“Nunca estivemos tão perto”, afirma secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, sobre acordo entre Mercosul e União Europeia

O secretário discursou durante o Congresso Mundial das Câmaras de Comércio, que está sendo realizado entre os dias 12 e 14 no Rio de Janeiro. Em conversa com a imprensa, nas margens do evento, o representante do governo revelou que uma reunião de alto nível deve acontecer no final de junho, com ministros do bloco sul-americano e europeu.

Segundo o economista, detalhes finais ainda estão sendo negociados nas áreas de agricultura, serviços e manufatura. No entanto, os pormenores  só poderão ser revelados após o fim das negociações.

De todo modo, Troyjo espera que os detalhes sejam superados.

“Estamos muito perto. Estamos otimistas de que vamos conseguir superar. Nos queremos fazer um acordo desde que não haja prejuízo para os produtores do Mercosul”, afirmou ele aos jornalistas.

O secretário comentou que está acontecendo um “encerramento de ciclo” político na União Europeia, com as eleições na região, o que seria favorável para negociar os aspectos finais do acordo comercial entre os blocos. No entanto, se a janela de oportunidades for perdida, a negociação poderá durar por mais tempo.

“A gente está muito perto, mas pênalti bem batido é aquele que a bola entra. Tem que terminar o jogo”, concluiu Marcos Troyjo.


Porto de Santos prepara nova regra tarifária; agentes criticam

A Porto de Santos se prepara para adotar uma nova metodologia em seu sistema tarifário. A mudança ocorrerá na Tabela 1, relativa ao uso da infraestrutura portuária na atracação e movimentação de cargas.

Mas a medida foi criticada por agentes marítimos. Eles entendem que não devem custear as garantias dos serviços e jogam a responsabilidade para os operadores. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) diz que a cobrança será feita às armadoras, mas, se não tiverem sede no País, a conta pode recair para os agentes.

A nova metodologia integra a Resolução 154.2019 da Autoridade Portuária e passará a valer em 1 de agosto. O presidente da Codesp, Casemiro Tércio Carvalho, informa que vai fazer “o que é correto”. “Ao longo do tempo houve um desvio (de responsabilidade), em que a Tarifa 1 era da operadora (portuária). Isso nunca deveria ter acontecido”. Por conta da norma ainda em vigor, ele diz ter “milhões de reais de contas não pagas”.

De acordo com José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), as exigências aos requisitantes dos serviços portuários “estão causando grande insegurança e inquietação na categoria econômica dos agentes marítimos”.

Entre as novas regras, Roque destaca negativamente os pedidos de garantias, como a cobrança da carta de fiança bancária, seguro garantia ou depósito caução em espécie no valor nunca inferior a R$ 100 mil. Além disso, aqueles que tiverem débitos com a Autoridade Portuária não terão autorização para atracar no cais.

“Caso seja mantido este novo procedimento, os agentes marítimos terão que arcar com vultosos valores. Esse procedimento irá onerar as operações dos navios e aumentar o chamado custo Brasil, considerando que a caução ou fiança bancária terá que ser ajustada para uma nova realidade”.

Tércio reforça que o ajuste na Tarifa 1 não vai aumentar nenhum custo e sequer haverá reajuste nos valores praticados. “Não vou cobrar do operador, mas do armador. Se este não tiver escritório no Brasil e colocar (a questão) na mão do agente marítimo, ele (agente) tem que fazer uma relação contratual onde isso esteja incluso”.

O diretor do Sindamar pede a revogação da resolução da Codesp ao alegar que a mudança vai “inviabilizar a atividade do agente de navio”. Roque acrescenta que a Autoridade Portuária ampliou a norma geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e “extrapolou sua competência”.

Tércio rebate que só pretende cobrar o que é devido pelo serviço. “Essa vai ser a prática. É a lógica do que a Antaq está propondo com uma nova estrutura tarifária. A minuta (do novo modelo) está quase pronta. Devemos passar isso pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) para dar conhecimento à comunidade portuária e apresentar para a Antaq”.

