Aeroporto de São José dos Campos torna-se municipal e seguirá à iniciativa privada

Após 25 anos de tentativas, a Prefeitura de São José dos Campos conseguiu finalmente obter a municipalização do aeroporto Professor Ernesto Stumpf. Convênio neste sentido foi firmado neste início de 2021 (02/01), com o governo federal, por meio do Ministério da Infraestrutura e a Prefeitura Municipal. A medida já foi publicada no Diário Oficial da União.

Considerado de interesse público municipal, o convênio permitirá à Prefeitura deter a municipalização do aeroporto pelos próximos 35 anos, podendo ser pleiteada a renovação. Pelo convênio, a gestão continua sendo municipal, seguindo os interesses públicos do município.

Gestão privada – A Prefeitura dará início agora a estudos para lançamento da licitação para escolha da empresa privada que ficará responsável pela administração comercial do aeroporto. A licitação deverá ser concluída até dezembro de 2021.

No entanto, a Prefeitura continuará como a gestora municipal do convênio perante o governo federal. Pelo convênio, a Infraero ainda continuará administrando o aeroporto até o final de 2021 ou até quando for encerrada a licitação para escolha da empresa gestora do aeroporto.

Novos negócios – Para a Prefeitura, a futura concessionária que vencer a licitação terá grandes chances de atrair novos investimentos para o aeroporto, sobretudo nas áreas de e-comerce (comércio eletrônico), nacional e internacional, e, ainda, atração de mais voos cargueiros, executivos e também de passageiros (domésticos).

De acordo com estudo realizado pela Prefeitura e já apresentado à Secretaria Nacional de Aviação Civil, o aeroporto de São José dos Campos conta com boa infraestrutura tanto para movimentação de cargas ou trânsito de passageiros.

Os dirigentes da Prefeitura ressaltaram o papel de diretores do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e também do reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Anderson Correia, para que o município obtivesse o direito à municipalização do aeroporto.

Segundo Anderson Correia, a Prefeitura dará um uso estratégico ao aeroporto para a cidade e região, tanto para transporte de cargas quanto para passageiros. “Em um ano esse aeroporto começa a decolar”, vislumbrou o reitor do ITA.

Com a eminência da assinatura do convênio, que ocorreu nesta quarta-feira, foi informado que ao menos 12 empresas do setor de comércio eletrônico e transportadoras já manifestaram interesse em eventualmente utilizar os serviços do futuro aeroporto municipalizado.


No interior de São Paulo, White Martins inaugura maior planta da América Latina

 “A robustez deste projeto mostra a relevância do mercado brasileiro para a empresa. Reunimos nesta unidade tudo que há de mais moderno no mundo em termos de produção de gases com o objetivo de entregar ainda mais confiabilidade, inovação e excelência no atendimento aos nossos clientes. Temos o compromisso de fornecer produtos e serviços essenciais à vida de milhares de pessoas e ao desenvolvimento econômico do país”, ressalta o presidente da White Martins, Gilney Bastos.

A unidade da White Martins em Vinhedo traz vantagens competitivas para o interior do estado de São Paulo ao incrementar a cadeia de fornecimento para a indústria paulista. Desenhada para promover ainda mais integração entre as áreas de Engenharia, Operações e Negócios da empresa, a planta foi concebida em linha com os padrões da Indústria 4.0 e passa a ser uma referência em inovação na América do Sul. A nova planta é totalmente paletizada, o que reduz significativamente o manuseio de cilindros e garante maior segurança e ergonomia à operação, além de permitir um aumento de produtividade da ordem de 15 a 20% no processo de carga e descarga dos caminhões.

Os ganhos em eficiência operacional e competitividade se refletem em todas as etapas do processo produtivo da planta. A operação toda automatizada da ilha de enchimento de cilindros, composta por 18 racks, garante ainda mais segurança e agilidade para atendimento aos clientes de gases medicinais, industriais e especiais em todo o país. Já a análise dos produtos passou a ser realizada na área de enchimento, permitindo maior agilidade na liberação dos lotes de produção, além de maior precisão e confiabilidade nos resultados.

A área de conservação de cilindros também recebeu melhorias: em vez de passarem por testes hidrostáticos, estes equipamentos agora são inspecionados por uma máquina de ultrassom, que verifica a resistência e detecta anormalidades e defeitos nos mesmos, além de eliminar o uso da água nessa etapa. Outra tecnologia que proporciona a diminuição do consumo de recursos naturais e geração de resíduos é a nova máquina de pintura de cilindros: ao aplicar uma camada mais fina de tinta na superfície, o equipamento reduz o uso desse insumo em cerca de 10%.

