LibraPort Campinas inicia processo “Stand Alone”

Reestruturação deixará empresa 100% independente das demais unidades do Grupo Libra

A Libraport, unidade de Centro Logístico Industrial Aduaneiro, localizada na cidade de Campinas(SP), iniciou um processo o que é chamado pelo mercado de Stand Alone.

A operação consiste que a empresa estará comercialmente, operacionalmente e administrativamente independente, ressaltando, também, que tem a participação acionária, na proporção de 40%, da empresa Japão Logística, que integra o grupo multinacional Mitsui.

Novos colaboradores foram contratados para que atividades administrativas, financeiras, suprimentos, jurídico, TI, entre outras, sejam desempenhadas de forma local.

Tudo isso credencia a empresa a oferecer maior agilidade em todos os seus procedimentos. Com o apoio e parceria dos clientes, os volumes e resultados da Libraport Campinas seguem em ritmo crescente.  Nosso time continua focado e dedicado na manutenção do nível de serviço, no bom atendimento e no relacionamento, para garantir o sucesso de suas operações que é, ao mesmo tempo, o termômetro de nosso sucesso, destacou Bruno Barbosa, Diretor Executivo da LibraPort Campinas.

A empresa possui ainda licença para operar no regime de Centro Logístico Industrial Aduaneiro – CLIA, sendo devidamente alfandegado pela Receita Federal do Brasil, e o primeiro CLIA no país a obter a certificação OEA – Operador Econômico Autorizado.

Contamos mais uma vez com a sua usual parceria e apoio dos clientes neste momento importante da nossa história. Seguramente estamos trabalhando para a construção de um futuro ainda melhor. Nosso time permanece à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários, concluiu Barbosa.

A par dessas ações, a empresa iniciou um trabalho de comunicação para divulgar esse novo momento.


Futuro de Viracopos será decidido em encontro entre ANAC, BNDES e ABV

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S.A. (ABV) e Recuperandas informam que chegaram a um acordo para a prorrogação da Assembleia Geral de Credores (AGC), agendada para o dia 16 de dezembro. O acordo foi firmado em audiência sob a presidência da juíza Bruna Marchese e Silva, da 8ª Vara Cível do Foro de Campinas, com participação de Viracopos, ANAC e BNDES. A decisão foi oficializada na última terça-feira durante a AGC, em Campinas (SP). Com isso, as partes se comprometem a discutir com maior profundidade a hipótese de relicitação da concessão e suas condições.

O prazo de adiamento foi considerado adequado pelas Recuperandas, ANAC e Credores Financeiros para permitir a evolução das negociações em curso. Também ficou acordado que os processos judicias de ambas as partes, incluindo o de caducidade, ficam suspensos por 30 dias, quando haverá nova reunião para avaliar a evolução das negociações.

As Recuperandas entendem que a sinalização de seu interesse em relicitar a concessão não é suficiente para viabilizar esta alternativa. Há a necessidade de serem esclarecidas questões específicas e ainda indefinidas, cuja solução exige o concurso da ANAC e dos Credores Financeiros em prol da relicitação.

Na visão das Recuperandas, as seguintes questões precisam ser superadas para viabilizar a relicitação como alternativa para Viracopos:

(i)        Indefinição da metodologia de cálculo da indenização devida pelos investimentos em bens reversíveis e não amortizados ou depreciados;

(ii)       Indefinição das condições, a serem previstas no futuro Plano de Recuperação Judicial, para que seja possível atender à nova exigência contida no art. 8º, inc. XIV, do Decreto da Relicitação; e

(iii)      Necessidade de acordo para pagar os credores concursais e demais dívidas não sujeitas à recuperação judicial e, assim, conseguir extinguir esta recuperação judicial, em atendimento à exigência referida no item (ii) acima.

Importante destacar que Viracopos não tem dívidas vencidas com os bancos. Com relação à Anac, a dívida é de aproximadamente R$ 1 bilhão, podendo ser amortizada de acordo com decisões em trâmite sobre os pedidos de reequilíbrio, que se iniciaram no dia posterior à assinatura do contrato, a partir de iniciativas unilaterais do poder concedente.

Apesar da crise de liquidez hoje enfrentada, o aeroporto foi eleito por 11 vezes pelos passageiros, desde o início da concessão em 2012, como o Melhor Aeroporto do Brasil, de acordo com as pesquisas de satisfação conduzidas pela SAC (Secretaria Nacional de Aviação Civi). Recentemente, recebeu ainda o prêmio de Melhor Aeroporto de Carga do Mundo, na categoria até 400 mil toneladas/ano – o que reforça a confiança dos acionistas na viabilização desta concessão.

Além de gerar cerca de 1.000 empregos diretos e mais de 10.000 empregos indiretos, Viracopos é o 6º maior aeroporto do Brasil em número de passageiros transportados e o 2º maior em volume de cargas totais, sendo o maior em volume de carga importada do País (cerca de 40% de toda a carga aeroportuária importada ingressa no Brasil por Viracopos).