Fonte: A Tribuna


Com Telemetria em empilhadeiras e máquinas, AmstedMaxion reduz 25% do custo de sua operação logística

Ganhos com produto da empresa SOFTRACK são notados em todo o parque industrial e se tornam um “case de sucesso”.

A gestão de frotas de máquinas para movimentação de carga tem a função principal de melhorar o desempenho na utilização desses maquinários. Os ganhos são sentidos em diversos pontos do parque industrial da empresa. Um bom exemplo ocorreu na empresa AmstedMaxion, localizada na cidade de Cruzeiro (SP), na ponta do Vale do Paraíba.

A AmstedMaxion é a principal referência latino-americana no desenvolvimento e fabricação de rodas de aço, fundidos ferroviários para truques e sistemas de choque e tração, tais como extremidades fundidas de viga central, engates tipo E e F, braçadeiras fixas e rotativas, aparelhos de choque e tração, hastes de ligação, cruzetas, colares, espelhos, além de rodas ferroviárias com tecnologia de aço microligado. São componentes robustos e com alto desempenho operacional.

Este mesmo alto desempenho operacional também é uma qualidade do braço logístico de movimentação de cargas da AmstedMaxion. A empresa, que trabalha com tecnologias da Softrack, da cidade de Campinas (SP), tem apresentado resultados expressivos, como explica Vanessa Castro, Coordenadora de Logística da empresa. “De imediato, reduzimos nossa frota em 25% com a otimização da utilização das empilhadeiras e de seus condutores. Porém, os resultados extrapolam, e muito, o que é identificado neste primeiro momento.”, comemora Castro.

Realmente os avanços não param por aí. Com a utilização do sistema, é possível reunir informações operacionais e estratégicas para análise com o objetivo de apoiar as tomadas de decisão dos processos das empresas, otimizando os serviços prestados e reduzindo custos. Neste caso, as ações estratégicas foram extremamente assertivas ao utilizar os relatórios. Reuniões gerenciais foram realizadas para que a Softrack desenvolvesse ajustes sob medida, modelados para a AmstedMaxion. “Nossa operação é muito particular, ímpar. Após a consultoria e utilização das ferramentas adequadas da Softrack, os relatórios caíram como uma luva às nossas operações e os ganhos foram infinitos”, enaltece Castro.

O sistema da SOFTRACK é composto por soluções Web e equipamentos eletrônicos instalados diretamente nos veículos. Os softwares capturam os dados dos dispositivos e fornecem, de forma clara e objetiva, gráficos que mostram as mais diversas informações a respeito da frota, como planejamento e acompanhamento das viagens em tempo real, cercas eletrônicas, viagens realizadas, trocas de mensagens entre os motoristas e a central de monitoramento – seja ela própria ou terceirizada – e alertas de velocidade e de paradas. Ele monitora máquinas utilizadas em armazéns e pátios, como empilhadeira e elevadores industriais.

“Hoje em dia, se notarmos, encontramos a presença da tecnologia em tudo o que fazemos. Desde a utilização continua de um smartphone até aplicativos que facilitam sua rotina diária mesmo fora do trabalho. A gestão de frotas e seus benefícios não podem ficar de fora desses avanços e muitas empresas já notaram esse benefício, como ocorreu com a AmstedMaxion”, explica Mario Neto Bavaresco, diretor da SOFTRACK, empresa de soluções sistêmicas e operacionais na gestão de frotas.

Case de sucesso – Além de ganhos operacionais e, consequentemente, na redução de custos, a empresa se viu diante de outras vantagens indiretas. Os relatórios comprovavam tudo o que se passava na empresa e hoje se tem uma visão completa do parque industrial. Mesmo após 3 anos são gerados relatórios que servem de fonte de consulta e parâmetros de evolução.