Equipado com aparelhos de última geração, o complexo de laboratórios instalado na Unidade Vinhedo permite alcançar patamares similares aos maiores institutos de tecnologia do mundo em termos de estudo de gases. Esta estrutura viabiliza uma infinidade de possibilidades de misturas de gases, com altíssimos graus de complexidade, além de concentrações e composições que podem variar de 2 até 70 componentes no mesmo cilindro. A alta tecnologia embarcada e a precisão das balanças com foco em controle de pressão, umidade e temperatura fazem com que este complexo de laboratórios alcance índices de capacidade analítica e rastreabilidade metrológica ainda inéditos no país, com ganho de 20 a 30% de eficiência na produção.

A posição estratégica da unidade possibilitou ainda a instalação de um Centro de Operações de Homecare para armazenagem e realização da manutenção de dispositivos médicos e oxigenoterapia domiciliar, garantindo maior agilidade e eficiência no atendimento a esse segmento de Norte a Sul do país.


Ágeis e seguras, vistorias remotas podem se tornar tendência em 2021

A pandemia acelerou práticas que transformaram diversos setores em nível mundial. Para o segmento logístico não foi diferente. A vistoria remota de cargas se consagrou como uma forma ágil e segura para a manutenção dos serviços. A Multilog, um dos maiores players logísticos do Brasil e um dos primeiros a adotar a prática, realizou mais de 300 vistorias neste formato em apenas oito meses.

O modelo foi aplicado em unidades do Sudeste e do Sul. A primeira vistoria remota foi realizada em abril de 2020 na unidade de Campinas (SP). As mais recentes foram registradas em dezembro no Clia Multilog de Itajaí (SC), com a vistoria de serviços de etiquetagem e da desova de madeira em container. 

“Estamos muito confiantes com os avanços na agenda de transformação digital que o cenário adverso impulsionou ao longo de 2020 e orgulhosos em participar do projeto piloto. As vistorias virtuais são uma ferramenta de extrema relevância, pois apoiam os fiscais VIGIAGRO no cumprimento de suas obrigações de forma ágil e segura, evitando deslocamentos e trazendo celeridade aos processos de importação. Um excelente exemplo de ação integrada onde VIAGIAGRO, Importadores e CLIA só tem a ganhar”, destaca Daniela Killner, Gerente de Comércio Exterior da Diageo.

Para implementar a vistoria remota foi necessário fazer adequações estruturais nas unidades e na plataforma Genius WebVistoria, desenvolvida pela Multilog. Como era uma medida já prevista pela empresa, teve uma aplicabilidade ágil e eficaz. “A Multilog busca constantemente a inovação e, por isso, a vistoria remota era algo que já estudávamos. Diante da situação, antecipamos a demanda e conseguimos implementar com grande agilidade todas as solicitações de melhorias apontadas durante o processo”, explica Leonardo Moura, Gerente de TI. Consagrado, o modelo vem se tornando referência para o setor como um todo.


Maersk projeta ampliar operação no Brasil e prevê alta de 3,5 na exportação e 7% na importação em 2021

A.P. Moller-Maersk, investidor bilionário no Brasil e maior empresa de logística integrada do mundo, divulgou novo relatório do comércio e apresentou números mais otimistas para 2021. O relatório prevê um crescimento de 3,5% nas exportações e de 7% nas importações neste ano. Além disso, a líder global no transporte marítimo de contêineres está focada em ampliar a operação no Brasil e em expandir a movimentação de carga pela via terrestre, aérea e por cabotagem.

De acordo com Julian Thomas, presidente do grupo Maersk no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, a expectativa da Maersk para 2021 é de muito otimismo no Brasil. “A meta é crescer cerca de 20% em faturamento por conta do plano de expansão dos serviços logísticos no país e ampliar essa oferta para um tremendo portfólio de clientes que usam nossos navios.”

O balanço indica que a exportação se manteve positiva ao longo de todo o último ano, com crescimento de 4% no primeiro trimestre, 1% no segundo (período de pico da pandemia do COVID-19) e 7% entre julho e setembro. Segundo José Salgado, diretor executivo comercial da Maersk, o resultado se deve a fatores como “A guerra comercial entre China e Estados Unidos, a valorização do dólar e a seca nos Estados Unidos, que favoreceu produtos brasileiros como soja, milho e o suco de laranja”.

Ainda segundo o relatório, o produto refrigerado de maior destaque em 2020 é a proteína animal, especialmente a carne suína, que cresceu 63% em relação a 2019. As exportações de frutas também apresentaram crescimento de 15%. Enquanto isso, a madeira foi destaque entre as cargas secas, com aumento de 28%, principalmente para os mercados da Ásia e dos Estados Unidos. Além do café, que também teve um aumento elevado na exportação, com crescimento de 10%, com maior destaque durante o mês de novembro.

