Crise Global

Por Ricardo Drago – AGESBEC

No Mundo hoje temos uma crise sistêmica que afeta a expectativa de normalidade esperada pós-COVID19.

Mal conseguimos retirar as máscaras e os ventos de instabilidade da Ásia e da Europa já começam a soprar novamente em nossa direção.

O cenário internacional está longe de um processo de estabilidade e, como se não bastasse o aumento dos fretes internacionais, a quebra da cadeia de suprimentos com a crise dos semicondutores que afeta as montadoras do ABC, o período de redução de produção na China pelos Jogos Olímpicos de Inverno e o feriado do Ano Novo Chinês, agora temos a instabilidade geopolítica na Ucrânia pela invasão russa e os novos casos de COVID na China com o bloqueio de Portos.

O que fazer?

Empreendedores e empresas que participam do comércio internacional tem uma oportunidade de ouro no fluxo de comércio exterior, avançando estoques em Regime de Entreposto Aduaneiro (Suspenção de Tributos).

Após uma análise especializada, conseguimos efetuar uma reorganização da cadeia de abastecimento na importação, exportação e logística local.

Com a disponibilidade dos estoques internacionais no Brasil, neutralizamos as incertezas de prazo e volume de entrega, reduzindo custos e mantendo a segurança do fluxo de caixa para o momento da venda, demonstrando as vantagens competitivas desde a negociação internacional até a entrega final.

Fique atento:

Reflexos da instabilidade politica e econômica GLOBAL

$ DÓLAR EM MOVIMENTO DE BAIXA – INFLAÇÃO EUA

$ AUMENTO DO PETRÓLEO – GUERRA NA UCRÂNIA

$ ALTA NAS COMMODITIES – CRISE DE OFERTA

$ FRETES INTERNACIONAIS – ADEQUAÇÃO DE OFERTA

Reflexos para o BRASIL

$ AUMENTO DA INFLAÇÃO – ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

$ AUMENTO DOS JUROS – POLITICA BANCO CENTRAL

$ ATRATIVIDADE AO CAPTAL ESPECULATIVO – BOLSA

$ PRIVATIZAÇÕES – ATRAÇÃO INVESTIMENTO EXTERNO

⮚     ELEIÇÕES – MOVIMENTO POLITICO PARTIDARIO

⮚     GREVE DA RECEITA FEDERAL – TODAS AS ESFERAS

Comércio exterior do agronegócio: balanço de 2021 e perspectivas para 2022

Por Ana Cecília Kreter e Rafael Pastre

Apesar dos fenômenos climáticos adversos, que afetaram significativamente a agropecuária brasileira, as exportações do agronegócio cresceram 19,7% em valor, atingindo US$ 120,6 bilhões em 2021, novo recorde nacional. As importações também apresentaram aumento de 18,9%. Ainda assim, o agronegócio fechou o ano com um saldo positivo de US$ 105,1 bilhões. A alta dos preços internacionais das commodities teve papel relevante neste resultado. Entre os quinze principais produtos da pauta de exportação – que representaram 89,5% em 2021 –, todos apresentaram alta nos preços médios, alguns acima de 20%, rompendo a tendência de baixa dos anos anteriores. Em termos de quantidade, seis produtos apresentaram queda. Destaque para a carne bovina (-8,3%), decorrente das sanções da China, para o café (-3,6%), desempenho já esperado devido à bienalidade negativa, e para o milho (-40,7%), consequência da queda de safra brasileira. Quanto às importações, além dos produtos tradicionalmente importados pelo Brasil, como trigo, azeite de oliva e pescado, em 2021 o Brasil aumentou suas importações de soja e milho. A nota apresenta o ranking dos principais produtores, consumidores, exportadores e importadores mundiais, destacando a relevância do Brasil no fornecimento de várias commodities, como açúcar, soja, carnes e café. Em relação ao consumo, destaque para a China, que atualmente é o principal destino comercial brasileiro e que, apesar de ser também produtor, é dependente das importações. Por fim, o texto traz as perspectivas do setor para 2022, que estão baseadas em estimativas positivas em relação à produção, mas que dependerão principalmente das condições climáticas.

(Informações completas no site do IPEA)

Maior da América Latina, TICLOG completa 40 anos de história

Por Marco Evangelista – 

Empresário e presidente do TICLOG

O TICLOG – Terminal Industrial, Cargas e Logística –  completa quarenta anos de atividades consolidado como o maior da América Latina no seu segmento.

