Presidente do Sindipeças por 22 anos, Paulo Butori é uma das atrações do 13º Happy Comex

butori finalButori, que deixa a presidência neste mês de março, trará novidades aos convidados na 13ª edição do Clube de Networking, que promete movimentar Campinas e Região em evento temático no Kartódromo

As últimas adesões da ABV, CEVA e TCEX completaram um grupo seleto de patrocinadores do 13º Happy Comex, que já contava com as participações da Panalpina, ELOG, Haganá e Speed Capital.

O Clube de Networking fará um evento temático, no salão de eventos de um Kartódromo, que terá overview do setor feito pelo SINDIPEÇAS – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores – com as novidades do setor da indústria de autopeças.

O Happy Comex receberá nada mais, nada menos que Paulo Butori, que após sete gestões consecutivas em 22 anos à frente da presidência do Sindipeças, o engenheiro paulista deixará o cargo e vai continuar como um dos conselheiros da entidade, que reúne 470 empresas fabricantes de autopeças no País, que faturaram cerca de R$ 63 bilhões, empregaram 165 mil trabalhadores e exportaram o equivalente a US$ 7,6 bilhões em 2015.

Butori assumiu em 1994 pela primeira vez a presidência do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças), quando já era diretor da entidade e foi aclamado pela diretoria a assumir o posto quando Cláudio Vaz renunciou um ano antes do término de seu mandato. Depois, desde 1995 ele vinha sendo reeleito em chapa única para gestões sucessivas de três anos cada uma. Em pouco mais de duas décadas como presidente do Sindipeças, Butori se notabilizou pela defesa enfática da indústria nacional diante da forte concorrência internacional na cadeia de suprimentos do setor automotivo brasileiro, que durante suas gestões na entidade passou a ser dominado quase que integralmente por gigantes multinacionais.

Nesse cenário, o dirigente conseguiu manter os associados do Sindipeças unidos, apesar das enormes diferenças entre eles, mostrou aos grandes sistemistas de capital estrangeiro que era necessário trabalhar pelo fortalecimento de toda a cadeia, e assim traçou políticas voltadas a ajudar especialmente as empresas de médio e pequeno porte a atravessar as duras transformações do mercado. Um dos focos foi a ação do Sindipeças na educação corporativa. “Educação é fundamental para nosso setor e para o País”, diz.

Ficha Técnica:

13º Happy Comex

Local: Kartódromo Itália (Kart & Eventos)

Data: 31/03/2016 – quinta-feira

Horário: 18h às 22h

Patrocínio: ABV Viracopos, Panalpina, ELOG, Haganá, Spped Capital, TCEX e CEVA

Da Redação


Interior de São Paulo não conhece crise ao olhar agenda de investimentos e inaugurações

Porto feliz  toyotaSão 08 eventos de novas empresas somente de março a maio de 2016, em investimentos que superam R$ 1,7 bilhão e geram mais de 2.600 empregos diretos.

O País está em crise, mas São Paulo mostra sinais de reação. Esta pode ser a conclusão, até dos mais céticos, ao examinarem a agenda de confirmação de investimentos e inaugurações de empreendimentos atendidos pela Investe São Paulo – agência a serviço da Secretaria de Desenvolvimento do Governo do Estado de SP -, para o período de 2 de março ao começo de maio deste ano difícil de 2016.

São oito investimentos que somam R$ 1 bilhão e 754 milhões que vão gerar 2.605 empregos diretos nas cidades de Valinhos, Jundiaí, Taubaté, Iracemápolis, Araraquara, Itapetininga, Porto Feliz e Campinas. O fato está na contramão do noticiário, mas é real e confirma o poder de atratividade de investimentos do estado que tem 44 milhões de consumidores, duas vezes e meia o PIB da Argentina e é responsável por 72% setor de pesquisa e desenvolvimento no País.

