Com 200 demissões, GRU Airport busca reestruturação

gru 3Somente na primeira semana de fevereiro, cerca de 200 funcionários do Aeroporto Internacional de Guarulhos foram demitidos, segundo o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina). A concessionária GRU Airport, consultada pelo Portal PANROTAS, confirmou os desligamentos – sem fornecer números – e afirmou tratar-se de uma “reorganização no quadro de funcionários”.

Em comunicado, o aeroporto aponta que a “iniciativa decorreu da finalização do grande ciclo de obras realizado e da acentuada queda na movimentação de passageiros ocorrida no setor de aviação brasileiro”. “A ação faz parte de um amplo programa de reestruturação que tem por objetivo proteger o equilíbrio financeiro da concessionária, permitindo que a empresa possa honrar com os compromissos assumidos pelos próximos anos”, afirma o documento.

Ainda de acordo com o aeroporto, a ação não irá impactar na operação aeroportuária. “Nos últimos quatro anos, a concessionária investiu em tecnologias e processos que otimizaram suas operações e dentro dos melhores padrões do mercado, incluindo toda estratégia de segurança. A concessionária ressalta, ainda, que cumpre todas as obrigações do Contrato de Concessão e da legislação pertinente ao setor aeroportuário”, conclui o comunicado.

Em nota, o Sina afirma que irá “reagir com força contra essa iniciativa”, questionando as demissões junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Ministério dos Transportes. Além disso, o sindicato destaca que irá pedir uma auditoria da Anac para verificar se a redução de mão de obra irá comprometer a segurança operacional no aeroporto.

Fonte: PANROTAS


ANVISA em Viracopos não exigirá mais apresentação de “Puxe”

viracoposA partir da próxima segunda-feira, 06/02, o PA da ANVISA no Aeroporto de Campinas- em acordo com a ABV (Aeroportos Brasil Viracopos) – não exigirá mais a apresentação da Autorização de Acesso para inspeção de cargas sob anuência da ANVISA, conhecida como “puxe de carga”.

 

Com isso, solicitações de inspeção de cargas serão registradas pelo fiscal anuente, via SISCOMEX. Segundo ainda o comunicado da ANVISA, para proceder com o posicionamento da carga, o representante legal deverá apresentar a seguinte documentação:

 

– Cópia do Extrato da licença de importação, em que conste a solicitação de inspeção: e

– Extrato do Mantra, para conhecimento do embarque.


Viracopos fecha ano com 161 mil toneladas de carga internacional. Exportação é destaque em 2016.

carga viracoposMovimentação confirma previsão do Portal LogNews. Exportações crescem 11,6% e voltam ao patamar de 2014. 

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, divulgou seus números oficiais de 2016.

Viracopos recebeu 161,959 mil toneladas de carga internacional (importação + exportação) de janeiro a dezembro do ano passado. O número, isoladamente avaliado, é inferior somente às importações de 2013, quando o aeroporto de Caminas vivia o bom momento da economia e atingia, à época, 163 mil toneladas, apenas neste setor. Os números de 2016 apontam uma queda de aproximadamente 10% no movimento de importação e exportação, a chamada carga internacional.

Chegaram ao aeroporto 103.390 toneladas contra 124,460 do ano anterior, acumulando uma queda de 17% na importação.

A boa notícia, porém, vem da área de exportação. Saíram dos terminais de carga de Campinas 58.569 toneladas de carga, contra 52.185 toneladas movimentadas em 2015, incidindo num incremento das exportações na ordem de 11,6%. Esse números elevam Viracopos ao mesmo patamar das exportações movimentadas em 2014, quando 62 mil toneladas saíram em produtos destinados ao exterior.

Os números revelados confirmam a previsão do Portal LogNews, ainda em dezembro, conforme pode ser conferido na matéria http://www.gpalognews.com.br/carga-aerea-reflexo-da-crise-viracopos-tera-queda-e-guarulhos-pode-crescer-apenas-2-em-2016/ .

