Movimento de cargas no Porto de Santos em 2018 mantém recorde e já ultrapassa 110 milhões de toneladas

O Porto de Santos registrou, de janeiro a outubro de 2018, mais de 110,6 milhões de toneladas de carga movimentadas, crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, representando novo recorde. O destaque é a movimentação de contêineres (8,8% de aumento), chegando à marca histórica de quase 3,5 milhões TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto no ano passado foram 3,17 milhões. Os dados foram compilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Levando em conta apenas o mês de outubro, foram registradas 10,25 milhões de toneladas, uma queda de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foi registrado o recorde histórico para o mês (11,36 milhões).

O total de embarques no período foi de 78,98 milhões de toneladas, uma diminuição de 0,5% em relação a igual período do ano passado.  A maior movimentação no ano é do complexo soja (grãos e farelos), com a marca de 24,98 milhões de toneladas, crescimento de 20,8% em relação a 2017 (20,68 milhões t), o que representa recorde para o produto e quase 1/4 de toda a movimentação do Porto.

O 2º produto em movimentação foi o açúcar, com a marca de 12,89 milhões de toneladas. O resultado é 27,5% menor que o de 2017 (17,79 milhões, de janeiro a outubro). Na terceira posição está o milho, com 8,37 milhões, redução de 21,2% em comparação ao ano anterior (em 2017 foram 10,63 milhões no período). Completam as cinco cargas de maior movimentação no fluxo de embarque em 2018: celulose, com 3,76 milhões de toneladas (crescimento de 56,1% em relação a 2017) e sucos cítricos, com 1,92 milhões (crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior). Estas duas últimas também registram suas marcas recordes para a movimentação anual em Santos.

No fluxo de desembarques, houve crescimento de 6,7% em relação a 2017, marca que também é recorde no Porto de Santos. Foram 31,67 milhões de toneladas, enquanto no ano passado foram 29,68 milhões. O produto de maior movimentação foi o adubo, com 3,27 milhões (o que significa também que é a 5ª carga de maior movimentação no total). Na comparação com 2017, há crescimento de 1,2% (3,24 milhões entre janeiro e outubro). A 2ª carga mais desembarcada foi o enxofre, com 1,74 milhões (18,3% de crescimento; 1,47 milhões no ano passado). Completam as cinco cargas de maior movimentação no fluxo de desembarque: óleo diesel (1,56 milhões); trigo, que mantém números de recordes históricos no ano, com 1,13 milhão; e soda cáustica, com 815,7 mil.


Comércio exterior crescerá 5% em 2019, diz Maersk

Apesar dos tímidos resultados obtidos neste ano, quando nem mesmo as expectativas de vendas de Natal impulsionaram as importações no País e as exportações também ficaram abaixo do esperado, as perspectivas do comércio exterior são positivas para 2019. A Maersk Line, líder mundial no transporte de contêineres, prevê um crescimento de aproximadamente 3,5% em 2018 e 5% em 2019.

As previsões vêm após um terceiro trimestre em que importações e exportações cresceram apenas 3%, após o 1% registrado no segundo trimestre, impactado pela greve dos caminhoneiros. De acordo com o diretor da Safmarine para a Costa Leste da América do Sul, Denis Freitas, esta paralisação foi um motivo que forçou para baixo os números de 2018.

As incertezas diante do cenário eleitoral também causaram um impacto negativo nas trocas comerciais do Brasil com outros países. Outro fator que também comprometeu as importações foi a alta do dólar, principalmente no início do semestre. A moeda americana bateu a marca dos R$ 4,15.

Segundo a Maersk, o volume no transporte de eletrônicos cresceu 22% em janeiro, 32% em fevereiro e 49% em março, antes da Copa do Mundo. No entanto, em agosto, as importações de eletrônicos caíram 15%, um sinal preocupante de que nem tudo estava indo bem para o varejo brasileiro antes do Natal. Tradicionalmente, este mês registra crescimento de dois dígitos na corrida para a temporada de festas de fim de ano, já que o varejo costuma fazer pedidos em julho.

Outro fator que aponta essa desaceleração é a redução de 15% nas importações de eletrônicos na região Norte do País. Isto mostra que houve uma queda na produção de eletroeletrônicos em Manaus, durante o terceiro trimestre.

De acordo com a Maersk, os embarques também foram afetados pela redução no espaço nos navios e diante da escassa disponibilida de de contêineres. A situação ficou ainda mais preocupante diante da grande safra de algodão.

No terceiro trimestre, as exportações de cargas secas subiram apenas 3% enquanto as de carga refrigerada tiveram uma modesta alta de 1%.

Neste mercado, as exportações para a Europa registraram queda de 15%. Por outro lado, os embarques para a Ásia aumentaram 11%, com a proibição da Rússia e da União Europeia tendo prejudicado a indústria brasileira de proteína, que continuou se adaptando e transferindo seus volumes de negócio para o Extremo Oriente.

Fonte: A Tribuna

Empresa do setor farmacêutico inaugura fábrica em Jundiaí

Com a presença do prefeito Luiz Fernando Machado, a empresa francesa do ramo farmacêutico Besins Healthcare inaugurou oficialmente, nesta quarta-feira (28), a sua fábrica em Jundiaí, construída em uma área de 3 mil m² com investimento de R$ 11 milhões. A unidade vai gerar 30 novos postos de trabalho no Município. Em outubro deste ano, Jundiaí foi a segunda cidade do Estado na criação de empregos, segundo dados do Caged, tendo aberto 769 vagas com carteira assinada (saldo de contratações menos demissões).