A Concessionária segue atuando ao lado de seus credores no processo de recuperação (a ANAC, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e os demais credores financeiros) para encontrar soluções com base em critérios economicamente racionais, de modo a permitir a sobrevivência do aeroporto mais premiado do Brasil, zelando pelos milhares de empregos gerados pela concessionária e pelos recursos públicos investidos até hoje no empreendimento.


Brasil e Argentina assinam acordo de livre comércio automotivo

Brasil e Argentina assinaram nesta quinta-feira (3), em Montevidéu, o acordo comercial para o setor automotivo. O tratado prevê o livre comércio de bens automotivos, a partir de 1º de julho de 2029, sem quaisquer condicionalidades. Até que se atinja o livre comércio em definitivo, o pacto prevê aumentos graduais, com efeitos imediatos, dos volumes intercambiados sem a cobrança de tarifas.

A negociação foi concluída no dia 6 de setembro, no Rio de Janeiro, pelos Ministros da Economia do Brasil, Paulo Guedes, e da Produção e Trabalho da Argentina, Dante Sica e agora firmado pelos diplomatas dos dois países.

Os acordos anteriores entre Brasil e Argentina para o setor automotivo vinham sendo renovados periodicamente. O novo texto, no entanto, tem validade indeterminada.

Os produtos automotivos correspondem à metade do comércio de bens entre os dois países. Em 2018, as exportações brasileiras desse setor para a Argentina chegaram a US$ 7,5 bilhões.

Em nota conjunta, os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores informaram que o acordo traz segurança jurídica e previsibilidade de investimentos para importante parcela da indústria nacional. Segundo as duas pastas, o tratado também facilitará a adequação do setor automotivo à união aduaneira do Mercosul, onde os demais produtos circulam sem tarifas e são exportados para fora do bloco com tarifas externas comuns.

Fonte: Agência Brasil

 


“Burocracia é o gargalo da carga aérea internacional no Brasil e, não, infraestrutura aeroportuária”, afirma Secretário do MINFRA

O secretário Executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio apontou no encontro com a OACI (Organização de Aviação Civil Internacional) na semana passada, em Montreal, que, atualmente, um dos principais gargalos quando se fala em levar produtos de avião são os procedimentos de exportação e importação. “Ainda são feitos muitos processos em papel, isso não condiz com o mundo globalizado. O gargalo hoje não é mais a infraestrutura, como já foi no passado. Temos conseguido prover uma boa infraestrutura aeroportuária com as concessões e investimento privado”. Tradicionalmente, os produtos transportados por avião são de alto valor agregado, como componentes de informática.

Cerca de apenas 1% das cargas do mundo são transportadas por avião, mas o valor desses produtos corresponde à 35% de total. No Brasil, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria, 0,4% das cargas são transportadas por avião no país.


Brasil tem espaço para diversificar exportações para Oriente Médio

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta quarta-feira (25) que a missão ao Oriente Médio mostrou que o Brasil precisa diversificar a pauta exportadora.

Nos quatro países árabes que visitou – Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, há mercado para o Brasil vender produtos com valor agregado. Tereza Cristina citou, como exemplo, o Kuwait onde a população consome produtos mais caros, por ter uma renda per capita média de US$ 40 mil.

De acordo com a ministra, 70% da carne de ave consumida nesses países são provenientes do Brasil. Agora, os produtores nacionais precisam levar itens diferenciados para a mesa dos árabes, como cortes especiais de carnes. “O Brasil vai ter que começar a pensar a exportar não só commodities, mas agregar valor”, disse a ministra, ao fazer um balanço da missão durante entrevista à imprensa em Bonito (MS), onde conduz a 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics.

“Temos que acompanhar as tendências que o mundo quer, o que os consumidores querem”, acrescentou.

Durante a viagem ao Oriente Médio, entre os dias 11 e 23 de setembro, os governos do Egito anunciaram a importação de lácteos brasileiros; da Arábia Saudita, de castanhas, derivados de ovos e a ampliação do acesso a frutas e do Kuwait, de mel.

Segundo a ministra, os países demonstraram interesse em investir no agro brasileiro e em obras de logística, como rodovias e ferrovias. Outro pedido foi a realização de parcerias com a Embrapa para intercâmbio de experiências tecnológicas. Uma delas prevê o envio de 10 mil cabras para o Egito, medida que pode beneficiar o Nordeste brasileiro, onde há um centro avançado de pesquisas sobre caprinos e ovinos, localizado em Sobral (CE).

Brics – Na entrevista, a ministra destacou que a Carta de Bonito, declaração final da reunião dos ministros da Agricultura do grupo, que termina amanhã (26), refletirá “as políticas globais com cinco países que irão trabalhar em conjunto”.

Tereza Cristina voltou a criticar o protecionismo adotado pelos países ricos, como a imposição de altas tarifas e barreiras sanitárias e comerciais. “São ferramentas usadas pelos os países, que estão acostumados a ter esses mercados, e ficam incomodados com o protagonismo, principalmente do Brasil, na agropecuária. Essa é a crítica para que se melhore esse ambiente, pois o mundo precisa de muitos alimentos”.