Movimentações de cargas internacionais pelo Aeroporto de Viracopos
 Ano  Importações (toneladas liberadas) Exportações (toneladas liberadas)
 2013  163,5 mil  71,4 mil
 2014  156,5 mil  62 mil
 2015  124,4 mil  52,1 mil
 2016  103 mil  58,5 mil

 

Da Redação LogNews


“Vale FLEX” incrementa movimento de cargas no Terminal de São José dos Campos: importações crescem 22,9%

SJCEmbora com uma movimentação de poucos volumes processados comparados aos grandes centros cargueiros do País, o terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto de São José dos Campos/Prof. Urbano Ernesto Stumpf (SP) registrou aumento de 22,9% na movimentação de peso de importação ano passado em relação a 2015 – 529 toneladas em 2016 contra 431 no ano anterior. Os dois últimos meses do ano também registraram resultados positivos em movimentação geral: dezembro de 2016 registrou 118,3 toneladas de carga processadas, contra 9 toneladas movimentadas em dezembro de 2015 – um aumento de cerca de 1.214%. Já em novembro, foram movimentadas 91 toneladas contra 86 em novembro de 2015, um crescimento de 6,7%.

Os resultados são uma sinalização positiva para o terminal paulista, que implantou em outubro de 2016 o programa Vale FLEX, iniciativa de incentivos para importadores e exportadores do Vale do Paraíba que decidirem fazer o desembaraço aduaneiro de suas cargas no complexo logístico joseense. A ação enfatiza o crescimento da movimentação de cargas no terminal e a racionalização do processo logístico na região, com estímulos indiretos à economia por meio de transporte e desembaraço mais ágeis e com menor custo.

O programa tem três modalidades possíveis de incentivo: o Vale FLEX, que consiste num desconto bruto de 40% na tarifa de armazenagem, aplicável a todos os usuários do Teca, sem necessidade de adesão; o Vale FLEX Frete Zero, em que a Infraero desconta da tarifa o valor do frete da carga desembaraçada e a armazenagem no recinto de origem, aplicando um desconto especial de 10% sobre o valor final, requerendo por parte do usuário apenas o preenchimento de um formulário de adesão à modalidade e a entrega da Declaração de Importação (DI), do Documento de Arrecadação de Importação (DAI) pago na origem e do comprovante de Conhecimento Rodoviário Eletrônico antes da tarifação da carga; e o Vale FLEX Prime, que consiste no conjunto de facilidades e descontos individualizados oferecidos pela Infraero após o acordo e assinatura do Termo de Acordo para Fidelização.

Desde a implantação do programa já aderiram 3 empresas para a modalidade de desconto do Vale FLEX Frete Zero, e elas já utilizam o Teca de São José para nacionalizar suas cargas. Outras empresas optaram pelo desconto automático de 40% do Vale Flex e também estão migrando suas operações para o complexo joseense. Outras empresas estão em negociações avançadas para a adoção do Vale FLEX Prime.

O projeto foi lançado em outubro durante evento Forum Desembaraça Vale realizado pela GPA Comunicação, na cidade. A Dall Cargo e Atuali foram empresas locais que apoiaram o encontro que reuniu 167 operadores do comércio exterior. Tais ações contribuíram decisivamente para a reativação definitiva do aeroporto de São José dos Campos.


RIOgaleão é o primeiro aeroporto das Américas a receber certificação para setor farmacêutico

riogaleao_cargo_003_0Obtenção da certificação CEIV Pharma, emitida pela IATA, consolida o terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim como uma das principais portas de entrada de produtos farmacêuticos na América Latina

O RIOgaleão Cargo(foto) é o primeiro aeroporto das Américas a obter o certificado CEIV Pharma (Centre of Excellence for Independent Validators) emitido pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O reconhecimento do programa, adotado mundialmente, é resultado de uma série de transformações no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, com destaque para as melhorias em capacidade, infraestrutura e processos de armazenamento de produtos farmacêuticos, incluindo os que exigem temperatura controlada, e treinamento dos profissionais envolvidos. Os investimentos no RIOgaleão Cargo já ultrapassam R$ 30 milhões desde o início da concessão, em agosto de 2014.

Em cerca de um ano e meio, entre a assinatura do contrato com a IATA e a emissão da certificação, o RIOgaleão Cargo passou por diversas auditorias e treinamentos técnicos que atestaram que o terminal segue as melhores práticas e normas operacionais adotadas no mercado internacional. A garantia de qualidade dos serviços oferecidos e da integridade da cadeia fria, além de redução dos riscos e custos logísticos para os clientes deste setor estratégico, consolida o Aeroporto Internacional Tom Jobim como uma das principais portas de entrada de produtos farmacêuticos na América Latina.