E a tendência de expansão dos investimentos para o interior do Estado se manifesta na agenda, que inclui, por exemplo, a inauguração da fábrica da Mercedes Benz em Iracemápolis, que aplicou R$ 500 milhões e criou 1000 novos empregos. Ou a inauguração e início de produção da fábrica da Hyundai Rotem, em Araraquara, um aporte de R$ 99 milhões que gerou 300 empregos diretos. (Ver quadro)
Para o presidente da Investe SP, Juan Quirós, o investidor estrangeiro faz planos a médio e longo prazos e, quando vê que sua moeda quase quadruplicou, mantém e até amplia o investimento: “O Brasil está mais barato e nosso mercado consumidor não vai desaparecer, mas aumentar. O investidor pesquisa cenários futuros e sabe que vamos nos reerguer.” 

Prospecção – Juan cita ainda o desempenho da agência. “Tivemos também, agora em 2016, acreditem, o melhor janeiro em prospecção da história da Investe SP, com R$ 28,2 bilhões contra R$ 763 milhões de janeiro do ano passado”, disse Juan, lembrando ainda que esta agenda indica o início de um movimento de substituição de importações na economia brasileira.

Os potenciais investimentos das empresas, que agora vão assinar termos de parceria e confidencialidade com a Investe SP, tem a expectativa de gerar, juntos, 22.700 empregos diretos. São companhias de origem diversas, como Turquia a Estados Unidos, que atuam em áreas como saúde, logística e autopeças, entre outras.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio França, interpreta os números como reflexo do investimento constante do Estado de São Paulo em pesquisa, educação (FATECs e universidades) e também da estabilidade institucional: “Aqui não há surpresas. O investidor tem condições de projetar cenários de cinco, dez, 20 anos para os seus negócios, sem sustos”, conclui.

PRÓXIMOS EVENTOS DE EMPRESAS ATENDIDAS PELA INVESTE SP        
Data Município Evento Valor do Investimento Nº de Empregos
2 de março Valinhos Anúncio de Investimento da LABYES R$ 2 milhões 20
3 de março Campinas Inauguração da nova sede corporativa da LESAFFRE não divulgado 60
3 de março Jundiaí Cerimônia de pedra fundamental Varian Medical Systems não divulgado 125
10 de março Taubaté Cerimônia de descerramento de pedra fundamental de empresa do setor de transportes urbanos R$30 milhões 300
23 de março Iracemápolis Inauguração da fábrica da Mercedes-Benz R$ 500 milhões 1000
30 de março Araraquara Ingauguração da fábrica da Hyundai Rotem R$ 99 milhões 300
13 de abril Itapetininga Inauguração da fábrica da GDBR do Brasil R$ 90 milhões 200
10 de maio Porto Feliz Inauguração da fábrica de motores da Toyota R$ 1 bilhão 600
R$ 1,721 bilhão 2605

Jorge Lobarinhas, novo Diretor Comercial de Viracopos: “Vamos transformar Viracopos numa grande plataforma logística”

Lobarinhas final 2Especial Viracopos:

 

A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) retomou o projeto para a implantação do conceito ‘Aeroporto Industrial’ no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Essa operação será realizada sob o Regime Especial de Entreposto Aduaneiro na Importação e Exportação, regido pela Instrução Normativa SRF N.º 241, de 6 de novembro de 2002. O plano de construção do empreendimento no terminal vem desde a época em que o aeroporto era administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). “Muitos já tentaram a implantação do Aeroporto Indústria, mas somente Viracopos possui hoje pré-requisitos para o sucesso dessa empreitada como área para expansão, regularidade de voos cargueiros e demanda”.

Estas e outras informações são de quem entende do assunto. O Portal LogNews entrevistou com exclusividade Jorge Lobarinhas, com experiência de quem já atuou do “outro lado do balcão”, como ele mesmo diz, em posições ocupadas durante 10 anos em um operador logístico. Lobarinhas assume agora a diretoria comercial da ABV, concessionária do aeroporto de Campinas, que também engloba a responsabilidade por toda a operação de carga aérea. Na ABV desde a transição da Infraero na área de logística de carga, em 2012, atuou diretamente no trabalho de melhorias dos processos logísticos e no armazém de perdimento do Terminal.

