Volkswagen comemora exportação de 100 mil motores 1.4l TSI

A fábrica de motores da Volkswagen do Brasil em São Carlos (SP) acaba de celebrar a produção de 100 mil motores 1.4l TSI para exportação. O marco ocorre no mês em que a unidade comemora 22 anos de operações e a produção total de 11 milhões de propulsores desde sua inauguração, em 1996.

O contrato de exportação com a fábrica de Puebla, no México, se estende até 2020 e contempla mais de 300 mil unidades de motores EA211 1.4l TSI para equiparem modelos como o Novo Jetta, para serem enviados ao mercado Norte Americano. Para atender o aumento da demanda produtiva, a unidade de São Carlos contratou 250 novos profissionais em 2018.

“A qualidade e tecnologia dos nossos motores atende a mercados extremamente criteriosos pelo mundo. Já exportamos motores completos, blocos e virabrequins. São Carlos tem cada vez mais se transformado em uma base produtiva não só para a América do Sul, como também a América do Norte e Europa”, destaca Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América Latina.

MERCADO INTERNO EM CRESCIMENTO – De janeiro a setembro, a Volkswagen do Brasil registrou crescimento de 33,5% em suas vendas na comparação ao mesmo período do ano passado, mais do que o dobro da indústria automotiva, que cresceu 13% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves.

Apenas em setembro, a Volkswagen registrou crescimento de 35,4% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, mais de seis vezes a mais do que o mercado, que cresceu 5,8% no mesmo período. É o melhor mês de setembro para a Volkswagen em quatro anos.

A Volkswagen é a marca que mais ganha em participação de mercado em 2018. Foram 2 pontos percentuais a mais, para 15% de market share no acumulado de 2018. Blocos e Virabrequins também para outros países.

COMPONENTES PARA EXPORTAÇÃO – Nos últimos anos, a fábrica de São Carlos tem se tornado uma importante produtora de componentes para exportação.

Em 2015, a unidade foi selecionada dentre todas as operações da Marca no mundo para exportar blocos de motores 1.0l da família EA211 para a produção de propulsores que equipam os modelos Polo e up! na Europa, a partir da fábrica de Chemnitz, na Alemanha.

A fábrica também conquistou outro recente contrato para o mercado externo: a exportação de 5 mil unidades de virabrequins, uma das peças vitais do motor, na versão 1.0l TSI, também para Chemnitz.

As linhas de usinagem e montagem EA211 receberam evoluções para produzir o motor 1.4 TSI exportação, visando atender o processo produtivo que envolve este modelo, por possuir uma calibração diferenciada, dadas às diferentes normas, temperaturas e combustível de outros mercados, como o dos Estados Unidos.

A unidade de São Carlos é responsável pela produção dos propulsores da família EA211 nas versões 1.0l MPI, 1.0l TSI, 1.4l TSI e 1.6l MSI, que equipam os modelos Novo Polo, Virtus, up!, cross up!, Golf, Gol, Voyage, Saveiro Cross. Em São Carlos, também é fabricado o consagrado EA111 1.6l, presente nos modelos Gol, Fox, Voyage, SpaceFox e Saveiro. Para o mercado brasileiro, 100% dos produtos recebem a tecnologia bicombustível Total Flex. Para o mercado externo são produzidos motores a gasolina.


Reflexo do mercado automotivo projeta inovação e crescimento no setor logístico

O mercado automotivo teve o cenário 2018 revisado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As previsões para o licenciamento de automóveis não foram alteradas e permanecem com foco no crescimento, o que significa encerrar o ano com 2,50 milhões de unidades comercializadas. “A situação econômica de Argentina e México, nossos principais parceiros comerciais, foi a razão de alterarmos a previsão inicial, mudando as projeções internacionais”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale. 

Por outro lado, o cenário nacional permanece com foco no crescimento. E montadoras, como a BMW, apostam no aumento da produção de veículos. A marca alemã começou este ano a produzir na planta de Araquari (SC) o modelo BMW X3, ao lado dos já nacionalizados Série 3, X1 e X4. 

Este reflexo do mercado automotivo respinga também no stor logístico que precisa se adaptar para atender a demanda e adequar os projetos de acordo com cada montadora. Como exemplo, a Multilog, um dos maiores operadores logísticos do Brasil, mantém uma planta operacional no mesmo município da BMW para dar o suporte às importações da empresa. 

No segmento há mais de 20 anos, é especialista em atender montadoras nacionais e internacionais nas unidades do Sudeste e Sul do Brasil e personalizar projetos no setor. “Aproveitamos nossa logística integrada, flexibilidade de adaptação de estruturas e processos, além de portfólio diversificado para trabalhar com diferentes unidades em cada projeto”, detalha o presidente da Multilog, Djalma Vilela. 

O executivo reforça que a aquisição da unidade de Curitiba, em 2016, garantiu um suporte mais efetivo às operações industriais automotivas. “O mercado paranaense conta com grandes montadoras. Na região mantemos um CLIA, um Porto Seco e dois Centros de Distribuição, aliado ao suporte das outras unidades”, acentua.

 


Interior de São Paulo debaterá mercado após eleições

Expectativa do comércio exterior para 2019 e painéis técnicos serão discutidos no Fórum Atibaia, em novembro. Credenciamento segue aberto.

O Hotel Alegro (by Tauá), às margens da Rodovia D. Pedro I, será o palco do “Fórum Atibaia de Comércio Exterior e Logística”, em 13 de novembro, na cidade. O encontro levará grandes nomes para debater o setor para toda a Região.

