia, fazendo due diligence [análise de dados legais, ambientais, operacionais, financeiros e contábeis] e acho que em breve a gente deve ter notícias sobre uma eventual proposta. Ainda isso não aconteceu, mas acredito que deve acontecer em breve”, explicou.

O presidente da concessionária não revelou nomes dos outros grupos e evitou falar sobre valores.

Solução de mercado – Na mesma cerimônia de premiação, O secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Saggioro Glanzmann, reafirmou que o governo federal ainda espera uma “solução de mercado” para o aeroporto, mas que já está se preparado para relicitar o terminal caso ela não se concretize.

Com informações G1

Indústria farmacêutica recebe investimentos de R$ 180 milhões no interior de São Paulo

A Multinacional ABL (Antibióticos do Brasil), empresa que produz medicamentos de alta complexidade e exporta para mais de 25 países, com as mais exigentes normas de segurança, investiu R$ 180 milhões na nova área da indústria farmacêutica, promovendo o aumento da capacidade produtiva da empresa.

Os dois novos prédios da expansão totalizam 11.000m², ampliando em 25% a área construída na unidade da empresa, em Cosmópolis, no interior de São Paulo, destinados à fabricação e armazenagem de medicamentos que abastecem o mercado interno e externo.

Os novos prédios, que irão gerar cerca de 150 empregos diretos e indiretos para o município e região, e equipamentos com tecnologia de ponta para a produção dos medicamentos.

“As novas áreas podem ser consideradas modelo na América do Sul e pioneira no Brasil por conta da tecnologia empregada na linha de produção. Toda a parte de equipamentos e conceitos são únicos na produção de antibióticos estéreis por reduzirem o contato humano com o produto, garantindo mais segurança na fabricação”, revela Sidnei Bianchi Júnior, gerente da indústria.

Para atender a demanda elétrica da fábrica, que antes era de 2.650 kW e passou para 4.450 kW com a expansão, a empresa investiu R$ 20 milhões em uma subestação e uma linha de transmissão com circuito duplo de alta tensão com extensão de cinco quilômetros cada, ligando a subestação mais próxima da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) até a nova subestação construída dentro da unidade, capaz de transformar a energia em baixa tensão, que é utilizada nos equipamentos.

“Esse investimento apresentou o melhor custo benefício, já que o volume de energia disponibilizado pela CPFL não atendia nossa demanda com a nova área. Com a subestação, a empresa compra energia mais barata, tem menor risco de oscilação e falhas, menor impacto ambiental e ainda está trabalhando com folga, com condições para abastecer até futuras ampliações da unidade”, justifica Marco Bosoni, presidente da ABL.

Antonio Bento, CEO da IBS Energy, empresa especializada em gestão de energia e responsável pela gestão do projeto e da construção da subestação, explica que a estrutura foi dimensionada para demanda de energia acima da necessidade atual, justamente para atender a futuras ampliações do complexo fabril da ABL, em Cosmópolis, além de garantir qualidade no fornecimento de energia. “Mudando a demanda contratada de média para alta tensão, minimiza o risco de falhas e interrupções no fornecimento de energia, um ponto fundamental para a criticidade dos processos de produção da ABL e exportação, inclusive para os Estados Unidos. Uma simples interrupção pode danificar um lote inteiro de produção. Por isso a importância do fornecimento de energia sem interrupções. A IBS Energy está orgulhosa de ter participado de um projeto tão importante”, comenta Bento.

O projeto da instalação das 19 torres da linha de transmissão também teve a compensação ambiental, com o replantio, na área da ABL, de 12 mil árvores de várias espécies, incluindo pau-brasil.


Bolsonaro anuncia que privatizará 10 áreas portuárias no primeiro semestre

O Presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na tarde desta quinta-feira (14/02) que a Secretaria de Portos irá arrendar 10 áreas portuárias ainda no primeiro semestre de 2019. Por meio de sua conta no Twitter, o capitão da reserva disse que as concessões de 4 das 10 áreas serão feitas no mês que vem, o que já estava previsto em edital publicado no fim do ano passado.

Três dos terminais ficam no porto de Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES). As instalações são destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e fazem parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). A data do leilão está marcada para 22 de março.

Os investimentos nos quatro terminais, segundo estimativa feita no final do ano passado, é de quase R$ 200 milhões. Empresas e consórcios poderão apresentar propostas para a outorga das áreas até o dia 19 de março.

As empresas vencedoras poderão explorar uma região que soma mais de 130 mil metros quadrados por 25 anos. A maior área é a do porto de Vitória, que tem 74 mil metros quadrados.

Fonte: 24 Horas News

CADE aprova empresa de logística de união Correios e Azul

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a criação de uma empresa de logística de transporte de cargas entre os Correios e a Azul. Na terça-feira, 12, o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou que a operação deveria ser aprovada.