“Percebemos uma evolução de crescimento mais rápida na área de refrigeradores, principalmente em frutas e proteína animal, que estão diretamente ligadas ao consumo. Apesar da pandemia e da crise mundial, a exportação vem se recuperando”, finaliza Salgado.

Fonte: Comex do Brasil com informações da  Maersk

Indústria cresce 1,2% em novembro, em sétima alta consecutiva

Pelo sétimo mês seguido, a produção da indústria nacional cresceu frente ao mês anterior, com alta de 1,2% em novembro contra outubro. Somado ao crescimento de maio (8,7%), junho (9,6%), julho (8,6%), agosto (3,4%), setembro (2,8%) e outubro (1,1%), o setor acumula alta de 40,7%, o que elimina a perda de 27,1% entre março e abril, meses em que o isolamento social foi mais rigoroso e fez a indústria atingir o nível mais baixo da série. Com isso, o setor está 2,6% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (8) pelo IBGE, que mostra ainda que, em relação a novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%. De janeiro a novembro de 2020, o setor acumula perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo recente, a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

Todas as grandes categorias apresentaram alta frente a outubro, com destaque para Bens de capital (7,4%) e Bens de consumo duráveis (6,2%), que tiveram as maiores taxas positivas. É o sétimo mês seguido de expansão na produção em ambas, com acúmulo de 129,7% na primeira e 550,7% na segunda. As duas categorias estão acima do patamar pré-pandemia: 12,2% e 2,7%, respectivamente.

Ainda na comparação com outubro, Bens de consumo semi e não duráveis (1,5%) e Bens intermediários (0,1%) também cresceram em novembro, revertendo as quedas de 0,1% e 0,4%, respectivamente, no mês anterior.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de novembro mostra a manutenção do quadro dos últimos meses. “O avanço é quase o mesmo do mês anterior e faz com que o setor siga ampliando o aumento com relação ao patamar pré-pandemia. E houve um predomínio no crescimento, ou seja, todas as categorias e a maior parte das atividades tiveram aumento”, explica.

Setor de veículos recupera patamar pré-pandemia – O setor de Veículos automotores, reboques e carrocerias segue sendo a maior influência da indústria nacional. Com a alta de 11,1% apresentada em novembro frente a outubro, a atividade, após quedas nos meses críticos da pandemia, acumula expansão de 1.203,2% em sete meses consecutivos, superando em 0,7% o patamar de fevereiro.

A magnitude do crescimento e a importância do setor na indústria também se dá nos reflexos em outros ramos, já que a produção de veículos influencia em atividades como metalurgia, com estímulo da produção de aço, e outros produtos químicos, área que engloba tintas de pintura, por exemplo. Ambas tiveram alta em novembro, de 1,6% e 5,9%, respectivamente. “É a tendência deste período de retomada da produção após os meses mais rigorosos de isolamento”, afirma Macedo sobre o crescimento no setor de veículos.

Outras atividades deram contribuições positivas relevantes ao resultado de novembro, como Confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,3%), Máquinas e equipamentos (4,1%), Impressão e reprodução de gravações (42,9%), Couro, artigos para viagem e calçados (7,9%), Bebidas (3,1%), Produtos de metal (3,0%) e Outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as nove atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram: Produtos alimentícios (-3,1%), que acumula redução de 5,9% em dois meses consecutivos de queda, o que eliminou a expansão de 4,0% registrada entre julho e setembro; Indústrias extrativas (-2,4%), com o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 10,4%; e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que diminuiu 9,8%), interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos.

Resultado positivo em três categorias – Ao comparar novembro de 2020 com novembro de 2019, o setor industrial teve aumento de 2,8%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, além de 16 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 63,0% dos 805 produtos pesquisados.

Dentre as atividades, destaque para Máquinas e equipamentos, com alta de 15,9%; Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com aumento de 4,9%; Outros produtos químicos, que registrou taxa positiva de 8,4%; Bebidas, que cresceu 11,2%; e Produtos de metal, com expansão de 13,6%.

Já entre as grandes categorias econômicas, Bens de capital (12,8%) assinalou, em novembro de 2020, a maior alta. Os segmentos de Bens intermediários (3,6%) e de Bens de consumo duráveis (2,7%) também mostraram expansão na produção, enquanto o setor produtor de Bens de consumo semi e não duráveis (-0,9%) registrou a única taxa negativa nesse mês.