Para marcar a data, uma cerimônia simbólica e em linha com os protocolos de segurança contra a Covid-19 está programada para o dia 27 de julho, mês em que se comemora o “Dia de São Cristóvão”, Padroeiro dos motoristas.    O evento, que terá transmissão online, enfrentará também o desafio de realizar uma homenagem à altura da importância dos fundadores do TICLOG, alguns dos quais integrantes da atual diretoria responsável pela administração local.

Construído em 1981, numa área de mais de quinhentos e quarenta mil metros quadrados e estrategicamente interligada às rodovias Anhanguera, Dom Pedro I e Bandeirantes, no município de Campinas, o Terminal congrega mais de 80 empresas dos segmentos industrial e logístico, e cerca de 4 mil empregos diretos.

Batizado inicialmente de Terminal Intermodal de Cargas, o TICLOG, no decorrer dos anos, se expandiu e reinventou, com avanços notáveis em sua estratégia de reduzir o fluxo de veículos pesados nos centros das cidades.  Atualmente, o local registra fluxo de quase 3 mil veículos e mais de 500 atendimentos diários.

Empenhado em se consolidar como referência para os serviços e negócios da complexa malha logística, o TICLOG investe de forma constante na modernização das instalações e no aperfeiçoamento dos processos internos.  Uma agenda de melhorias que ganhou impulso a partir dos anos 2000, quando o Terminal passou   a incorporar nas suas operações outras atividades relacionadas, como a Industrial. As conquistas desse período resultaram no fortalecimento da infraestrutura logística, e também das bases que permitiram a implantação de dispositivos inovadores na área da segurança, entre quais o de biometria facial.

O TICLOG possui também uma política de investimento social que busca trazer resultados relevantes para o Terminal, para comunidades e sociedade em geral. Para isso, investe com foco em projetos nas seguintes linhas: Profissionalizante, Socioambiental, Educação no Trânsito e Saúde, além de Cultura e Esporte.  A sustentabilidade é outro pilar no qual se apoiam as ações do TICLOG.  A inauguração da   Estação Elevatória de Esgoto, em 2019, por exemplo, contribuiu de forma significativa   para as metas ambientais e de saneamento básico de Campinas, hoje em quase 100%.  Fruto de um ciclo virtuoso de mais de 5 anos de investimento, as novas tubulações, construídas com recursos próprios no valor de mais de um milhão e meio de reais, foram projetadas para escoar até o dobro do volume total de efluentes ali produzidos atualmente. Uma previsibilidade operacional alinhada à realidade de um complexo logístico em permanente expansão. Como próximo passo, o objetivo é a realização das obras de recapeamento asfáltico os 9 mil metros quadrados de ruas e avenidas do terminal. Para o TICLOG, escrever esses   40 anos só foi possível a partir da atuação de pessoas engajadas nos princípios éticos que norteiam os passos da sua diretoria, somado ao trabalho diário de cada colaborador. Para superar essa marca histórica, o TICLOG seguirá comprometido com o desenvolvimento da atividade logística numa visão de longo prazo, e com o desafio de ampliar o seu papel de importante  vetor de progresso  para Campinas e região.

Marco Evangelista – Empresário e presidente do TICLOG

Revolução digital do Supply Chain

Artigo Por *Orlando Fontes Lima Júnior e *Daniel Zurron

Quem não sonharia em ter à sua vista, ou no máximo a alguns poucos cliques de distância, a visão geral da sua cadeia de fornecimento em tempo real? Best Weight Lifting Shoes tem pensado nisso há muito tempo. E, além disso, saber que pode contar com soluções que são capazes de realizar ajustes automáticos, gerar alertas já propondo alternativas e uma base de dados abrangente e confiável para explorar alternativas de otimização, fazer concorrências e seleção de provedores de serviço mais assertivas. Certamente pouparia, além de altíssimos custos extras, muitas dores de cabeça e horas e mais horas tentando apagar os desvios que poderiam ser mitigados e explicando para superiores, parceiros e clientes o que está ocorrendo e sendo feito.