O cronograma de implantação do Aeroporto Indústria deve ter suas duas primeiras etapas cumpridas no segundo semestre de 2016, com a terraplenagem e infraestrutura já prontas e deixando a área apta a receber a construção dos terminais. Após, faltarão o alfandegamento pela Receita Federal e a instalação e a operação das indústrias que produzirão para a exportação. Os investimentos, apenas nessa ação inicial, somam R$75 milhões, em uma primeira fase já concluída. “Investiremos mais R$ 93 milhões na segunda fase da área que vai abrigar o aeroporto industrial. O complexo recebrá  também um condomínio logístico que terá outras atividades, como Armazém e Centro de Distribuição”, assegurou Lobarinhas.

O projeto, em andamento contínuo, prevê a instalação de empresas em Viracopos que possam receber itens na linhas de produção, montagem, manufatura de produtos destinados à exportação. “Os insumos e matérias primas não saem do aeroporto para serem transformadas e retornarem em forma de produtos com valor agregado. São vantagens fiscais e logísticas que irão trazer ganhos para os exportadores e também vai impulsionar a nossa competitividade (de Viracopos) ao oferecer mais serviços para as empresas” explica. E complementa: “As companhias aéreas, por exemplo, ficarão mais competitivas em função de uma maior oferta de carga para exportação, preenchendo as rotas de retorno. Vamos transformar Viracopos numa grande plataforma logística”.


Panalpina confirma adesão ao “Happy Comex” e ao “Logística & Sorocaba”

kartódromo finalRatificando seu bom momento e apostando no mercado do interior de São Paulo, a Panalpina acertou as participações nos eventos “Happy Comex” e “Logística & Sorocaba”, que serão realizados em março e junho, respectivamente, no forte interior do Estado de São Paulo.

A edição de março do HappyComex será temática trazendo um overview do SINDIPEÇAS, dentro do clima e o glamour de um Kartódromo em Campinas.

Brasil X Argentina – Falando no setor automotivo, a boa notícia desta quinta-feira, 18/02, vem de Buenos Aires, pois o Brasil e a Argentina criaram uma comissão do setor automotiva e a indústria de componentes deve ser beneficiada.

As equipes econômicas do Brasil e Argentina decidiram, na verdade, reativar uma comissão voltada ao fortalecimento comercial e produtivo entre os dois países.

Na segunda quinzena de março, o ministro Cabrera estará em Brasília para selar o compromisso com o governo brasileiro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira(18),  depois de uma reunião de Cabrera com o ministro Armando Monteiro, em Buenos Aires. Segundo Monteiro, trata-se da reinstalação de uma comissão que já existia. “Queremos garantir uma integração produtiva que gere emprego para os dois países”, destacou Cabrera logo após o encontro. “A Argentina permaneceu muito tempo de costas para o Mercosul e para o mundo”, completou. Para Monteiro, os dois países querem unir esforços para uma “maior inserção do Mercosul no comércio mundial”.  Os dois ministros concordam que será possível estabelecer uma negociação com a União Europeia neste semestre.

Monteiro elogiou as primeiras medidas do governo de Mauricio Macri, voltadas, sobretudo, a uma diminuição na burocracia do comércio bilateral. Logo que tomou posse, em dezembro, Macri eliminou as chamadas Declarações Juradas Antecipadas de Importação (DJAIs), que serviam para o governo anterior controlar as importações. O mecanismo foi substituído por um sistema mais simples, que prevê licenças automáticas para a maior parte dos itens importados. Isso beneficia, sobretudo, a indústria automotiva, já que praticamente todas as fábricas de veículos instaladas na Argentina dependem de componentes comprados no Brasil.


Viracopos: uso do terminal de cargas cai pelo 2º ano, mas receita aumenta

Exportações e importações pelo terminal de Campinas diminuíram em 2015. Alta do dólar e investimentos foram ‘compensatórios’, afirma concessionária.

As operações no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos diminuíram pelo segundo ano consecutivo em 2015, de acordo com estatísticas divulgadas pela concessionária gestora. Por outro lado, o terminal encerrou o ano com alta na arrecadação obtida neste setor.