Na ocasião, o prefeito destacou que a vinda do grupo agrega valor à cidade, cuja gestão vem trabalhando fortemente para manter o seu status de “business friendly” (favorável a negócios). “Nós acreditamos em um Estado menor, com o poder público agindo como indutor da geração de empregos pela iniciativa privada. É sob esta ótica que temos trabalhado desde o início do ano passado”, disse Luiz Fernando. “Vamos continuar nos esforçando para manter Jundiaí como referência no mercado global”, completou.

A presidente da Besins no Brasil, Laurena Magnoni, disse que a inauguração é um marco histórico para o grupo francês, fundado em 1885 por Abel Besins. “Vamos implantar uma operação de destaque em Jundiaí que vai contribuir significantemente para ampliar a nossa presença na América Latina e também na comunidade local. A empresa atinge um novo patamar com inauguração desta planta em Jundiaí”, afirmou.

A executiva, que participou do “Café com o Prefeito” em maio deste ano, voltou a afirmar que a interlocução com a Prefeitura e os índices de qualidade de vida de Jundiaí foram determinantes para a escolha do grupo. “Nossa empresa preza muito pelo bem-estar dos colaboradores e, por isso, temos convicção de que fizemos a aposta certa”, afirmou. O principal objetivo da empresa com a nova fábrica será a produção de suplementos alimentares inovadores como, por exemplo, as linhas Ogestan, Andractiv e Inversion.


SMART inaugura fábrica em Atibaia e avança na diversificação de seus negócios no Brasil

A SMART Modular Technologies Brasil inaugura nesta quinta sua fábrica de baterias íons de polímero de lítio, em Atibaia, interior de São Paulo. A empresa dá um importante passo na diversificação de sua linha de produtos e inova ao trazer tecnologia de fabricação de baterias de última geração ao Brasil.

Com foco em acompanhar a crescente demanda do mercado de baterias com múltiplas aplicações, a empresa inicia a produção com modelos destinados a smartphones – que têm migrado para baterias de polímero de lítio por serem mais compactas e terem maior capacidade de armazenamento. A fábrica terá capacidade produtiva inicial para mais de seis milhões de unidades por ano.

Por ser parceira de um dos maiores fabricantes mundiais de células de baterias de polímeros de lítio e por ter sido qualificada para atender à demanda de clientes já existentes, a SMART pretende conquistar rapidamente 20% de participação de mercado. O objetivo é ampliar o portfólio de produtos e oferecer baterias de lítio usadas em notebooks e empregadas por outros segmentos, como tablets, dispositivos da Internet das Coisas, ou IoT, entre outros.

O novo investimento faz parte do plano de expansão da SMART, anunciado em maio deste ano. A empresa pretende investir R$ 700 milhões no país até 2021, com foco na ampliação da sua capacidade produtiva, no desenvolvimento tecnológico de sua unidade de encapsulamento de semicondutores e no lançamento de novos produtos, como solid state drives ou SSD’s, baterias estacionárias, para módulos de IoT e até para veículos elétricos. Para o êxito desses importantes projetos, a empresa também continuará investindo significativamente em Pesquisa & Desenvolvimento e na capacitação de seus recursos humanos. “Estamos muito felizes em inaugurar nossa nova fábrica e em ampliar o nosso negócio no Brasil. Sabemos do potencial do país no campo tecnológico e os investimentos que fazemos aqui reforçam a nossa crença no mercado local”, diz Rogério Nunes, diretor presidente da SMART no Brasil.

A empresa, que há um ano inaugurou o primeiro laboratório de testes e prototipagem de componentes semicondutores do Brasil em parceria com o Instituto Eldorado, sediado em Campinas/SP, desenvolve, projeta, produz e comercializa no país componentes e dispositivos de memória de qualidade mundial para os maiores fabricantes globais de smartphones, computadores pessoais, servidores e smart TVs.

A inauguração da nova fábrica em Atibaia e o laboratório em Campinas tiveram apoio da Investe São Paulo – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade. Para a planta de baterias, a agência deu suporte tributário. “Todas as iniciativas que têm como foco a inovação ajudam a promover o desenvolvimento econômico no Estado de São Paulo. Elas são prioritárias para o estado paulista”, destaca o diretor da Investe SP, Sérgio Costa.


Fabricante de retroescavadeiras e máquinas anuncia investimentos no Brasil

A fabricante de retroescavadeiras e máquinas JCB vai investir R$ 40 milhões para o período entre 2019 e 2021. O novo aporte no Brasil prevê o lançamento de um a dois novos modelos de máquinas por ano até 2021 e pretende ampliar as vendas em 40% ao fim destes três anos. A companhia também visa a fortalecer a rede de distribuidores.

 O anúncio foi feito pela empresa durante a M&T Expo, feira do setor de construção que ocorre até 29 de novembro no São Paulo Expo. O novo ciclo dá continuidade aos R$ 70 milhões injetados pela empresa no Brasil entre 2015 e 2018.

O investimento em soluções que impulsionam o desenvolvimento do mercado de obras é fundamental para que o Brasil alcance todo o seu potencial produtivo, afirma o diretor de vendas e marketing da JCB do Brasil, Alisson Brandes.

 Durante a M&T Expo a JCB mostrou três novos equipamentos, a escavadeira hidráulica JCB JS130LC, a minicarregadeira JCB SSL 250 e a miniescavadeira JCB 55Z. As máquinas integram um projeto global focado na economia de combustível, alto desempenho, facilidade de manutenção e agilidade.