Com 33% das importações aéreas brasileiras, Viracopos registra recorde histórico em 2020

Puxadas pelas importações, terminais do aeroporto recebem 262,2 mil toneladas de carga; maior marca anterior havia sido registrada em 2018    

Alavancado pelo aumento das movimentações na importação, exportação, cargas domésticas e remessas expressas, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou em 2020 recorde histórico de movimentação de carga (em peso) para um ano desde o início integral da concessão, em 2013, com um total de 262,2 mil toneladas. A maior marca anterior havia sido registrada em 2018, com 241,3 mil toneladas.

Na comparação do acumulado de 2020 com o total do ano de 2019, a alta foi de 18,16%, já que em 2019 foram movimentados pelo TECA (Terminal de Carga) de Viracopos 221,9 mil toneladas. A eficiente logística e a moderna infraestrutura do TECA foram fundamentais e estratégicas, por exemplo, para a chegada de medicamentos, equipamentos hospitalares, respiradores, máscaras, testes e vacinas para o combate à COVID-19.

Além do recorde de melhor ano em 2020, o mês de dezembro também representou o melhor mês em carga movimentada da história do aeroporto com um total de 28,4 mil toneladas. O recorde mensal anterior havia sido registrado em outubro de 2020 como 27,8 mil toneladas. Já na comparação de dezembro de 2020 com dezembro de 2019, a alta chegou a 63,9%.

Importação e Exportação – Na importação, a alta no peso foi de 2,45% no acumulado do ano em relação a 2019, com um total de 120,4 mil toneladas que chegaram ao país pelo TECA de Viracopos. Hoje, Viracopos é o maior em importação de carga aérea do país, movimentando mais de 1/3 de toda a carga aérea que chega ao Brasil. Em 2020, a participação do aeroporto foi de 38% no volume de cargas de importação aérea no Brasil.

Já em relação ao mês de dezembro, o crescimento na importação foi de 45,14% na comparação com o mesmo mês de 2019, sendo que dezembro foi o melhor mês de 2020, com um total de 12,7 mil toneladas.

A exportação também apresentou bons resultados com alta de 23,37% no acumulado do ano em relação a 2019, com um total de 77,1 mil toneladas de carga saindo do país por Viracopos. Na comparação entre os meses de dezembro, o crescimento foi de 41,7%, com 6,7 mil toneladas movimentadas no mês passado ante 4,7 mil toneladas do último mês de 2019..

Remessas expressas – Outro setor que apresentou alta foi o de remessas expressas (courier), de importação e exportação, com 5,1% de crescimento no acumulado do ano de 2020 em relação ao acumulado de 2019. Foram movimentadas no ano 5,7 mil toneladas de remessas expressas ante 5,4 mil toneladas de 2019.

Considerando apenas o mês de dezembro, a alta nas de remessas expressas foi de 24,3% em relação ao mesmo mês de 2019, com 563 quilos ante 453 quilos de carga.

Carga Nacional – A movimentação das chamadas cargas domésticas também apresentou forte crescimento em Viracopos no ano de 2020 na comparação com 2019.

Em 2020, foram movimentadas 58.829 toneladas ante 36.299 toneladas processadas no aeroporto em 2019, resultando em um aumento de 62,07%. Dezembro também representou o melhor mês de 2020 neste setor em Viracopos com um total de 8.378 toneladas.


Indústria farmacêutica do interior de São Paulo entra na lista das 10 maiores do Brasil. Conheça o Ranking.

A liderança no ranking das dez maiores indústrias farmacêuticas do Brasil não mudou de mãos. Mas o top 10 apresentou mudanças importantes nas posições seguintes e passou a contar com uma nova integrante: a Takeda, que possui um escritório em São Paulo e fábrica instalada em Jaguariúna (SP), no interior de São Paulo com mais de 500 colaboradores.

Líder – A indústria farmacêutica campeã em faturamento é a EMS. A companhia ainda não fechou os números do ano, mas já prevê superar as cifras de R$ 5,6 bilhões alcançadas em 2019. O crescimento em vendas na casa dos 20%, acima da média do setor, estimulou a empresa a antecipar investimentos de R$ 5 milhões na linha de produção.

A receita destinada à divulgação institucional também saltou de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões. Para 2021, a aposta está na ampliação do parque fabril de Hortolândia e em uma nova unidade de produtos oncológicos injetáveis.

Nova vice-líder – Já a segunda posição tem novo dono. A Eurofarma ultrapassou o Aché com forte apelo em inovação. No ano passado, a farmacêutica realizou seu primeiro aporte financeiro no segmento de beleza, por meio do fundo de investimentos Neuron Ventures. A bola da vez é a JustForYou, startup que utiliza algoritmos e inteligência artificial para desenvolver fórmulas personalizadas para xampus e condicionadores.

A companhia também foi a primeira do setor farmacêutico a lançar uma plataforma de e-commerce para venda e pesquisa de medicamentos. Outra que subiu de posto foi a Cimed, que passou do sexto para o quarto lugar.

Nova no top 10 – Da lista total de indústrias farmacêuticas, apenas três são estrangeiras. Mas até 2019 eram duas – a Sanofi (5ª colocada) e a Johnson & Johnson (9ª) ganharam a companhia da Takeda (10ª). A companhia japonesa tem sólida atuação no segmento de OTC, com marcas como Dramin e Neolsaldina. O Brasil responde por 83% do volume global de vendas dessa categoria, que está sendo adquirida pela Hypera Pharma em uma negociação de US$ 825 milhões.