A estrutura instalada em Campinas (SP) contabilizou 52,1 mil toneladas de materiais exportados durante o ano passado, queda de 15,9% no comparativo com 2014. Neste mesmo período foram registradas 124,4 mil toneladas de produtos importados, retração de 20,4%. O levantamento mostra que, em dezembro, o aeroporto registrou movimento mais baixo desde janeiro de 2013.

“Os dados do terminal de cargas refletem a atividade econômica do país. Todos nós sabemos que caiu muito e também há previsão de retração do PIB  até o fim deste ano. Apesar disso, tivemos dois efeitos compensatórios no período”, explicou o diretor de Operações, Marcelo Mota, ao ponderar sobre aumento da arrecadação com as atividades.

As receitas com as operações subiram 14% em 2015, e Viracopos elevou desempenho nas receitas do país. A participação nas importações foi de 7,4% para 7,9%; e o índice das exportações subiu de 1,5% para 1,7% no ano anterior, informou a concessionária sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Entre os efeitos “compensatórios” nas finanças do aeroporto, explicou Mota, está  o maior avanço anual registrado em 13 anos, de acordo com levantamento da Reuters. De janeiro a dezembro o valor foi de R$ 2,68 a R$ 3,94.

“O dólar fez com que a receita aumentasse mais do que o esperado. Mas isso, a longo prazo, também criará desestímulo para importações e começa a gerar problemas para a economia”, avaliou. Outro ponto destacado por ele foram investimentos de Viracopos para suprir demandas de mercado, incluindo ampliação das câmaras frigoríficas. O aeroporto também conta com estrutura móvel para tratamento fitossanitário da madeira bruta que sai ou entra ou deixa o país.

“Até o fim do contrato de concessão nós queremos triplicar o volume de cargas que passam pelo terminal. Mas a ideia é que elas representem um terço das receitas, outro terço seja obtido com as atividades aeroportuárias e o restante sejam comerciais, incluindo lojas”, destacou Mota. Atualmente, as operações do terminal de cargas representam 52% da fonte de arrecadação.

Para ele, o resultado será alcançado com desenvolvimento e oportunidades de novos negócios. “Devemos inaugurar em fevereiro, por exemplo, a primeira sala cofre de alta segurança. É algo que não existia e gera competitividade”, destacou o diretor sobre a estrutura que deve ser considerada a mais completa em aeroportos na América Latina.

Mota ainda destacou que os investimentos se baseiam no modelo aeroporto-indústria e prevê novos diferencias para elevar receitas.

“O antigo terminal será transformado em terminal de cargas domésticas, uma oportunidade para escoamento interestadual”, contou ao citar previsão de expandir serviços. O aeroporto também deve contar na área nordeste com novos galpões de logística e manutenção.

Diferença de cálculos – Enquanto as exportações são cobradas com base no peso da carga, o uso do terminal para logística de produtos comprados fora do país implica em taxas diferenciadas.

A primeira, informou a assessoria da concessionária, é feita considerando-se a soma do valor agregado do item e tempo em que ele fica no terminal (cargas importadas e nacionalizadas em Viracopos); enquanto que a segunda cobrança, para cargas classificadas como DTA (declaração de trânsito aduaneiro), é feita com base no peso movimentado internamente.

Situação acirrada – O diretor regional do Centro das Indústrias do estado de São Paulo (Ciesp), José Nunes Filho, avaliou que a queda de operações no terminal de cargas em Viracopos reflete enfraquecimento das companhias. De janeiro a outubro do ano passado, as 500 empresas atendidas pela entidade, em 19 cidades, fecharam 1,9 mil postos de trabalho. O balanço total sai em fevereiro.

“A alta do dólar levou outras taxas para cima e agrega mais valor aos produtos. Daí sofremos com a concorrência, porque outros países têm mão-de-obra qualificada e conseguem produzir itens mais baratos, sobretudo os componentes importados pelas indústrias automobilísticas”, falou o diretor de operações. Segundo ele, a perda de mercado repercutiu em cortes de vagas e formação de um ciclo.

“Com mais desemprego, há menos consumo e isso se repete. Por enquanto, a expectativa é de que a situação seja acirrada, com queda no PIB e mais demissões. Aqui [região] há perfil mais importador que exportador”, falou.

Fonte: GLOBO.COM