Recentemente a AmstedMaxion migrou para uma nova tecnologia “Power BI”. “Aprovamos sem nenhuma dúvida, pois hoje temos a certeza que a Softrack e sua equipe de profissionais cumprem tudo o que prometem. Somos muito bem atendidos”, finaliza Castro.

Para a Softrack o projeto com a AmstedMaxion foi um grande case de sucesso. A companhia passou a ter acesso a informações que antes não tinha, uma vez que foram expostos dados de acompanhamento e utilização dos ativos, dirigibilidade operacional, ociosidade dos ativos e velocidade dos equipamentos na operação. “Atuamos hoje no Brasil e América Latina e atingimos quase 2.000 equipamentos com nossa tecnologia”, finaliza Neto.


Novo voo cargueiro em Guarulhos é opção do embarque de cargas da Ásia e Europa para a América do Sul

A empresa aérea Turkish Airlines lançou o segundo voo cargueiro semanal partindo do Aeroporto de Istambul, na Turquia, para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP).

A segunda rota semanal, de ida e volta, Istambul/Dakar/Guarulhos, iniciada desde meados de maio, será operada todos os domingos e é uma excelente opção para conectar cargas de toda a Ásia e Europa para a América do Sul.
Para o novo voo, a empresa aérea escolheu um Boeing modelo 747-400 Freighter, com capacidade de 115 toneladas. Ele entra em operação com a expectativa de atender as demandas de importação e exportação brasileira dos segmentos farmacêutico, automotivo, maquinário, tecnologia e eletroeletrônico.

A Turkish Airlines possui ainda um voo cargueiro de Istambul à GRU Airport, operado todas às quintas-feiras com um equipamento Airbus B777, para até 105 toneladas de carga e voos mistos (passageiros e cargas) diariamente.
“A expansão desta parceria espelha os resultados positivos que temos obtido desde 2017. Nossas projeções para este ano são de contínuo crescimento, o que inclui oferta de novos serviços e investimento em infraestrutura”, diz Leandro Pinheiro, gerente do GRU Airport Cargo.

Em 2018, as operações de carga no Aeroporto Internacional de Guarulhos, alcançaram 42% de market share para transporte de carga aérea brasileiro, com mais de 305 mil toneladas transportadas, um acréscimo de 8% em relação ao volume movimentado em 2017.


Grupo Rodrimar pede recuperação judicial

O Grupo Rodrimar, que possui terminais no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (6) informando que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. O motivo seria a crise no mercado portuário.

Segundo o comunicado publicado no site oficial do grupo, diante da retração econômica brasileira nos últimos cinco anos, da profunda crise no mercado portuário e de dificuldades em negociações com alguns credores, a empresa requereu processo de recuperação judicial para resguardar sua capacidade de operação e de geração de receitas de todas as suas empresas.

“Esta medida foi imprescindível para as empresas honrarem seus compromissos com fornecedores, funcionários, parceiros, clientes e credores, com o menor impacto possível, como sempre aconteceu ao longo de sua história de mais de 70 anos de atividades”, citou em nota.

O processo de recuperação judicial tem o objetivo viabilizar a superação das atuais dificuldades econômico-financeiras, a fim de permitir que as empresas continuem atuando e, com isso, preservar os direitos de todos os interessados.

Porto de Santos – No Porto de Santos, o terminal de contêineres da Rodrimar tem 70 mil metros quadrados e é localizado no Saboó, em Santos, onde a empresa possui um terminal para carga geral, contêineres e de projetos. A companhia ainda controla o terminal Pérola, no cais de Outeirinhos, onde movimenta fertilizantes e sal.

A Rodrimar ainda possui um terminal marítimo no Porto de Recife, com ênfase ao mercado de cabotagem (navegação costeira, entre portos do Brasil) para navios de contêineres. Em Ribeirão Preto, no interior paulista, a empresa tem um terminal para atender o mercado portuário, assim como em Miami, nos Estados Unidos.

Com informações: G1