Governo cogita MP para estancar briga de carreiras na Receita Federal

receita-federal-gruO governo cogita editar uma medida provisória (MP) para estancar a briga entre as carreiras da Receita Federal. Auditores Ffiscais e analistas estão em disputa por ampliar a influência no órgão e pressionam o Executivo com greves que tem atrapalhado as atividades de arrecadação e fiscalização em um momento de crise econômica. Projeto de reestruturação das carreiras, com aumento salarial de 21% distribuído em quatro anos e a criação de um bônus de eficiência para a instituição, é debatido em uma comissão especial da Câmara. O relator, deputado Wellington Fagundes (PR-PB), apresentou relatório, aprovado na semana passada, mexendo em vários pontos do projeto original.

Segundo o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), presidente da comissão, o governo informou que estuda uma medida provisória só com a parte remuneratória para acabar com a briga. O aumento salarial e o bônus são pontos praticamente pacíficos no relatório, embora Fagundes tenha distribuído o adicional também para outras carreiras da Receita.

Fonte: Valor Econômico


GRU Airport se manifesta sobre cargas liberadas em atraso com greve da Receita Federal

valdir-em-altaSindasp alerta sobre prejuízos e casos que atingem 02 meses de atraso. Greve impacta até no canal verde.

A GRU Airport – Administradora do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos – divulgou um comunicado sobre o atraso na liberação das cargas.

Porém, a empresa não informa como fica a situação das cargas armazenadas, passíveis de cobrança nesta situação, ou seja, elas não receberam nenhuma tarifa diferenciada ou isenção. “Já temos casos em que as cargas chegam até dois meses de atraso na liberação. Os produtos ficam armazenados, pagando tarifas e a conta dos embarcadores e de seus representantes legais só aumentam, com altos prejuízos”, afirmou Valdir Santos (foto), diretor do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, sem informar, porém, o valor desses prejuízos.

Ainda segundo o Sindasp, tais atitudes continuam prejudicando toda cadeia logística do comércio exterior brasileiro. “Os Fiscais estão mais unidos, trabalham somente na terça-feira e param todas repartições, atingindo até mesmo cargas do canal verde, com reflexos na importação e na exportação”, finaliza Valdir Santos, diretor do Sindasp.

Na última avaliação, nesta semana, as cargas ainda estavam sujeitas às chuvas e demais intempéries no Aeroporto de Guarulhos, conforme noticiou na semana passada com exclusividade o LogNews.

Veja a íntegra do Documento da GRU Airport – número 18/2016:

“Como é de conhecimento geral, estamos enfrentando um período de “operação padrão” dos analistas e dos auditores fiscais da Receita Federal e todos os portos e aeroportos do País.

Consignamos que temos envidado esforços, dentro do que nos foi possível fazer, para minimizar os impactos desta “Operação Padrão” da Receita Federal no processamento das cargas em nosso terminal.

Diante disso, contamos com a compreensão da comunidade aeroportuária, especialmente dos importadores, exortadores, companhias aéreas, despachantes aduaneiros, dentre outros, quanto a possíveis atrasos na entrega da carga importada, apesar de já liberada, ou o recebimento de cargas a exportar.

Esperamos que em breve a situação seja normalizada por parte dos servidores da Receita Federal e que possamos manter o padrão de eficiência operacional que a Concessionária vem implementando ao longo de sua administração”.

Cordialmente,

Concessionária do Aeroporto de Guarulhos


Cenário de Caos dos anos 90 se repete com cargas na chuva em Guarulhos

final-completa-chuva-1Greve da Receita Federal atinge níveis alarmantes nos principais terminais de carga do país. Produtos voltam à exposição de intempéries 20 anos depois do “boom” de importação vivido pelo setor nos anos 90

A cena é de arrepiar quem trabalha com o comércio exterior e viveu o boom de importação que teve início por volta de 1994, no Brasil.

Durante alguns anos, após o início do crescimento desenfreado das importações brasileiras à época, as cargas ocupavam os espaços destinados ao estacionamento dos aviões, nos pátios dos aeroportos. Caixas eram perdidas nos espaços, A chuva e o vento se incumbiam de acabar com o que sobrava. Os aeroportos, administrados pela Infraero naquele longínquo período, não conseguiam atender à demanda e construir os armazéns para abrigar a carga excedente, por conta da falta de agilidade necessária, que esbarrava no engessamento das licitações enquanto empresa pública.

O cenário visto ontem, quinta-feira, 03/11/16, no Aeroporto de Guarulhos (foto), fez lembrar os anos 90. Mas, desta vez, o motivo era diferente: a greve da Receita Federal.

“Todos os importadores – e também a categoria dos Despachantes Aduaneiros que os representam – estão com um prejuízo muito grande. O aeroporto de Guarulhos não tem mais condições de armazenar a carga. Esperamos que esse movimento termine o mais rápido possível”, alertou na tarde de ontem, 03/11, Marcos Farneze, presidente do Sindasp – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo.

Por conta do movimento grevista, cargas foram flagradas nos pátios de aeronaves, tal qual nos anos 90, conforme apurou com exclusividade o Portal LogNews (www.gpalognews.com.br)


O Brasil voltou…

marco-legendaApós retomada das exportações de carne in natura para os EUA, logística diferenciada pode ser decisiva e ampliar competitividade em futuros mercados.