Localizada no eixo Campinas, Jundiaí, Guarulhos/São Paulo e Vale do Paraíba, cortada pelas rodovias D. Pedro e Fernão Dias, a estância de Atibaia possui uma área de abrangência de logística invejável.

Além do reconhecido potencial produtor agrícola, com flores e morango, a cidade também tem se destacado pela atração de investimentos e pela implantação de indústrias e serviços na cidade. Aproximadamente 700 indústrias instaladas no local respondem por 1/3 do PIB do Município: cerca de R$ 5 bilhões. Grandes condomínios logísticos completam as opções para a cadeia na Região. Atibaia encontra-se entre as 100 melhores cidades do Brasil para investir em negócios, de acordo com um último estudo da Revista EXAME.

Com o tema “Cenário do Comércio Exterior e da Logística para 2019”, as perspectivas do setor pós-eleição movimentarão o encontro. Temos atuais como DU-Imp, OEA e Cases logísticos completam a programação.

O evento tem o apoio da Prefeitura de Atibaia, da Câmara de Comex de Campinas e Região e as “marcas de valor” que assinam o evento são: EGA Solutions, AB&B, Atuali Comex, UNIFAAT, Aurora EADI e SINDASP.

Save The Date

Data: 13 de novembro de 2018 – terça-feira

Horário: 08h às 16h

Local: Alegro Hotel – Rod. D. Pedro I – Km 91 (sentido Campinas) – ATIBAIA (SP)

Entrada Franca e Estacionamento Gratuito

Informações e inscrições: mkt@gpamais.com.br


ZF anuncia nova operação no Brasil

A alemã ZF anunciou nesta semana um novo centro de competência para desenvolver soluções para o mercado offroad global, o que inclui o segmento agrícola. “O objetivo principal é ampliar o portfólio de soluções para a área offroad no mundo e atender às máquinas destinadas a todos os tipos de operação no campo e nos canteiros de obras”, explica o gerente da unidade de negócios para tecnologia industrial da ZF América do Sul, Paulo Vecchia.

De acordo com a companhia, o novo centro será responsável por coordenar o desenvolvimento de eixos aos países atendidos pela ZF. Atualmente, o mercado de eixos dianteiros tracionados ao redor do mundo é de 500 mil unidades (considerando montadoras que constroem o seu próprio eixo). O Brasil, segundo a ZF, representa cerca de 11% deste total.

Uma das maiores sistemistas do mundo, a ZF completa 60 anos no Brasil em 2018 com sete plantas industriais. Juntamente com a unidade da Argentina, a região possui faturamento aproximado de R$ 4 bilhões. A companhia está desenvolvendo localmente a transmissão automatizada TraXon, para caminhões extrapesados – as mesmas que equipam diversos modelos de caminhões autônomos em testes na Europa – e a EcoTronic, para médios e semipesados. Ambas já estão em produção no Brasil e disponíveis para equipar os novos modelos que em breve serão lançados no mercado nacional.

Segundo a ZF, o investimento totalizou R$ 100 milhões desde o início do processo de nacionalização. Desse total, cerca de R$ 33 milhões foram destinados ao TraXon. “A localização desses produtos é uma amostra de que as melhores tecnologias existentes na Europa, voltadas ao mercado de veículos comerciais, já são realidades introduzidas pela ZF no Brasil”, destaca.

Para o mercado externo, serão exportados apenas componentes. No ano passado, a companhia alemã atingiu a marca de 500 mil eixos produzidos em sua fábrica de Sorocaba.

Fonte: DCI

Inversão de valores na Instrução Normativa X conceito do O.E.A.

ARTIGO DO SETOR

Artigo por Valdir Santos*

Preocupa-nos, Despachantes Aduaneiros, onde podemos parar com o dinâmico comércio exterior brasileiro. Digo “dinâmico”, para não dizer que tudo muda sempre e a todo momento com legislações intermináveis. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação revela que, desde a Constituição Federal de 1988 e até setembro de 2016, foram criadas 535 leis, decretos, medidas provisórias, normas complementares ou emendas editadas por dia, em média. Isso mesmo: por dia!

Nesse caminho, natural que se cometam equívocos. Isso é o que me resta para fazer acreditar no ocorrido com as alterações promovidas pela Instrução Normativa RFB nº 1.834, de 28 de setembro de 2018, que excluiu os Despachantes Aduaneiros do Programa OEA (Operador Econômico Autorizado).

Pasmem todos aqueles Despachantes Certificados OEA que estudaram, preencheram os requisitos, atingiram os objetivos e etc., pois de nada serviu. A Receita Federal do Brasil, com a mudança da IN, caducou todas as certificações para esses Despachantes já aprovados e certificados.

A explicação da RFB é a de que a decisão foi “motivada por um volume crescente de contencioso, administrativo e judicial, no qual se alega que os benefícios concedidos pelo programa à categoria profissional de despachantes aduaneiros caracterizariam algum tipo de regulamentação ou o estabelecimento de restrições ao exercício dessa profissão”.

Moral da história, todos aqueles que fizeram por merecer foram alijados em detrimento daqueles que queriam o título por meio judicial.

E o mais relevante nisso tudo está no conceito. Um dos principais valores na certificação OEA é o de beneficiar as empresas corretas, oferecendo-lhes vantagens operacionais e, ao contrário, não certificar empresas que burlam as leis ou cometem erros em seus processos.

Segregar esses Despachantes Aduaneiros foi uma total inversão de valores!

Temos mais um assunto para tratar sobre esse tema que, porém, ficará para uma outra oportunidade. Vamos acompanhar o próximo capitulo.

*Valdir Santos é o presidente do Grupo V.Santos, que congrega
as empresas V.Santos Internacional e a Transportadora Asa Express