Pois saiba que isso é perfeitamente possível, cada vez mais acessível e, para não dizer, mandatório em um cenário onde os níveis de complexidade e volatilidade das cadeias de suprimento nunca foi tão grande e crescente e, por consequência, o desafio de geri-las considerando as variáveis principais de custo e nível de serviço. Felizmente há uma miríade de soluções integradas que estão cada vez mais disponíveis, seja do ponto de vista técnico ou financeiro. Basta ter muito claro o que se quer e o que faz sentido para sua organização. E justamente nesse ponto que pretendemos suportá-lo a entender as principais variáveis envolvidas e as perguntas a serem respondidas e entendidas antes de qualquer tomada de decisão.

Portanto conhecer bem as variáveis e riscos inerentes à própria rede logística e saber coordená-los e antecipá-los de forma eficiente, tanto no âmbito operacional quanto estratégico, é absolutamente primordial. Estamos tratando aqui da próxima onda relacionada a consolidação, orquestração e otimização de cadeias logísticas de ponta a ponta, possíveis com os serviços digitais disponíveis nas áreas de rastreamento, gestão de risco, segurança de dados, integração de redes de informação e sistemas (ERP, TMS, WMS), ciência de dados, inteligência artificial, IoT, dentre outras.

Nesse contexto muitas empresas vislumbraram o enorme potencial e está em franca expansão a utilização de torres de controle de cadeias de suprimento, ou como mais conhecida, Supply Chain Control Tower (que iremos chamar daqui em diante como SCCT).

Evolução de uma cadeia de suprimento em direção à digitalização
Deloitte. The Supply Chain Control Tower | Fixing age-old issues with modern tools and techniques. 2009. Pág. 2

 

Em um cenário de constante fragmentação da cadeia logística, nenhuma empresa gerencia mais do que apenas uma fração da sua cadeia, o que, nos conceitos tradicionais, só permitem otimizações pontuais. E sistemas tradicionais não foram desenhados para enxergar muito além dos muros e cercas das fábricas e dos CDs..

Ou seja, a origem dos problemas reside na falta de visibilidade de toda a cadeia, que é justamente o cenário em que a SCCT se apresenta fornecendo a transparência necessária para otimizações reais que envolvam orquestração de vários ou mesmo todos os intervenientes em tempo real. Uma SCCT fornece as soluções que proverão a visibilidade necessária. E uma “Intelligent SCCT” integrará adicionalmente funcionalidades de tomada de decisão em tempo real, baseadas em soluções de IA, análise preditiva e outras que suportarão no gerenciamento e orquestração em tempo real de toda a cadeia de suprimento levando-se em conta fatores críticos como otimização de custos e mitigação de riscos com base nos níveis de serviço desejados.

Em geral as empresas que queiram lidar com tantas variáveis necessitavam de verdadeiros batalhões de pessoas fazendo controle e seguimento de desvios, utilizando-se de vários sistemas em paralelo. Uma SSCT conta com softwares especialistas, processos muito bem definidos e times treinados. Com o auxílio de uma plataforma colaborativa realmente integrada, a gestão pode ser feita com o mínimo de intervenção e somente para os casos em que não se tenha um nível de confiança mínimo para utilizar as funcionalidades de correção automática ou que os riscos são de tal porte que está fora da alçada do sistema autônomo.

A implementação de uma SSCT é o norte a ser seguido. A partir de uma proposta de diagnóstico e alinhamentos técnicos e estratégicos sugeridos nesse artigo, esperamos que empresas que ainda não deram esse passo ou que estejam em níveis mais básicos de maturidade, tenham segurança em como darem início ou seguimento nesta jornada.

O caminho certamente será longo e árduo já que interfere no cerne das operações de boa parte das empresas, dá visibilidade e autoridade à área de SCCT em detrimento de outras mais tradicionais e em o poder de inclusive derrubar conceitos e teses até então amplamente aceitas. E mudanças geram na maioria das vezes atritos em função de questões técnicas e políticas.

FONTE: Blog http://www.fonteslima.org/

*DANIEL ZURRON
Gerente de Logística Integrada na Kuehne + Nagel

*ORLANDO FONTES LIMA JÚNIOR
Professor Titular da UNICAMP
Coordenador do LALT (Laboratório de
Aprendizagem em Logística e Transportes)

Posso importar bens usados e usar o regime de Ex-tarifário?

Por Fábio Rabelo*

Há cerca de 1 ano, escrevi sobre as principais mudanças trazidas pela Portaria ME nº 309, de 24 de junho de 2019, que atualizou os ritos e critérios para a concessão de Ex-tarifários.