No julgamento, o conselho negou dois recursos apresentados pela Latam e Avianca contra o negócio e manteve o entendimento da Superintendência -Geral do órgão, que havia aprovado a operação em dezembro.

A Superintendência é a instância responsável por analisar operações consideradas mais simples e já havia dado o aval ao negócio, mas, como as concorrentes apresentaram recursos, o caso teve que ser julgado pelo tribunal do conselho.

Nos recursos, as empresas defenderam que o negócio pode afetar o ambiente concorrencial, já que a Azul poderá realizar, com exclusividade e de forma perene, o transporte aéreo doméstico da carga dos Correios, prejudicando os demais players do mercado.

As concorrentes expressaram ainda preocupação de que os Correios possam adotar práticas discriminatórias, estendendo para outros mercados o monopólio legal na entrega de cartas e sua posição dominante no mercado de entrega de encomenda.

O entendimento do conselheiro relator, Maurício Maia, que foi acompanhado pelos demais conselheiros, é que a operação não gera preocupações concorrenciais e ainda traz eficiências, ao criar uma nova empresa para o setor de logística de transportes de cargas. “A baixa participação da Azul nesse mercado afasta preocupações concorrenciais”, completou.

Negócio – A abertura de uma companhia pela Azul e pelos Correios foi anunciada em dezembro de 2017. A nova empresa terá participação de 50,01% da companhia aérea e 49,99% da estatal e oferecerá um serviço integrado para transporte de cargas com “potencial para se tornar a melhor plataforma de logística para o comércio eletrônico do País”, como disseram as empresas à época. A operação tem o objetivo de movimentar aproximadamente 100 mil toneladas de carga por ano.


Indústria paulista otimista: em 2019 pretende aumentar a produção e o emprego, aponta pesquisa da FIESP

Pesquisa indica que 72,9% dos empresários estão otimistas e pretendem aumentar a produção, enquanto 41,2% das empresas pretendem ampliar o emprego já no primeiro semestre

Os dados da Pesquisa Rumos “Expectativas com o novo governo, avaliação de 2018 e perspectivas para 2019”, feita pela Fiesp e pelo Ciesp com mais de 500 empresas, indica otimismo. Pretendem aumentar a produção este ano 72,9% dos industriais paulistas, um crescimento de 12 pontos percentuais em relação ao ano passado (60,9%). Outro resultado que chama a atenção refere-se ao emprego: 41,2% das empresas pretendem ampliar o quadro de funcionários ainda no primeiro semestre. Esse é o melhor resultado desde 2011, quando esse percentual era de 40,8%. A decisão de aumentar a produção ainda no 1º semestre foi confirmada por 68,2% dos industriais paulistas, enquanto 67,2% esperam ampliar as vendas no mercado interno e 51,3% aumentar suas exportações.

“Essa percepção positiva está em todos os setores da economia. Agora, cabe a nós, sociedade e governo, arregaçarmos as mangas e tornar realidade esse otimismo”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

GOVERNO – As empresas também estão bastante confiantes na política econômica do novo governo e 78% indicaram impacto positivo sobre as expectativas para este ano. Os empresários acreditam que o novo governo (presidente, governador, deputados e senadores eleitos este ano):

  • Aprovará reforma da previdência (92,4%), sendo aprovada ainda em 2019 para 60,9%
  • Aprovará reforma tributária (89,1%), sendo aprovada em 2019 ou 2020 para 71,1%
  • Não aumentará a carga tributária (93,6%)
  • Reduzirá o custo do crédito (87,9%)
  • Manterá importante o papel do BNDES (75,8%)
  • Aumentará incentivos para investimentos (62,1%)
  • Criará uma política industrial (64,0%)
  • Aumentará apoio e incentivo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico (63,0%)

Os dados da Pesquisa Rumos “Expectativas com o novo governo, avaliação de 2018 e perspectivas para 2019”, feita pela Fiesp e pelo Ciesp com mais de 500 empresas, indica otimismo. Pretendem aumentar a produção este ano 72,9% dos industriais paulistas, um crescimento de 12 pontos percentuais em relação ao ano passado (60,9%). Outro resultado que chama a atenção refere-se ao emprego: 41,2% das empresas pretendem ampliar o quadro de funcionários ainda no primeiro semestre. Esse é o melhor resultado desde 2011, quando esse percentual era de 40,8%. A decisão de aumentar a produção ainda no 1º semestre foi confirmada por 68,2% dos industriais paulistas, enquanto 67,2% esperam ampliar as vendas no mercado interno e 51,3% aumentar suas exportações.

“Essa percepção positiva está em todos os setores da economia. Agora, cabe a nós, sociedade e governo, arregaçarmos as mangas e tornar realidade esse otimismo”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.