Um dos principais elementos para a posição do RIOgaleão Cargo como importante player logístico na cadeia farmacêutica, e consequentemente para a conquista do CEIV Pharma, foi a abertura do TECA Farma 2, o que possibilitou a triplicação da capacidade de armazenamento de cargas refrigeradas. O Teca Farma 2 ocupa uma área de 11 mil m³ e é totalmente automatizado, tem dois ambientes de diferentes temperaturas (2° a 8° e 16° a 22°), docas climatizadas e é o único no País a contar com um transelevador, que propicia ainda mais agilidade na operação. No total, o Aeroporto Internacional Tom Jobim conta com 17 mil m³ de área de armazenamento com temperatura controlada.

Outras mudanças exigidas pela associação também foram adotadas como a revisão de procedimentos e a readequação de outros itens de infraestrutura. Esse mesmo processo de modernização garantiu ao RIOgaleão Cargo, no início deste ano, a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) e a Autorização Especial (AE), conferidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que atestam que o terminal de cargas está em conformidade com as melhores práticas do setor e atende às exigências do órgão regulador. A Autorização Especial garante ao terminal o armazenamento de produtos controlados em zona primária.

Hoje, cerca de 22% da receita do Terminal de Cargas (TECA) do RIOgaleão está relacionada à movimentação de cargas farmacêuticas e sob  temperatura controlada – dentre elas, as principais campanhas de vacinação do país, que passam pelo terminal ao longo do ano. Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), as imunizações previnem mais de três milhões de mortes infantis, por ano, no mundo todo.

“Quando a cadeia logística movimenta produtos farmacêuticos e sob temperatura controlada, ela não está simplesmente transportando mercadorias: está carregando insumos, medicamentos e vacinas que irão ajudar a salvar vidas, beneficiando milhares de pessoas. A indústria farmacêutica encontra na carga aérea a velocidade e a eficiência de transporte que estes produtos de alto valor e sensíveis às variações de temperatura necessitam. Toda essa operação deve estar em conformidade com as boas práticas desde o início da coleta na origem até ser disponibilizada ao consumidor final. É nesse momento que o RIOgaleão Cargo entra em cena, e a obtenção do CEIV Pharma prova que estamos empenhados em garantir que operamos com os mais altos padrões de qualidade possíveis em nível global. Alcançar essa certificação significa que nossos clientes podem ter confiança de que sua carga será tratada de acordo com as circunstâncias e práticas mais adequadas e recomendadas, em todas as fases do processo”, afirma Patrick Fehring, diretor do RIOgaleão Cargo.

“O transporte aéreo requer, atualmente, capacitações especiais para o manuseio de produtos farmacêuticos. O CEIV Pharma é um programa que procura implementar padrões internacionais de manuseio através da cadeia de suprimentos, endereçando os desafios da cadeia, incluindo as últimas conquistas no transporte de produtos farmacêuticos. O programa é a prova de que a indústria do transporte aéreo está realmente comprometida com os seus desafios e nos sentimos muito orgulhosos da certificação CEIV Pharma do RIOgaleão”, completa Carlos Ebner, diretor da IATA no Brasil.

 

CEIV Pharma (Centre of Excellence for Independent Validators)

O CEIV (Center of Excellence for Independant Validators) Pharma é um programa de certificação global padronizado, que treina e realiza avaliações para garantir o conhecimento necessário para o transporte de produtos farmacêuticos de cadeia fria. O objetivo da obtenção deste certificado é garantir que o armazenamento e o transporte de produtos da indústria farmacêutica estejam em conformidade com as melhores práticas e normas operacionais adotadas no mercado internacional, garantindo ainda mais qualidade aos serviços oferecidos e à integridade da cadeia fria, além de reduzir os riscos e custos logísticos para os clientes deste setor estratégico.

O RIOgaleão foi o primeiro aeroporto da América Latina a firmar contrato com a IATA para a obtenção do certificado e participa, desde abril de 2015, do programa adotado mundialmente, que consiste em auditorias e treinamentos técnicos no terminal de cargas.