Entre os diversos pontos que destacamos, havia o seguinte:

  • A restrição de aplicação da alíquota de importação reduzida APENAS para bens novos foi retirada:

O §3º do art. 1º da Resolução CAMEX 66 foi eliminado. Seu texto estabelecia que “A redução da alíquota do Imposto de Importação prevista no caput poderá ser concedida, exclusivamente, para bens novos”. Em tese, portanto, a aduana não pode desqualificar o benefício para produto apresentado para desembaraço na condição de usado, desde que possa ser perfeitamente enquadrado nas características do Ex-tarifário e tenha atendido aos demais tratamentos administrativos aplicáveis.

Acerca do mesmo assunto, a Portaria ME nº 324 que regulamenta os arts. 13, 14 e 15 da Portaria ME nº 309, de 24 de junho de 2019, estabelece em seu Art. 3º que “Receberão recomendação técnica de indeferimento os pleitos de concessão de Ex-tarifário para bens usados”. Dessa forma, os pleitos de Ex-tarifário elaborados para benefíciar bens na condição de usados teriam recomendação técnica de indeferimento, porém, nada estabelece sobre a qualificação de um benefício de Ex-tarifário vigente para a importação de um bem usado.

A análise da Portaria ME nº 309 de 2019, que revogou o §3º do art. 1º da CAMEX 66 e não estabelece restrições em relação à utilização do regime de Ex-tarifário para bens usados, leva-nos a concluir que tal utilização é perfeitamente legal.

Entretanto, permanecia certa dúvida em relação ao entendimento dessas mudanças por parte das autoridades aduaneiras, principalmente sobre um tema tinha explícita determinação legal contrária estabelecida pela CAMEX 66.

Pois bem, a Solução de Consulta COSIT nº 122 de 28 de setembro de 2020, publicada no DOU de 01/10/2020, seção 1, página 58, ratifica o entendimento de que, após a Portaria ME nº 309, para a utilização de Ex-tarifário, não cabe mais discutir sobre a condição de bem usado ou novo.

 

Vejamos (destaque nosso):

“Solução de Consulta nº 122 – Cosit

Data 28 de setembro de 2020

Processo …

Interessado …

CNPJ/CPF …

ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO – II

IMPORTAÇÃO COM EX-TARIFÁRIO. CABIMENTO PARA BENS NOVOS E USADOS.

 

O Ex-tarifário concedido nos termos da Portaria ME nº 309, de 2019, que reduz a alíquota do Imposto de Importação, é aplicável tanto à importação de bens novos quanto de usados, incluídos os ditos remanufaturados ou “refurbished”, incorporados ao ativo imobilizado. Dispositivos Legais: Lei nº 3.244, de 1957, art. 4º, caput e § 1º, “a”, com redação dada pelo Decreto-lei nº 63, de 1966; Resolução Camex nº 90, de 2017, art. 3º; e Resolução Camex nº 309, de 2019, art. 1º.

Nos parágrafos 23, folha 8, e 24, folha 9, o AFRFB Coordenador-Geral da COSIT, fundamenta da seguinte forma:

  1. Da leitura da Portaria ME nº 309, de 2019, observa-se que não mais consta como requisito à concessão do Ex-tarifário que o bem importado seja novo, requisito existente quando em vigor a Resolução Camex nº 66, de 2014, que, no § 3º do art. 1º, que determinava que a redução da alíquota do Imposto de Importação fosse concedida exclusivamente para bens novos.

 

  1. Não cabe, portanto, para efeitos da utilização de Ex-tarifário, a discussão quanto a se o bem remanufaturado é novo ou usado. Desde que o bem importado corresponda à descrição do bem constante do Ex-tarifário, terá direito à alíquota reduzida prevista para esse Ex-tributário.

 

A redução da alíquota do Imposto de Importação, para ZERO, proporcionada pelo regime de Ex-tarifário para Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) que não possuem similares produzidos em território brasileiro, é importante instrumento de melhoria do nosso parque tecnológico, já que reduz, significativamente, o custo de importação de bens que possuem tecnologia diferenciada.

 

Aliando-se isso às vantagens de aquisição de bens seminovos, prontamente disponíveis e a preços mais acessíveis, abrem-se inúmeras oportunidades de investimento em inovações que podem permitir ganhos consistentes de qualidade, quantidade e custos de produção.

*Fábio Rabelo é diretor da
RGC Consultoria e Engenharia
www.rgc.com.br