 

Confira o quadro abaixo com dados da IQVIA, considerando os últimos 12 meses até novembro.

RANKING 2020

LABORATÓRIO POSIÇÃO 2020 POSIÇÃO 2019
EMS 1 1
EUROFARMA 2 3
ACHÉ 3 2
CIMED 4 6
SANOFI 5 4
NEO QUÍMICA 6 5
MEDLEY 7 7
BIOLAB 8 9
JOHNSON & JOHNSON 9 8
TAKEDA 10 12
     

* Fonte: IQVIA, PM Mix, base Nov’20, canal varejo

 

Com informações: Redação Panorama Farmacêutico


Para Grupo Martins “pandemia faz frete da China ser o mais alto da história”

A pandemia do Coronavírus provocou o maior aumento já visto na história dos fretes para transporte de carga entre Brasil e China. Por conta das festas de fim de ano os fretes sempre tiveram majoração chamada de General Rate Increase (GRI), que os armadores relacionam com a época do ano, a Peak Season. Esse aumento começa gradativo entre setembro e outubro, e normalmente vai até o Ano Novo Chinês, em meados de fevereiro. Os fretes sempre ficaram mais caro nessa época do ano, mas o que se tem visto são os preços nas alturas.

Com a Covid-19, houve uma redução da oferta de navios e um desequilíbrio no fluxo da frota de containers, ou seja, menos espaço e falta de equipamentos onde era necessário para muita demanda, reprimida durante os períodos em que o mundo intensificou lockdowns e  distanciamento social. Reflexo disso foi uma demanda reprimida que explodiu e os preços dos fretes tiveram uma subida acelerada em pouco tempo.

Para se ter uma ideia, trazer hoje um container da Ásia, em especial da China, custa entre USD 9 mil e USD 9,5 mil. Há um ano, antes da pandemia, esses valores eram significativamente menores, entre USD 800 e USD 1 mil. Isso representa dez vezes mais caro do que um ano atrás, e ainda não há espaço disponível para pelo menos duas ou três semanas à frente, o que era inimaginável pensar nesse cenário há alguns meses.

Aliado a isso, outro fator dificultador para a vida de importadores foi a forte desvalorização do real, que perdeu 28% do seu valor perante o dólar desde 31 de dezembro de 2019. A moeda americana é vendida atualmente a R$ 5,50 no comercial e R$ 5,80 no turismo, aproximadamente.

Segundo Marco Aurélio, gerente de agenciamento de carga e frete internacional do Grupo Martins, a tendência é de queda dos preços do frete para a Ásia, após o feriado chinês. “Minha percepção é que depois de fevereiro esses preços devem começar a cair um pouco. Principalmente porque os importadores podem tentar buscar outros mercados com fretes mais competitivos enquanto a temperatura estiver alta na China, além da diminuição no volume em especial de mercadorias que fiquem com preços impraticáveis para o consumo baseado na combinação frete alto e cambio alto. Esta pode ser a formula para os preços dos fretes dá a Ásia ficarem mais em conta”, prevê o executivo.

Outro aspecto que poucos perceberam é a incidência sobre esses valores do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), de 25 % sobre o valor do frete, ou seja, em um ano passou de uma média de USD 250,00 para próximo de USD 2.500,00.


Porto de Santos inaugura pátio e poderá receber mais de 600 caminhões por dia

Apesar de pertencer ao Grupo Cosan, que tem terminais de açúcar em Santos, o pátio será aberto a qualquer carga e a qualquer operador com destino ao Porto de Santos, informou a Rumo Logística.

A empresa confirmou o início das operações para o próximo mês, “assim que a interface com o sistema da Codesp estiver finalizada”, e que a instalação irá operar 24 horas, terá 150 vagas estáticas e poderá receber 600 caminhões por dia.

Agendamento de caminhões – Segundo a autoridade portuária, o agendamento da chegada de caminhões ao Porto de Santos é realizado desde 2014, visando, principalmente, o atendimento do escoamento da safra nacional, que tem início em fevereiro e pico de fluxo em março e abril.

Já no segundo semestre, em agosto ocorre a chegada do maior número de veículos rodoviários e, para evitar que os caminhões formem filas nas rodovias, é feito o ajuste do período agendado, com parada obrigatória nos pátios credenciados fora do Porto, para triagem e estacionamento até a chamada dos caminhões aos terminais.


Governo vai zerar tarifa de importação de pneus

Em transmissão ao vivo em suas redes sociais na noite da última quinta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus.

A medida deve ser divulgada na próxima semana, segundo informou o chefe do Executivo. O presidente comentou sobre o assunto ao citar uma decisão anterior da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que zerou a alíquota de importação de armas.

A definição, contudo, foi derrubada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. “Agora o que eu fiz, espero que esse ministro agora não queira dar uma canetada né. Porque pela Camex são tarifas, não é imposto. A tarifa de importação de pneus, que interessa os caminhoneiros, está em torno de 16%, que interessa os caminhoneiros. Conversei com o Paulo Guedes, vamos zerar”, declarou.