O Brasil iniciou suas exportações de carne in natura para os EUA, 45 dias após a assinatura da reabertura do mercado, com a chegada da primeira remessa de carne produzida pela Divisão Beef da Marfrig Global Foods em solo americano, no final de setembro. A cota de exportação para aquele país é de 65 mil toneladas e segundo a ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – o potencial exportador é ainda maior: 100 mil toneladas ou mais de 420 milhões de dólares (cerca de R$ 1,4 bi). Empresa 100% brasileira, a Fermac International foi a responsável pela primeira operação logística do produto.

O avanço não para por aí. O Brasil ainda pode ter muito a ganhar com as exportações. Segundo o Dr. Francisco Jardim, Superintendente do MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – no Estado de São Paulo, a maior conquista da abertura do mercado norte-americano é a possibilidade de o Brasil ocupar espaço na exportação de carne para o consumo de países asiáticos, como Japão e Coreia do Sul. “Se conseguimos cumprir as exigências para a entrada da carne brasileira nos EUA, poderemos chegar a este gigante mercado asiático”, prevê Dr. Jardim.

Após consolidar-se como a primeira empresa a chegar aos Estados Unidos, a Marfrig trabalha para ampliar a disponibilidade de seu produto para os consumidores estrangeiros. “A pecuária brasileira tem uma capacidade fantástica para aumentar sua produção mundial e abrir novos mercados para a carne in natura produzida aqui, na esteira da abertura do mercado norte-americano e seu efeito positivo sobre México, Canadá e outros mercados de alto valor agregado”, disse o CEO da Divisão Beef da Marfrig, Andrew Murchie.

Logística responde por 12,7% do PIB – A logística é um diferencial de competitividade importante para se atingir todos os níveis desse potencial exportador do Brasil, seja com os Estados Unidos ou com outros mercados com alto potencial de crescimento, como a Ásia. Segundo a Abag – Associação Brasileira do Agronegócio – o custo logístico no Brasil corresponde a aproximadamente 12% do PIB, o que torna essa variável bastante considerável no custo final das exportações brasileiras de carne. Já o Instituto ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), divulgou agora, em outubro, que este número – soma dos gastos com transporte, estoque, armazenagem e serviços administrativos – já responde por 12,7% do PIB.

Com ampla experiência no transporte e desembaraço de cargas perecíveis, a Fermac International foi a empresa responsável pelo primeiro embarque da carne in natura brasileira aos EUA. “A empresa possui total expertise quando se trata do que chamamos da cadeia do frio”, assegura Marco Aurélio Soares, diretor comercial da Fermac International. Ele que acompanhou de perto todas as operações do embarque da primeira remessa produzida pela Marfrig, realizado em setembro, no Aeroporto de Guarulhos (SP).

“Considero o fluxo de informações como o principal fator para tornar a logística da ‘cadeia do frio’ eficiente. O monitoramento deve ser 24 horas por dia, sete dias na semana. Qualquer ruído no caminho necessita a intervenção do operador logístico para o sucesso da operação”, conclui Marco Aurélio Soares.


Viracopos recebe “Circo da F1” e Ferrari faz exposição no saguão

ferrari-finalComo tradicionalmente ocorre, desembaraço ágil é diferencial para aeroporto cargueiro receber carros e equipamentos para o Grande Prêmio Brasil da categoria.

Uma Ferrari de Fórmula 1 vai atrair a atenção de quem embarcar ou desembarcar no novo terminal de passageiros de Viracopos, entre os dias 18 de outubro e 7 de novembro. A exposição do carro marcará a comemoração do 15º ano consecutivo em que toda a carga da Fórmula 1 chega e deixa o país neste aeroporto.

O desembarque e, após a corrida, o embarque de todo o equipamento – inclusive os carros – utilizados pelas equipes de Fórmula 1 no autódromo de Interlagos é uma operação que exige precisão e eficiência.

Uma equipe especial designada pela direção de Viracopos realiza todo o trabalho de desembarque em 12 horas seguidas. Após a liberação, toda a carga é transferida para carretas que, em comboio, seguem para o autódromo de Interlagos. A operação é feita em conjunto com a Receita Federal e a Polícia Federal, envolvendo ainda todas as gerências do aeroporto responsáveis pelo Terminal de Cargas.

Este ano, o GP Brasil de Fórmula 1 será disputado nos dias 11, 12 e 13 de novembro. A carga deverá chegar ao aeroporto no final de semana anterior e seguirá para Abu Dhabi logo após a prova.

Para a diretora executiva do evento, Claudia Ito, a parceria com Viracopos continua sendo essencial para a realização da etapa brasileira da Fórmula 1. “Graças à dedicação e à eficiência da equipe de Viracopos, tudo sai de acordo com as previsões. E isso garante o sucesso do evento”, justifica.

“É uma honra receber o GP Brasil de Fórmula 1 mais uma vez e nosso objetivo é continuar a realizar esta operação no Terminal de Cargas de Viracopos, que é um dos mais seguros, ágeis e eficientes da América Latina”, disse o Diretor Presidente da Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Gustavo Müssnich.

Os ingressos para o GP Brasil de Fórmula 1 – 2016 estão à venda através do único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil de F1 também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.